2019
Presidente: Rodolfo Landim
Títulos:
Futebol: Flórida Cup
               Taça Rio
               Campeonato Estadual
               Troféu Osmar Santos (Primeiro Turno do Campeonato Brasileiro)
               Troféu João Saldanha (Segundo Turno do Campeonato Brasileiro)
               Campeonato Brasileiro
               Taça Libertadores da América 
               Taça Guanabara de Juniores (Sub 20)
               Campeonato Estadual de Juniores (Sub 20)
               Torneio Otávio Pinto Guimarães de Juniores (Sub 20)
               Campeonato Brasileiro de Juniores (Sub 20)
               Super Copa do Brasil de Juniores (Sub 20) 
               Manchester United Summer Tornament Júnior (Sub 18) 
               Taça Rio Juvenil (Sub 17)            
               Campeonato Brasileiro Juvenil (Sub 17)
               Puskas-Suzuki Kupa da Hungria Juvenil (Sub 17) 
               Handam Bin Mohammed International Football Championship de Dubai Infanto Juvenil
               Verona Cup Infanto Juvenil (Sub 16)
               Aldeia Cup (PE) Sub 15
               Aldeia Cup (PE) Sub 13
               Campeonato Metropolitano Sub 12
               Iber Cup (Porto Alegre) Sub 12
               Iber Cup (São Paulo) Sub 12 
               Torneio Os donos da Bola Sub 11
               Copa Dente de Leite (Sub 10)  
               GO Cup Sub 9
               Taça Rio Sub 8
               Torneio Novos Talentos Sub 7
               Campeonato Carioca Sub 7 
               Taça Rio Sub 6
               Flórida Cup Legends 5v5 (Máster)
               Campeonato Estadual Feminino
Futebol de Salão: Campeonato Estadual Sub 17 Masculino
                               Campeonato Carioca Sub 12 Masculino
                               Campeonato Carioca Sub 10 Masculino
                               Campeonato Estadual Sub 8 Masculino
                               Torneio de Camburiú Sub 11          
Futebol de Areia: Campeonato Estadual Masculino
                               World Winners Cup Beach Soccer Masculino
                                Taça Rio Masculino
                                Taça Rio Feminino
                                Copa Luz do Mundo Masculino   
Basquete: Campeonato Brasileiro Masculino Adulto (NBB)
                  Campeonato Estadual Masculino Adulto
                  Campeonato Estadual Júnior (Sub 19) Masculino 
                  Copa Brasil Sub 18 Masculino
                  Campeonato Estadual Juvenil (Sub 17) Masculino   
                  Torneio Aberto Juvenil Masculino (Sub 16) 
                  Torneio Aberto Masculino Sub 11
                  Campeonato Estadual Sub 12 Masculino
Remo: Campeonato Estadual
             Troféu Eficiência
             Campeonato Estadual Aberto
             Campeonato Estadual Infantil
             Campeonato Estadual Peso Leve Sub 20 (Júnior)
             Campeonato Estadual de Aspirantes    
             Campeonato Estadual Peso Leve
             Campeonato Estadual Feminino
            Campeonato Brasileiro
            Campeonato Brasileiro Sub 20 (Júnior)  
            Campeonato Brasileiro de Para Remo   
            Regata Remo do Futuro 2019.1
            Regata Remo do Futuro 2019.2
            Troféu Brasil de Barcos Curtos
            Campeonato Brasileiro de Novos Talentos 
Judô: Torneio Abertura da Nova Geração
           Circuito Carioquinha 
           Troféu Eficiência
           Troféu Itinerante 
Pólo Aquático: Torneio Carioca Infanto Juvenil Masculino (Sub 16)
                           Torneio Estadual Juvenil Masculino (Sub 18)
Natação: Campeonato Estadual Sênior de Inverno
                Campeonato Estadual Sênior de Verão
                Campeonato Estadual Absoluto
                Campeonato Estadual de Inverno
                Campeonato Estadual de Verão
                Campeonato Estadual Júnior de Inverno
                Campeonato Estadual Júnior de Verão
                Campeonato Estadual Juvenil de Inverno
                Campeonato Estadual Juvenil de Verão 
                Campeonato Estadual Infantil de Inverno
                Campeonato Estadual Infantil de Verão
                Campeonato Estadual Mirim de Inverno
                Campeonato Estadual Mirim de Verão
                Campeonato Estadual Petiz e Inverno
                Campeonato Estadual Petiz de Verão    
                Festival Sudeste Mirim de Verão   
                Festival Sudeste Petiz de Inverno
                Festival Sudeste Petiz de Verão
                Circuito Estadual Infantil a Sênior
Nado Sincronizado: Campeonato Estadual de Rotinas Técnicas
                                   Campeonato Estadual Absoluto
                                   Campeonato Estadual Júnior
                                   Campeonato Brasileiro
                                   Campeonato Brasileiro Júnior   
Ginástica Olímpica: Campeonato Brasileiro Pré Infantil
                                               Campeonato Brasileiro Pré Infantil A Feminino
Vôlei: Campeonato Estadual Juvenil Masculino
           Copa Cidade Maravilhosa Infantil Masculino
           Torneio Open Infantil Masculino
           Copa Rio Infantil Masculino      
Esportes Eletrônicos: Campeonato Brasileiro de CBLoL
 O ano de 2019 começou com a tentativa do Flamengo em realizar contratações. A nova diretoria contratou o técnico Abel Braga, que ficou espantado com o centro de treinamento do Flamengo e as condições de trabalho, que segundo ele, não ficavam a dever em nada aos melhores centros de treinamentos do mundo. Inicialmente, o Flamengo contratou o zagueiro Rodrigo Caio que veio do São Paulo, o meio campo Arrascaeta que veio do Cruzeiro, o atacante Gabriel, mais conhecido por Gabigol, que veio da Internazionale de Milão e Bruno Henrique, que jogava no Santos. Saíram do Flamengo Réver, Geuvânio, Rômulo e Marlos Moreno. A diretoria não fez nenhuma economia nas contratações, pagando grandes somas pelos reforços. O Flamengo mostrava mais uma vez que uma grande administração deixava frutos. Era, com certeza, o clube mais poderoso financeiramente do Brasil, não dependendo de mecenas, nem vendendo a alma a empresas.
 Inicialmente, o time viajou para os Estados Unidos para participar da Flórida Cup, juntamente com São Paulo, Ajax da Holanda e Eintracht Frankfurt da Alemanha. Na primeira partida do ano, ainda sem contar com as grandes contratações, o Flamengo enfrentou o Ajax da Holanda, jogando no estádio Orlando City. No primeiro tempo, o Flamengo jogou com seu time titular. O Ajax saiu na frente, mas logo depois, Fernando Uribe marcou um golaço, tocando a bola por cobertura, fora do alcance do goleiro. No final do primeiro tempo, o Ajax marcou seu segundo gol. Mas, aos 43 minutos, Diego chutou forte da entrada da área e o goleiro rebateu. Uribe tocou para o gol vazio. O placar de 2 x 2 foi justo. No segundo tempo, o técnico Abel colocou em campo o time todo reserva, menos o goleiro Diego Alves, que acabou se tornando uma grande figura, com pelo menos três grandes defesas. Ao final do jogo, o empate levou os times para a disputa de pênaltis. Quem vencesse faria dois pontos e disputaria o título contra o Eintracht Frankfurt, que vencera o São Paulo por 2 x 1. O Flamengo venceu por 4 x 3, com o Ajax chutando um pênalti na trave e outro para fora. Piris da Mota, Rodinei, Trauco e Berrío marcaram. Henrique Dourado nem precisou bater o quinto pênalti. Foi um começo animador.  
 Em 12 de janeiro, Flamengo e Eintracht Frankfurt da Alemanha decidiram o título da Flórida Cup. O técnico Abel Braga mandou a campo um time reserva, o que deixou a torcida desconfiada e temerosa por um resultado ruim. Mas, o que se viu foi um time aguerrido, bem montado e que jogou de igual para igual. Aos 25 minutos, Piris da Mota recebeu um tapa na cara e o jogador alemão foi expulso. Aos 42 minutos, Rodinei lançou a bola para a esquerda. Jean Lucas chutou de primeira, cruzado e a bola morreu no cantinho. Flamengo 1 x 0 e  os quase 15 mil torcedores do Flamengo presentes fizeram um carnaval. Na segunda etapa, o Flamengo mandou a campo seus titulares. O time dominou a partida, mas perdeu uma penca de gols feitos. Mesmo assim, o Flamengo conquistou o título da Flórida Cup. A festa foi grande e ficava a esperança de que este seria o primeiro de muitos títulos do time neste ano.
 Em 20 de janeiro, o Flamengo estreou no Campeonato Estadual. Com o Maracanã recebendo um público de 46 mil torcedores, o Flamengo foi a campo sem seus novos contratados, Arrascaeta e Gabriel, que foram saudados pelo público antes da partida começar. Com o início da partida, o Bangu partiu para cima e quase marcou aos 3 minutos, numa bola cabeceada e sensacionalmente defendida por Diego Alves. Logo depois, numa bola alçada na área numa cobrança de lateral, nova cabeçada e gol do Bangu. Com a desvantagem no placar, o Flamengo acordou e partiu para cima do Bangu. Após grande pressão, a bola foi cruzada por Renê e chegou a Diego. Ele chutou, o goleiro tocou com a ponta do pé esquerdo e o zagueiro tirou em cima da linha com o braço. Pênalti marcado e cartão vermelho para o jogador do Bangu. Houve um detalhe: a bola cruzada por Renê havia saído poucos centímetros pela linha de fundo. Diego bateu o pênalti e empatou a partida. Com um jogador a mais, o Flamengo passou a dominar e perder chances, graças a grande atuação do goleiro Jeferson do Bangu. No segundo tempo, o Flamengo virou o placar com uma cabeçada de Rhodolfo. Logo após, novo pênalti foi marcado, mas Diego desperdiçou, com a defesa do goleiro banguense. Até o final do jogo, o Flamengo não correu perigo do empate, mas o ritmo caiu e nada mais aconteceu. Uma vitória para começar o campeonato, mas o time precisava melhorar.  
 Em 23 de janeiro, o Flamengo levou seu time reserva a Volta Redonda para enfrentar o Resende. Foi a estréia de Gabriel e Arrascaeta. Time reserva e sem muito entrosamento. Assim, o Resende foi melhor em campo e abriu o marcador aos 19 minutos, numa cabeçada colocada no canto do goleiro César. Mas, três minutos depois, Arrascaeta lançou Trauco na área e ele cruzou a bola. Henrique Dourado armou uma bicicleta e marcou um golaço. Empate no marcador, mas foi o Resende que teve chances para desempatar. No segundo tempo, o Flamengo voltou um pouco melhor e com as entradas de Vitinho e Cuéllar, passou a levar algum perigo ao gol adversário. Mas, sem dúvidas, a maior chance de gol aconteceu quando Zambi foi lançado no meio da zaga, entrou cara a cara e chutou. César fez uma defesa monstruosa e salvou o Flamengo. O jogo se estendeu por mais 14 minutos, pois ficou paralisado por falta de energia elétrica no início do segundo tempo. No final da partida, o Flamengo ainda perdeu duas boas chances para marcar, mas o empate acabou sendo o placar final do jogo. Foi uma chance para o técnico Abel Braga observar jogadores reservas e resguardar os titulares. Essa seria a idéia para o ano.
 Em 26 de janeiro, Flamengo e Botafogo fizeram o primeiro clássico do ano no Rio de Janeiro. O palco foi o estádio Nilton Santos, o Engenhão. No primeiro tempo, o Flamengo tocou, tocou, tocou e não ameaçou. Parecia o time do ano anterior. O Botafogo na defesa, retrancado, somente indo no contra ataque. E num desses ataques esporádicos, um chute foi dado da entrada da área sendo desviado pelo jogador João Paulo, que deslocou o goleiro Diego Alves. No placar ficou Botafogo 1 x 0. E o primeiro tempo foi isso. No segundo tempo, o técnico Abel Braga colocou em campo o estreante Bruno Henrique, no lugar de Vitinho, que mais uma vez não foi bem. No início, o Botafogo quase marcou, quando Kiesa chutou na trave. A partir daí, Bruno Henrique começou a acabar com o jogo. Caindo pela esquerda, ele levou à loucura a defesa do Botafogo. Numa jogada em que quase marcou e a bola foi para escanteio, surgiu seu primeiro gol. Everton Ribeiro bateu escanteio aos 18 minutos e Bruno Henrique cabeceou para marcar. E não parou por aí. Bruno Henrique encheu os olhos da torcida. Aos 25 minutos, a bola sobrou dentro da área para ele, que chutou no ângulo, virando o placar. Em 25 minutos em campo, Bruno Henrique fez muito mais que Vitinho, desde o ano anterior. A partir do gol, o Flamengo começou a tocar a bola e controlar o jogo. Aos 48 minutos, num contra ataque rápido, Bruno Henrique foi lançado em posição legal e serviu Gabriel, que fez o terceiro. Mas, a arbitragem anulou, marcando um impedimento que não existiu. Mas, como o erro foi contra o Flamengo, ninguém fez estardalhaço. Quando é a favor, meu Deus... É um escândalo. Voltando ao jogo, o time ainda estava longe do ideal, mas ia tomando forma.
 Em 29 de janeiro, o técnico Abel Braga, mantendo a rotina de montar dois times, manda a campo um time reserva, mesclado com Arrascaeta e Gabriel, para enfrentar o Boavista. Mais de 35 mil torcedores compareceram ao Maracanã numa terça feira à noite, para incentivar o Flamengo para mais uma vitória. No primeiro tempo, o Boavista deu trabalho. Se fechou muito bem e não deu espaços para o Flamengo trabalhar a bola no ataque. E ainda perdeu uma grande chance, quando num contra ataque, a bola foi lançada em profundidade e César teve que fazer um milagre, defendendo cara a cara com o atacante do time de Bacaxá. No final do primeiro tempo, Rodinei fez um grande lançamento para Vitinho, que dominou e chutou no travessão. Henrique Dourado apanhou a sobra e chutou no canto direito do goleiro, abrindo o marcador. Na segunda etapa, o Boavista assustou, empatando o jogo logo aos 4 minutos. Com as entradas de Everton Ribeiro e Bruno Henrique, o Flamengo passou a pressionar o Boavista. E o gol de desempate surgiu quando Trauco tabelou, foi à linha de fundo e cruzou na medida para Fernando Uribe, que entrara no lugar de Dourado, marcar o gol. O Boavista ainda tentou chegar ao empate, mas após cobrança de escanteio, o zagueiro Rodrigo Caio cabeceou, a bola bateu no chão e subiu, morrendo no fundo do gol. Com 3 x 1 no placar, o Flamengo tocou a bola e ao final da partida, estava classificado para a semifinal da Taça Guanabara. O time ia se acertando.        
 Em 3 de fevereiro, o Flamengo levou 49 mil torcedores ao Maracanã para a partida contra a Cabofriense. Com um time montado com a base do ano passado, com as inclusões de Rodrigo Caio e Bruno Henrique, o Flamengo dominou completamente a partida. Logo aos 7 minutos, Willian Arão marcou de cabeça o primeiro gol. E só não foi de mais, pois o goleiro George fez grandes defesas, que salvaram o time de Cabo Frio. Na segunda etapa, com as entradas de Arrascaeta e Gabriel, o time empreendeu um grande domínio. Diego fez um golaço de bicicleta. Arrascaeta fez seu primeiro gol com a camisa do Flamengo, escorando um cruzamento de Bruno Henrique. E para terminar, um contra ataque sensacional com Diego, Gabriel e a conclusão de Bruno Henrique, encerrou o placar. E também não foi de mais, pois novamente o goleiro George se destacou. O time já mostrava um entrosamento e as peças que entravam mantinham o nível ou melhoravam a atuação do time. O Flamengo, com esta vitória, garantiu o primeiro lugar na tabela e jogaria a semi final da Taça Guanabara contra o Fluminense. O Vasco jogaria contra o Resende. 
 Mas, antes da semifinal da Taça Guanabara, ocorreu uma tragédia sem precedentes na história do clube. Na madrugada de 8 de fevereiro, o alojamento do time sub 15, dentro do Centro de Treinamento Ninho do Urubu, pegou fogo. No incêndio morreram: Arthur Vinicius(zagueiro, 14 anos), Áthila Paixão(atacante, 14 anos), Bernardo Pisetta(goleiro, 15 anos), Christian Esmério (goleiro, 15 anos), Gedson Santos(atacante, 14 anos), Jorge Eduardo(lateral esquerdo, 15 anos), Pablo Henrique(zagueiro, 14 anos), Rykelmo de Souza Viana(volante, 16 anos), Samuel Thomas Rosa(lateral direito, 15 anos) e Vitor Isaías(atacante, 14 anos). Ficaram feridos: Cauan Emanuel Gomes Nunes, Francisco Dyogo Bento Alves e Jonatha Cruz Ventura. Outros 13 atletas conseguiram sair sem ferimentos. Infelizmente, dez vidas se foram. Dez sonhos de se tornarem ídolos do Flamengo e da sua torcida. Com o ocorrido, os jogos da semifinal foram cancelados e marcados para o meio da semana. A repercussão foi mundial. A dor foi profunda. A tristeza irreparável. E pensar que por alguns dias, o time sub 15 iria ocupar o novo módulo construído para a base. A tragédia ocorreu em um módulo antigo do Cento de Treinamento, feito de containeres e que seria desativado. A Nação Rubro-Negra jamais se esquecerá deste ocorrido e dos nomes daqueles jovens heróis rubro-negros que se foram muito cedo. 
 A tragédia ocorrida no CT do Flamengo veio a escancarar uma dura realidade. Após avaliações de vários órgãos públicos, todos os centros de treinamento de norte a sul do Brasil foram reprovados. Todos estavam irregulares. O Ministério Público do Rio de Janeiro proibiu que jovens freqüentassem o Ninho do Urubu. Além da investigação e avaliação das responsabilidades, o Flamengo deveria tentar regularizar o CT o mais rápido possível.
Foi uma semana muito difícil. Havia uma sensação de perda muito grande, o que uniu adversários em atos de homenagem aos meninos mortos. O Vasco da Gama colocou em sua camisa as bandeiras do Vasco e do Flamengo entrelaçadas, como homenagem ao Flamengo. Foi um ato inimaginável e ao mesmo tempo grandioso. O que também provocou a raiva de algumas pessoas dentro do Vasco da Gama. Aqueles mesmos que sempre fomentaram o ódio contra o Flamengo e que levaram torcedores a se matarem nas ruas e estádios. O Flamengo, como prova de agradecimento ao Vasco, colocou uma dessas camisas utilizadas na semifinal da Taça Guanabara, em seu museu na Gávea.
Em 14 de fevereiro, o Maracanã se encheu, não somente para assistir ao Fla x Flu, mas também para mais homenagens aos dez atletas rubro-negros mortos. Os jogadores dos dois times se abraçaram no meio de campo, enquanto balões brancos eram soltos no ar. A torcida se uniu e por alguns instantes qualquer rivalidade foi deixada de lado.
Mas, apesar de tudo, a partida teve que começar. O Flamengo considerado super favorito. O Fluminense tentando colocar em prática o estilo de jogo do seu treinador, Fernando Diniz, onde era terminantemente proibido dar chutão. Nos primeiros quinze minutos, o Flamengo não jogou bem. A partir daí, o time começou a levar perigo ao gol tricolor. Duas grandes oportunidades foram perdidas, mas ficava óbvio que o Flamengo deu preferência ao contra ataque, deixando a bola com o Fluminense. Foi um grande erro. No segundo tempo, o panorama não mudou. O Fluminense ficou com mais posse de bola e o Flamengo parecia esperar o tempo passar. A torcida do Flamengo já se mostrava incomodada, mas como o empate era vantagem do Flamengo para levá-lo a final da Taça Guanabara, o resultado era considerado bom. Aos 47 minutos, Arrascaeta errou na saída de bola. O Fluminense se aproveitou e acabou marcando o gol da sua vitória. O Fluminense estava na final contra o Vasco, que seria o campeão da Taça Guanabara. A torcida do Flamengo teve que amargar mais um sofrimento. Ninguém conseguiu entender o porquê do Flamengo jogar na defesa. Um time milionário não ter a vontade de atacar e se impor perante um time de garotos desconhecidos? Poderiam argumentar que emocionalmente estavam abalados. Mas, mesmo assim, o time do Flamengo não poderia ter este comportamento. O que a torcida esperava era ver um time jogando com vontade e com alma rubro-negra. Quanta frustração em tão pouco tempo...       
Após dez dias afastado de campo, o Flamengo foi ao Maracanã enfrentar o Americano, na estréia da Taça Rio. Dia de muito calor no Rio de Janeiro e quase trinta mil torcedores do Flamengo compareceram para incentivar o time. E com um minuto de jogo, Vitinho marcou de cabeça 1 x 0. O que parecia ser o início de uma goleada parou por aí. É certo que o Flamengo dominou as ações, perdeu algumas chances, mas o time não apresentou uma boa pegada no primeiro tempo. No segundo tempo, Abel Braga inverteu Vitinho e Arrascaeta de lado e o time melhorou. Com sete minutos, o Flamengo marcou mais dois gols. Vitinho e Gabriel marcaram. Com o passar do tempo, o Flamengo foi tocando bola e tomou um gol aos 40 minutos. Mas, após grande jogada de Berrío, que entrara em campo, Diego fechou o placar em 4 x 1. O time mostrou alguma melhora e deixou a torcida com esperanças de que com o tempo, o Flamengo acertaria o caminho das conquistas.      
Em 28 de fevereiro, o Flamengo foi a Volta Redonda enfrentar a Portuguesa pela Taça Rio. E o começo foi avassalador. Em cinco minutos, o Flamengo já vencia por 2 x 0. Bruno Henrique abriu o marcador, cabeceando após cobrança de escanteio e Gabriel, chutando no canto esquerdo do goleiro. Deu a impressão de que seria uma grande goleada. Mas, a partir daí, o Flamengo pisou no freio, perdeu algumas oportunidades, mas o placar não mais se movimentou. No segundo tempo, o panorama não mudou. A Portuguesa começou a ficar um pouco mais com a bola e começou a levar um certo perigo ao gol de Diego Alves. Mesmo assim, Gabriel ainda fez o terceiro gol. No final do jogo, Arrascaeta mais uma vez falhou e o Flamengo sofreu um gol. O segundo da Portuguesa em todo o campeonato. Ficava aquela dúvida se a defesa rubro-negra era tão confiável assim, pois o time somente não tomou gol em um jogo. Após esta vitória, o time se preparou para estrear na Libertadores, em plena terça feira de carnaval. O Flamengo teria que jogar na Bolívia, em uma altitude de 3.750 metros. Uma tarefa nada fácil.
E como manda a cartilha dos fisiologistas, o Flamengo chegou a Ururo seis horas antes da partida. A quantidade de torcedores do Flamengo chamou a atenção, até porque a maioria vivia na Bolívia ou então era formada por bolivianos de Sucre, onde o Flamengo tem até torcida organizada. No primeiro tempo, o Flamengo cedeu campo ao San José, que chegou a levar perigo ao gol de Diego Alves, que fez, sem dúvidas, o melhor jogo dele com a camisa do Flamengo. Na primeira etapa, chegou a fazer duas grandes defesas, que salvaram o time. O Flamengo somente levou perigo num chute de longe de Diego, que raspou o travessão. A temida altitude mostrava seus efeitos, principalmente em Pará, Renê e Arrascaeta. O restante do time se mostrou muito bem fisicamente. Mas, era notório o esforço que fizeram para correr. No segundo tempo, o Flamengo voltou com Everton Ribeiro no lugar de Arrascaeta e a melhora foi visível. O time começou a atacar mais, mas ainda teve em Diego Alves seu melhor jogador. A defesa formada por Léo Duarte e Rodrigo Caio também se portou muito bem. Aos 14 minutos, Bruno Henrique lançou Gabriel, que penetrou na área e na saída do goleiro, deu um leve toque na bola. Ela entrou mansamente no canto esquerdo do goleiro, ainda batendo na trave antes de ganhar as redes. O mesmo Gabriel ainda perdeu uma grande chance quando partiu livre de seu próprio campo. Ele entrou cara a cara, mas o goleiro fez grande defesa. O San José tentou chegar ao empate, mas o Flamengo muito bem postado, não permitiu. Foi uma grande vitória e um bom início na Libertadores.
Em 9 de março, o Flamengo mandou a campo seu time reserva para enfrentar o Vasco da Gama pelo Campeonato Estadual. O que parecia ser uma temeridade, foi se mostrando um engano, pois o Vasco não levou grande perigo ao gol de César. E, por sua vez, o Flamengo atacou mais e ficou com mais posse de bola. A arbitragem começou a deixar jogadores e torcida irritados, por marcava-se todas as faltas a favor do Vasco e algumas a favor do Flamengo eram ignoradas. No segundo tempo, após contra ataque rápido, Vitinho deixou Arrascaeta na cara do goleiro. Ele tocou com força na saída do arqueiro e marcou 1 x 0 para delírio da torcida do Flamengo. Após o gol, o Flamengo passou a jogar somente em contra ataques. O Vasco não conseguia criar jogadas de perigo. E o Flamengo desperdiçando contra ataques. E a arbitragem cada vez mais irritando os rubro-negros, não marcando as faltas a favor e dando todas contra. A defesa do Flamengo jogava uma boa partida e a entrada de Bruno Henrique deixou o Flamengo mais perigoso. Aos 46 minutos, Bruno Henrique deixou Rodinei com o gol vazio para matar o jogo. Ele chutou e a bola foi tirada milagrosamente por um zagueiro do Vasco. Logo a seguir, a bola foi lançada na área do Flamengo e o árbitro marcou pênalti. No mínimo duvidoso. A revolta dos jogadores do Flamengo foi total. O Vasco empatou e a partida foi encerrada. Jogadores do Flamengo cercaram a arbitragem, reclamaram, mas de nada adiantou. A torcida do Vasco comemorou efusivamente o empate contra o time reserva do Flamengo. Em tempo de vacas muito magras, qualquer empate é motivo de muita festa.     
Em 13 de março, a torcida rubro-negra deu um show no Maracanã. Flamengo e LDU do Equador fizeram a segunda partida pela Libetadores. Valia a liderança do grupo. Mais de 62 mil torcedores compareceram ao Maracanã, fizeram mosaico e cantaram sem parar. Mas, os primeiros 10 minutos foram de apreensão. A LDU partiu para cima e o goleiro Diego Alves chegou a fazer uma grande defesa. Foi quando, aos 10 minutos, um contra ataque foi armado. A bola chegou a Renê, que tocou para Diego dentro da área. Ele tocou para Everton Ribeiro completamente livre marcar 1 x 0. Com o gol, o Flamengo passou a dominar completamente a partida. A LDU não conseguiu fazer absolutamente nada em campo. E o Flamengo passou a perder várias oportunidades de gol, o que já era há muito tempo um pesadelo para a torcida. E mais uma vez o Flamengo foi punido. Aos 42 minutos, Diego fez um pênalti bobo. Diego Alves defendeu a cobrança e o Maracanã explodiu. Veio o segundo tempo e o Flamengo tocando a bola. Aos poucos o panorama do primeiro tempo voltou a se apresentar. O Flamengo dominando o jogo. Mas bola parecia não querer entrar. E de tanto tentar, Gabriel chutou uma bola escorada por Bruno Henrique e tirou o Flamengo da pressão. Logo depois, o técnico Abel colocou em campo Fernando Uribe. E com apenas 25 segundos em campo, ele marcou o terceiro gol do Flamengo. Jogo definido, vitória assegurada, mas aos 45 minutos, Trauco, que havia entrado no lugar de Renê, fez outro pênalti bobo. Dessa vez o goleiro Diego Alves não conseguiu defender. Final de jogo e o Flamengo conquistou o primeiro lugar na tabela e ainda faria mais dois jogos em casa. A classificação estava muito bem encaminhada.
Em 16 de março, o Flamengo mandou a campo no Maracanã, uma equipe totalmente reserva para enfrentar o Volta Redonda. A torcida, mesmo assim, foi ao Maracanã em grande número para incentivar a equipe. Na primeira etapa, o Flamengo dominou a partida, mas o Volta Redonda perdeu duas chances em cabeçadas. Mesmo assim, o Flamengo teve pelo menos três grandes chances para marcar. No segundo tempo, o Flamengo começou a apresentar dificuldades para chegar ao gol do Volta Redonda. Vendo isso, o técnico Abel colocou em campo Diego e Renê. O time melhorou e deu uma verdadeira blitz na defesa do adversário. Um pênalti deixou de ser marcado após o zagueiro do Volta Redonda interceptar uma cabeçada de Rodinei com o braço. A pressão continuou e Uribe cabeceou uma bola no travessão. E, aos 44 minutos, Diego chutou de fora da área e o goleiro rebateu. Hugo Moura marcou o gol, que foi anulado de forma equivocada pela bandeirinha. O zagueiro do Volta Redonda dava condição. Mesmo com o empate, o time reserva deixou boa impressão.     
Em 19 de março, Flamengo e Madureira jogaram no Maracanã. Em caso de vitória, o Flamengo assegurava a classificação para as semi finais do Campeonato Estadual, além de se tornar o time com melhor campanha no geral. O técnico Abel Braga não poderia contar com os jogadores estrangeiros por dois jogos, já que foram convocados por suas seleções para as famigeradas datas FIFA, com seus amistosos caça níqueis e que muitas vezes devolviam os jogadores contundidos para os clubes que pagam muito caro para ter estes atletas no elenco. Caso de Piris da Mota, que sofreu luxação no ombro e ficou de fora por algum tempo. Ficaram de fora do time também Arrascaeta, Cuéllar e Trauco. A partida contra o Madureira foi um massacre do Flamengo, mas a bola teimava em não querer entrar, mesmo com as 28 finalizações do time. Foram várias as oportunidades de gol perdidas. Ora o goleiro fazia milagres, ora a bola era salva em cima da linha, ora batia na trave. Já estava ficando no mínimo desconfortável para a torcida ver o Flamengo perder tantas chances de gol. E, por ironia do destino, aos 44 minutos, Gabriel marcou em impedimento o gol do alívio. Exatamente no jogo anterior, o Flamengo foi prejudicado pela arbitragem ao ver um gol legítimo ser anulado por impedimento. Agora, o time foi beneficiado pela arbitragem. Mas, antes do gol sair, a bola foi defendida pelo goleiro, bateu na trave e finalmente entrou. No segundo tempo, o panorama não mudou. A bola não queria entrar. Somente aos 33 minutos, Gabriel chutou, a bola foi desviada pela cabeça de um zagueiro e entrou. Com 2 x 0 no placar, o Flamengo começou a tocar a bola e deixou o tempo passar. Vitória e classificação asseguradas. Mas a torcida ficou apreensiva. Como o Flamengo perdia tantas chances de gol ? 
Em 24 de março, 40 mil torcedores do Flamengo foram ao Maracanã para incentivar o time contra o Fluminense. A torcida tricolor praticamente não foi, até porque o treinador tricolor anunciou que o Fluminense entraria com o time reserva. E a expectativa da torcida do Flamengo era de dar uma goleada. A partida começou com o Flamengo em cima. E logo aos 3 minutos, Gabriel perdeu uma grande oportunidade. Mas, logo depois, Willian Arão tocou para Pará, que cruzou. Bruno Henrique chapou a bola no canto esquerdo do goleiro e foi comemorar com a torcida. O goleiro do Fluminense ainda fez três grandes defesas, mas a sorte ajudou o Flamengo, que só não tomou o empate por sorte. A bola foi roubada de Rodrigo Caio e acabou no travessão. No rebote, a bola foi chutada e salva em cima da linha por Willian Arão. Na segunda etapa, o Fluminense tentou dar um calor, mas no primeiro contra ataque, Diego colocou Bruno Henrique cara a cara com o goleiro. Ele tocou no canto direito do goleiro e foi comemorar com a torcida novamente. Logo depois, numa saída errada de bola, Bruno Henrique recuperou a bola e lançou para Gabriel, que chutou cruzado e marcou o terceiro gol. A partir dos 18 minutos, quando ocorreu o terceiro gol, o Flamengo se desligou em campo. O Fluminense cresceu e marcou dois gols, deixando a torcida apreensiva. A partir daí, o Flamengo só se defendeu e o pau comeu, com várias jogadas ríspidas. No final do jogo houve uma expulsão no lado tricolor, após uma falta violenta em Léo Duarte. Final da partida e o Flamengo garantiu o maior número de pontos na classificação geral. Se classificou em segundo lugar em sua chave e iria disputar a semifinal da Taça Rio contra o mesmo Fluminense. A outra semifinal seria entre Vasco e Bangu. O Botafogo estava eliminado do campeonato.
Em 27 de março, o que se viu no Maracanã não foi um jogo de futebol. Foi uma guerra! O Flamengo jogou sem Diego e Gabriel, que foram preservados fisicamente. A partida já começou quente, quando a um minuto, a bola foi alçada na área do Flamengo. Rodrigo Caio foi empurrado e a bola sobrou para Luciano marcar 1 x 0. Pela primeira vez num jogo do Flamengo o árbitro foi consultar o árbitro de vídeo, também conhecido como VAR. Marcelo de Lima Henrique anulou o gol devido à falta em Rodrigo Caio. Os jogadores do Fluminense ficaram indignados e o preparador de goleiros do tricolor foi expulso. Isso já demonstrava que os jogadores do Fluminense estavam com os nervos à flor da pele, dando continuidade aos fatos ocorridos no último Fla-Flu de três dias antes. O Flamengo levava mais perigo ao gol do Fluminense, apesar da posse de bola ficar mais com o tricolor, que executava a forma de jogar de Fernando Diniz, seu treinador, que não deixava o time dar chutões. Aos 29 minutos, a bola foi chutada e o goleiro tricolor espalmou para o lado. Bruno Henrique deixou para Renê, que desferiu um chute violento, que estufou as redes. Flamengo 1 x 0. E poderia ser de mais. O time perdeu dois gols feitos durante o primeiro tempo. O jogo estava dominado, mas Bruno Henrique, que já demonstrava um certo grau de irritação, deu uma entrada muito violenta e foi expulso aos 49 minutos. Como o Fluminense precisava só de um empate para conseguir a vaga na final da Taça Rio, o segundo tempo começou com o Fluminense mais presente no ataque e o Flamengo se defendendo. Mesmo assim, Diego Alves não passou por grandes momentos de perigo. Foi quando o jogador Everaldo entrou driblando e caiu após se chocar com Léo Duarte. O árbitro nada marcou, mas foi chamado pelo VAR. Após consulta ao monitor de TV, ele marcou o pênalti contra o Flamengo. Todos os comentaristas de arbitragem que trabalharam em todas as emissoras de TV foram unânimes em dizer que o pênalti não existiu. Azar do Flamengo que o pênalti foi marcado e convertido. A partir daí, o Flamengo teve 25 minutos para tentar achar a vitória, jogando com menos um jogador. Abel Braga colocou em campo Arrascaeta e os meninos Lucas Silva e Vítor Gabriel, tirando um cabeça de área. Partiu para o tudo ou nada. E o Flamengo sufocou. Tá certo que uma bola foi cabeceada no travessão de Diego Alves, mas o sufoco do Flamengo ficou cada vez maior. Por duas vezes a bola tocou no braço de zagueiros tricolores dentro da área e nem ao VAR o árbitro foi, deixando jogadores rubro-negros indignados. Foi quando aos 48 minutos, a bola foi cruzada para a área e Lucas Silva foi atrás dela, pelo lado direito do ataque. Ele recebeu um empurrão bobo e o pênalti foi marcado pelo árbitro e pelo auxiliar, sem precisar de VAR. Everton Ribeiro bateu e marcou o gol da vitória. O time do Fluminense se descontrolou de vez e Paulo Henrique Ganso deu um empurrão no quarto árbitro, sendo expulso. Quase que a comissão técnica tricolor bateu na arbitragem. A partida terminou com a vitória e a classificação para a decisão da Taça Rio. Mas, o drama não parou por aí. O técnico Abel Braga passou mal e nem viu Everton Ribeiro marcar o gol a vitória. Ele teve uma arritmia cardíaca e foi levado a um hospital em Botafogo, onde ficou em observação. Para a decisão da Taça Rio, o Flamengo já anunciava que jogaria com o time todo reserva e até mesmo com técnico reserva. Até porque, o jogo seguinte contra o Peñarol pela Libertadores tinha uma importância maior. 
Em 31 de abril, Flamengo e Vasco da Gama decidiram a Taça Rio, segundo turno do Campeonato Estadual. Se o Vasco conquistasse a Taça Rio estaria classificado para a decisão do campeonato, o Flamengo jogaria uma semi final contra o Bangu jogando pelo empate e o Fluminense estaria eliminado. Caso o Flamengo conquistasse a Taça Rio, seria obrigado a jogar uma semi final contra o Fluminense para chegar a decisão contra Vasco ou Bangu. A primeira vista, o Flamengo levaria mais vantagem se perdesse a Taça Rio. Mas, perder uma decisão para o Vasco? Assim de moleza ? Jamais. E o Flamengo mandou a campo o time totalmente reserva. A torcida rubro-negra foi em peso ao Maracanã. No primeiro tempo, o Flamengo chegou com mais perigo ao gol vascaíno. César não fez absolutamente nada. No segundo tempo, o jogo ficou equilibrado, mas foi o Vasco que marcou primeiro. Numa cobrança de escanteio, a bola foi cabeceada, tocou na trave e foi morrer nas redes do goleiro César. Foi a única chance do Vasco até então. Com o gol, o Vasco passou a jogar na defesa e tentar marcar no contra ataque. O Flamengo foi todo para cima. O treinador Leomir, que atuou no lugar de Abel Braga que convalescia de um procedimento cirúrgico no coração, mandou a campo mais garotos, como Vinícius e Bill, que jogaram pela primeira vez no time principal do Flamengo. Também colocou Vítor Gabriel. O Flamengo partiu para cima e deu sufoco no Vasco. Mas a bola não entrava. Foi quando aos 48 minutos, quando a torcida vascaína já gritava “É campeão”, Rodinei cobrou um lateral para Bill na linha de fundo. Ele cruzou na medida para a cabeçada de Arrascaeta, que morreu no fundo do gol. Além do gol de empate, Arrascaeta marcou o gol de número 5000 do Flamengo na história dos Campeonatos Estaduais. A torcida do Flamengo explodiu no grito de gol. O empate levou a decisão para os pênaltis. Vitinho bateu o pênalti, a bola bateu na trave e entrou. O Vasco empatou. Rodinei cobrou e perdeu. O Vasco bateu e jogou para fora. Arrascaeta bateu e marcou 2 x 1 para o Flamengo. César pegou um pênalti e o Flamengo ficou mais ainda próximo do título. Uribe bateu e marcou 3 x 1. O último pênalti do Vasco foi cobrado para fora e o Flamengo conquistou a Taça Rio pela décima vez, se tornando o maior vencedor desta taça (como já é o maior vencedor da Taça Guanabara e do próprio Campeonato Estadual).
Da euforia a decepção. Foi o que aconteceu em 3 de abril. Mais de sessenta mil rubro-negros foram ao Maracanã para ver o Flamengo derrotar o Peñarol e praticamente assegurar a sua classificação para a próxima fase da Libertadores. Mas, infelizmente não foi o que aconteceu. O time titular, completamente descansado, não conseguiu impor um ritmo agressivo e parou na forte marcação do time uruguaio. No primeiro tempo, apesar da posse de bola, a maior chance pertenceu ao Peñarol. Após cobrança de falta a favor do Flamengo, a bola foi rebatida para o contra ataque. Se não fosse um milagre de Diego Alves, o Flamengo já sairia para o intervalo perdendo. No segundo tempo, o time partiu para cima e criou algumas boas chances, mas a defesa adversária se tornava intransponível. Com a expulsão de Gabriel, após carrinho, o panorama do jogo começou a ficar diferente. O Flamengo diminuiu o ímpeto com que ia ao ataque. E para piorar de vez, aos 43 minutos, uma cabeçada fatal e o Peñarol marcou o gol da vitória. Decepção geral da torcida, que pedia insistentemente Arrascaeta no time titular. Com a derrota, o Flamengo empatava em pontos com o Peñarol e ficava em segundo lugar na tabela.
Ainda sob a dor da derrota para o Peñarol, o Flamengo foi a campo enfrentar o Fluminense pela semi final do Campeonato Estadual. Jogou pelo empate para ir à final. O treinador Abel Braga tirou de campo Gabriel e colocou Uribe em seu lugar, alegando que não contaria com Gabriel no próximo jogo pela Libertadores. Somente esqueceram de dizer ao treinador que se Uribe se machucasse no Fla Flu, ele ficaria sem mais um jogador para o jogo contra o San José. Também inverteu Everton Ribeiro e Bruno Henrique de posição. E a torcida pedindo Arrascaeta. A partida começou com o Flamengo sufocando o Fluminense, que ficou entrincheirado em sua defesa. Willian Arão chegou a marcar um gol de cabeça, que foi anulado pelo VAR. Na jogada, o goleiro tricolor se chocou com Léo Duarte e a ação foi considerada faltosa pelos componentes do VAR. Houve também um grande erro da arbitragem, onde o árbitro marcou um impedimento inexistente de Uribe, onde o auxiliar nada marcou. A partida continuou com o Flamengo dominando. Aos 43 minutos, Bruno Henrique entortou o zagueiro e chutou cruzado. A bola passou pelo goleiro e foi salva por Gilberto. A bola ia sobrar para Uribe, mas o mesmo jogador entrou de carrinho e salvou de novo. Na sequência da jogada, a bola foi cruzada na área do Flamengo e o mesmo jogador cabeceou, sem defesa para Diego Alves. O Fluminense literalmente achou um gol aos 44 minutos, provando que futebol é um esporte que maltrata o torcedor. No segundo tempo, o Flamengo colocou Gabriel no lugar de Uribe, que se machucou. O Fluminense se soltou e começou a marcar a saída de bola do Flamengo. Mesmo assim, a pressão do Flamengo foi só aumentando. E a torcida em peso pedindo Arrascaeta. Houve uma bola que foi cortada com a mão pelo zagueiro do Fluminense e o árbitro não foi ao VAR, deixando os rubro-negros indignados. Finalmente, Abel colocou em campo o uruguaio e tirou Diego, num misto de aplausos e vaias. E a pressão ficando cada vez maior. Foi quando aos 23 minutos, Renê lançou uma bola para o ataque, que tocou em Gilberto e se ofereceu a Gabriel. Ele invadiu a área pela esquerda e chutou cruzado. A bola passou num minúsculo espaço entre a trave e o goleiro. Gol do Flamengo. Explosão no Maracanã. Até o final da partida, o Flamengo se fechou e partiu nos contra ataques, mas não levou grande perigo ao gol tricolor. Por sua vez, Diego Alves também não foi muito importunado. Fim de jogo e a classificação para a final estava garantida. A torcida confirmou o hino do clube que diz: “Nos Fla Flus é o ai Jesus”. Mas, antes da final do Carioca, o time tinha que virar a chave para a Libertadores.    
Em 11 de abril, o Maracanã recebeu um grande público para Flamengo x San José. A vitória era imprescindível para as ambições do Flamengo. E o time partiu pra cima logo de início, criando chances de gol e marcando aos 5 minutos. Após cobrança de escanteio, Bruno Henrique tocou de cabeça para Diego, que completou também de cabeça para as redes. Logo depois, o San José teve um jogador expulso, por derrubar Bruno Henrique, sendo ele o último jogador da defesa. Estava se desenhando uma vitória fácil. Mas, o San José conseguiu empatar e transformar o que era fácil em um jogo difícil. Mesmo assim, o Flamengo continuou dominando e perdendo oportunidades. Foi quando num contra ataque puxado por Everton Ribeiro, a bola chegou a Bruno Henrique, que devolveu a Everton Ribeiro. Ele tocou de mansinho, no canto e desempatou. E foi assim que terminou o primeiro tempo, com a torcida reclamando do desempenho do time. No segundo tempo, o Flamengo foi tocando a bola e começou a marcar gols. Arrascaeta marcou o terceiro, após matar a bola no peito e chutar sem defesa. Everton Ribeiro marcou de novo, após grande jogada de Pará, que foi ao fundo e cruzou na medida. Willian Arão foi agarrado na área e o juiz marcou pênalti. Vitinho bateu e marcou o quinto gol. E para terminar a festa, Pará foi ao fundo e cruzou. A bola bateu no joelho de Gutiérrez e entrou. Vitória por 6 x 1 e a liderança do grupo no saldo de gols, com os mesmos 9 pontos do Peñarol. Agora, o Flamengo precisaria de pelo menos um empate fora de casa para garantir a classificação. 
Durante a semana que antecedeu o primeiro jogo da final do Estadual, o Flamengo assinou em parceria com o Fluminense a administração do Maracanã. O Vasco esperneou e como forma de retaliação, levou o jogo contra o Flamengo para o Engenhão. O treinador Abel tirou Diego e colocou em seu lugar Arrascaeta. Assim, o Flamengo foi a campo com o que tinha de melhor. No primeiro tempo, o Vasco ficou na defesa, todo fechado. O Flamengo atacou, mas pecava na hora do último toque na bola. O goleiro Diego Alves não fez nenhuma defesa. Mas, faltou o gol. No segundo tempo, o Flamengo encurralou o Vasco, que não fez absolutamente nada. Ficou um ataque contra defesa. E de tanto tentar, a bola sobrou para Bruno Henrique, da linha de fundo, chutar e marcar 1 x 0 aos 10 minutos. O domínio do Flamengo manteve-se e o segundo gol aconteceu, mas o VAR anulou de forma absurda. A bola foi lançada no interior da área. O zagueiro do Vasco dominou mal e deixou a bola à feição para Bruno Henrique, que mandou para as redes. Apesar de estar em posição de impedimento, a bola foi dada pelo zagueiro do Vasco, o que anulou o impedimento. Mas, o árbitro foi ao VAR e anulou o gol. Errar com auxílio do vídeo é um absurdo. Mas fazer o que ? O negócio foi partir para cima. Aos 31 minutos Arrascaeta roubou uma bola em cima da linha de fundo e cruzou. O goleiro espalmou e a bola se ofereceu a Bruno Henrique que mandou para as redes com VAR e tudo. No final da partida, Diego, que havia entrado no time, arrancou e entrou na área, sendo derrubado. O árbitro nada marcou. Nem o VAR, que sofreu uma pane elétrica e não funcionou durante o restante do jogo. Poderia ser 4 x 0, mas o árbitro e o VAR não deixaram. Mesmo assim, o Flamengo levou para o último jogo da decisão uma grande vantagem.  
A semana passou e a torcida do Flamengo ficou na expectativa do time que o treinador Abel Braga colocaria em campo. Como o Flamengo teria um jogo decisivo em Quito três dias depois, havia a possibilidade do Flamengo entrar em campo com um time misto. Mas, o Flamengo acabou entrando em campo com seu time titular, onde apenas Bruno Henrique desfalcou o time, pois tinha levado o terceiro cartão amarelo. Assim, o Flamengo foi a campo com Diego Alves, Pará, Léo Duarte, Rodrigo Caio, Renê, Cuéllar, Willian Arão, Diego, Everton Ribeiro, Gabriel e Arrascaeta. O Vasco começou a partida tentando dar uma pressão no Flamengo, mas com a defesa e meio de campo muito sólidos, o Flamengo suportou esta pressão inicial. Mas, apesar da pressão vascaína, uma falta foi cobrada na ponta direita sobre Gabriel. A bola foi alçada na área e Willian Arão cabeceou sem chances. Flamengo 1 x 0, a galera rubro-negra explodiu e a vantagem acabara de ficar maior ainda. A partir do gol, o Vasco saiu como um louco para o ataque e o Flamengo perdeu pelo menos quatro grandes chances de marcar no contra ataque. No segundo tempo, o Vasco continuou atacando e o Flamengo começou a administrar o jogo. A torcida do Flamengo, absoluta no estádio, começou a não gostar da postura do time. O Vasco chegou a perder algumas chances, mas com o passar do tempo, o título ia se aproximando cada vez mais do Flamengo. Gabriel chegou a marcar o segundo gol, mas foi anulado pelo VAR, devido a um impedimento que realmente existiu. O jogo continuou e o Flamengo tocando a bola ao som de olé da torcida. Aos 38 minutos, Diego laçou um bolão para Vitinho, que havia entrado em campo no lugar de Arrascaeta. Ele penetrou pelo meio da zaga e deu um chute forte e certeiro. Gol do Flamengo. E com novamente 2 x 0 no placar, o Flamengo conquistou seu 35º título carioca e marcou um recorde de 12 jogos sem perder para o Vasco da Gama. Festa total da Nação Rubro-Negra. E a sensação de que outros títulos poderiam vir.   
Mas, da euforia a preocupação. Rotina para a torcida rubro-negra. Três dias após a conquista, o Flamengo foi a Quito, 2800 metros acima do nível do mar, para enfrentar a LDU. Bastava um empate para o Flamengo assegurar a classificação a próxima fase da Libertadores. No início da partida, o Flamengo jogou de igual para igual com a LDU. Mas, faltava o último passe entrar correto. Aos 15 minutos, Pará atacou pela direita e efetuou um cruzamento em diagonal, que pegou Bruno Henrique entrando pela esquerda. Ele cabeceou, a bola tocou em seu braço e entrou. Gol confirmado e um importante 1 x 0 no placar. Por mais duas vezes o Flamengo foi ao ataque. Numa delas Everton Ribeiro chutou e a bola tocou na trave. Em outra, Bruno Henrique foi lançado, matou a bola no peito e chutou cara a cara com o goleiro, que realizou difícil defesa. Tudo ia muito bem, mas aos 48 minutos, uma bola chutada para frente pegou o atacante da LDU livre. Ele penetrou e na saída de Diego Alves, chutou entre suas pernas para empatar a partida. Os Rubro-Negros reclamaram, mas Pará dava condições de jogo, pois voltava devagar para o meio de campo. No segundo tempo, Abel tirou Arrascaeta e colocou Diego. O time melhorou e passou a atacar mais. Mas, o último passe sempre saía errado. O Peñarol, que lutava contra o Flamengo por uma das vagas, perdia de 3 x 1 para o San José, em Oruro. Bastava o empate. Mas, aos 32 minutos, com a LDU dominando o jogo, o Flamengo recebeu o golpe fatal. Um chute de fora da área entrou no meio do gol, em cima de Diego Alves, que depois alegou contusão nas costas e deu lugar a César. O Flamengo, já exausto, não conseguiu levar grande perigo ao adversário e perdeu a partida. Agora, teria que decidir a vaga em Montevidéu, contra o Peñarol. A torcida estava temerosa por outra desclassificação na fase de grupos da Libertadores.
Esquecida a decepção, a torcida do Flamengo encheu o Maracanã para a estréia do Flamengo no Campeonato Brasileiro e também para a despedida do zagueiro Juan. Com 40 anos, e convivendo com contusões, ele se viu obrigado a abandonar o futebol. O adversário foi o Cruzeiro, único clube grande invicto até então e campeão mineiro. No primeiro tempo, o Flamengo tentou se impor ao Cruzeiro, que jogou recuado, tentando os contra ataques. Os goleiros não foram exigidos, mas a partida foi disputada de forma intensa, veloz e com bom nível técnico. Cuéllar e Willian Arão protegiam muito bem a defesa rubro-negra. Everton Ribeiro e Bruno Henrique se revezavam entre direita e esquerda do ataque, confundindo a defesa cruzeirense. O único que destoava era Arrascaeta, que enfrentou pela primeira vez seu ex-clube. Tudo estava sob controle. Mas, aos 39 minutos, Fred, cercado por três jogadores, conseguiu dar um passe e deixou Pedro Rocha na cara de César. Gol do Cruzeiro. Muitos pensaram que o Flamengo não conseguiria transpor a defesa adversária. Mas, bastaram dois minutos e Everton Ribeiro cruzou da esquerda. Bruno Henrique subiu contra dois zagueiros e o goleiro Fábio. Bruno ganhou na cabeça e a bola foi em direção ao gol. Ele, Gabriel e Everton Ribeiro foram na bola, mas foi Bruno Henrique que tocou na pelota e empatou a partida. No segundo tempo, o Flamengo partiu decisivamente para cima do Cruzeiro. César foi um mero expectador. E a pressão acabou sendo recompensada quando Everton Ribeiro deixou a bola para Willian Arão, que fez certamente uma das melhores apresentações com a camisa rubro-negra. Ele foi ao fundo e tocou para Bruno Henrique, que fuzilou Fábio. Maracanã em êxtase. A torcida passou a pedir a entrada de Juan, mas o treinador Abel Braga segurou a substituição, temendo uma reação do Cruzeiro. Mas, aos 40 minutos, Bruno Henrique foi lançado por Gabriel. Ele deixou Dedé para trás e penetrou livre. Chutou e Fábio defendeu parcialmente. A bola se ofereceu a Gabriel que marcou 3 x 1. Festa na torcida e imediatamente Juan entrou no lugar de Everton Ribeiro, somente para ser homenageado. A cada toque na bola, a torcida retribuía com seu nome gritado. Mas, a festa terminou em apreensão. No último lance da partida, a bola foi cruzada na área do Flamengo e Rodrigo Caio se chocou de cabeça de forma muito forte com Dedé. Este saiu com a cabeça cortada e Rodrigo Caio caiu desmaiado em campo. Ele saiu de ambulância para o Hospital, mas ao final, não sofreu nada grave. Foi somente um grande susto. Fim de jogo e Juan foi festejado por todos. Deu volta olímpica e foi abraçado de forma emocionante por Júlio César, seu ex companheiro de time. Foi um desempenho que deixou a torcida com esperanças.    
Em 01 de maio, o Flamengo foi a Porto Alegre enfrentar o Internacional. Jogo sempre difícil, onde o Flamengo tem em sua história um retrospecto horrível. Ganhar do Internacional em sua casa é sempre extremamente difícil para o Flamengo. E a partida mal começou e o Inter fez 1 x 0, gol de Guerrero, que pela primeira vez enfrentava seu ex clube e após ter ficado longe dos gramados por 1 ano, devido ao fato de ter sido pego no exame antidoping. Passado o impacto inicial, o Flamengo foi tocando a bola e deixou o jogo mais equilibrado. Teve um gol anulado no final do primeiro tempo. No segundo tempo, o Flamengo voltou melhor e dominou o Internacional. Chegou a marcar mais um gol, com Gabriel, mas ele estava em impedimento e o gol foi novamente anulado. Logo depois, a bola foi alçada na área por Arrascaeta. Everton Ribeiro entrou livre e mesmo não tocando na bola, enganou o goleiro Marcelo Lomba, que viu a bola se encaminhar para as suas redes. A partir daí, o jogo ficou aberto e ambos os times tiveram chances de marcar. Aos 32 minutos, um jovem chamado Sarrafiore entrou em campo e deu apenas um chute ao gol. Bastou para mandar a bola no canto, rente a trave e César nada pôde fazer. Gol da vitória do Inter. O Flamengo atacou, teve chance de empatar, mas nada a mais aconteceu. Continuava muito difícil ganhar no Sul e no campo do Internacional.
Durante a semana que antecedeu o jogo contra o São Paulo, no Morumbi, a pressão da imprensa e de parte da torcida sobre o treinador Abel, tornou-se muito forte. Ainda mais por que o Flamengo mandou a campo um time totalmente reserva. Então, além do jogo contra o Peñarol que poderia significar a sobrevivência do Flamengo na Libertadores, havia também o temor de tomar uma goleada histórica para o São Paulo. O treinador Abel se mostrou irredutível com as suas convicções e mandou a garotada enfrentar o São Paulo. Diego era o único jogador experiente em campo. O São Paulo partiu pra cima do Flamengo e deu sufoco nos primeiros cinco minutos. Mas, aos 7 minutos, a bola foi lançada para Hugo Moura na esquerda. Ele tocou sobre o goleiro, cruzando a bola para a pequena área. Berrío entrou de carrinho e fez 1 x 0 para o Flamengo. O time do São Paulo sentiu o golpe e partiu para o ataque. A defesa rubro-negra muito firme e o meio de campo com três cabeças de área conseguiram rechaçar todas as investidas do tricolor. No final do primeiro tempo, Berrío sofreu contusão na cabeça e teve que ser substituído. Ele jogou um bom primeiro tempo e sua saída seria sentida. No segundo tempo, a pressão do São Paulo foi enorme. César defendeu tudo. Após a saída do zagueiro Matheus Dantas e a entrada do estreante da base Rafael Santos, a defesa ficou um pouco mais insegura. O Flamengo suportou a pressão até os 37 minutos, quando após grande defesa de César, o São Paulo empatou. O árbitro da partida deu 7 minutos a mais. Mas, apesar da pressão, o lance polêmico ficou por conta do VAR. No último minuto, uma bola foi cruzada na área do São Paulo. Subiram Lucas Silva e um zagueiro tricolor. A bola foi cabeceada pelo rubro-negro e posteriormente tocou no braço do jogador sãopaulino, que estava completamente aberto. O árbitro recebeu uma comunicação do VAR e acabou dando continuidade ao jogo. Mais uma vez o VAR prejudicou o Flamengo, com a arbitragem responsável pelo vídeo deixando de marcar uma falta a favor do Flamengo. Mesmo com mais uma arbitragem comprometida, o Flamengo conseguiu marcar um ponto importante. Agora, as atenções estariam voltadas para Montevidéu.    
E foi sob pressão que o Flamengo chegou a Montevidéu. Precisava de um empate para se classificar para as oitavas de final da Libertadores. O jogo foi disputado pela primeira vez no estádio do Peñarol. Pensava-se que a pressão seria muito grande, mas o que se viu, foi o Flamengo dominando a posse de bola e perdendo uma quantidade inacreditável de gols. Logo aos 2 minutos, Arrascaeta deixou Gabriel cara a cara com o goleiro e da marca do pênalti, chutou para fora. E as chances de gol foram sendo desperdiçadas. O Peñarol não chegou a ter grandes oportunidades. No segundo tempo, com a vitória da LDU sobre o San José, o Peñarol somente se classificaria se vencesse o Flamengo. Mas, a partida estava sob controle do Flamengo e pelo menos três outras grandes oportunidades de gol foram perdidas. Mas, o imponderável é companheiro do futebol. Aos 20 minutos, Pará recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Com menos um jogador, o Flamengo se plantou na defesa e suportou uma grande pressão do Peñarol. Vitinho ainda conseguiu perder um gol feito aos 48 minutos. Logo depois, uma confusão com os jogadores ocorreu na linha de fundo do time uruguaio. Garrafas foram jogadas em campo, houve empurrões entre os jogadores e o árbitro acabou encerrando a partida para alívio geral dos rubro-negros. Classificação em primeiro lugar no grupo conquistada e esperava-se um pouco menos de pressão sob o time e o técnico.    
Domingo, dia 12 de maio, Dia das Mães, sol, jogo contra a Chapecoense às 11 horas da manhã e jogando com seu time reserva. E mesmo assim, sessenta mil pessoas foram ao Maracanã. Era a torcida do Flamengo quebrando todos os recordes de público no ano. E essa imensa torcida vibrou cedo, quando Vitinho recebeu um lançamento de Trauco, entrou pela esquerda e tocou na saída do goleiro. Eram 7 minutos do primeiro tempo. A Chapecoense simplesmente não levou perigo ao gol defendido por Diego Alves. E poderia ter sido de mais. Aos 42 minutos, Lincoln foi derrubado na área e o árbitro marcou pênalti. Diego cobrou mal, o goleiro defendeu e no rebote, o mesmo Diego deu uma bicicleta, que foi defendida de forma sensacional pelo goleiro Tiego da Chapecoense. No segundo tempo, quando se esperava uma reação do time catarinense, foi o Flamengo quem marcou. O meia Ronaldo foi a linha de fundo e tocou para o meio da pequena área. Lincoln entrou de carrinho e mandou a bola para o fundo do gol. Ele ainda perdeu uma grande oportunidade quando Berrío cruzou e da marca do pênalti, Lincoln chutou fraco para a defesa do goleiro. A partida foi levada no toque de bola, com Flamengo deixando o tempo passar. Mas, quando ninguém esperava mais nada, aos 47 minutos, a Chapecoense marcou um gol, após cobrança de escanteio. A partida terminou e o Flamengo não deixou para trás pontos preciosos. 
Em 15 de maio, o Flamengo estreou na Copa do Brasil jogando contra o Corinthians em Itaquera. O Flamengo foi a campo com o que tinha de melhor. A partida começou e se arrastou de forma sonolenta durante todo o primeiro tempo. O Flamengo ficou com mais de 60 por cento de posse de bola e viu o Corinthians não fazer nada em campo. O Flamengo ainda teve duas grandes oportunidades. No segundo tempo, o jogo ainda permaneceu lento e sem emoções. A partir da entrada de Diego no lugar de Arrascaeta e de alterações no time do Corinthians, a partida começou a apresentar emoções. Mas, as grandes chances foram do Flamengo. Aos 33 minutos, a bola chegou na esquerda para Bruno Henrique. Ele cruzou para a entrada da área. Willian Arão veio de trás, mandou uma cabeçada fulminante e marcou o gol da vitória do Flamengo. O Corinthians tentou partir para o abafa, mas os contra ataques do Flamengo foram muito perigosos. Com a vitória, o Flamengo ganhou a vantagem do empate para o jogo de volta no Maracanã.
Em 18 de maio, o Flamengo foi ao estádio Independência enfrentar o Atlético Mineiro. Entrou em campo com sua força máxima. Na primeira etapa, o Atlético começou com a falsa impressão de que iria dar trabalho, mas o Flamengo logo passou a ter o domínio da bola e levar muito perigo ao gol de Victor. Foram três grandes chances de marcar. Duas com Bruno Henrique e outra com Gabriel. A torcida do Galo calava-se com o domínio do Flamengo. Mas, aos 31 minutos, Rodrigo Caio chutou a bola para frente. Ela bateu num jogador do Galo e sobrou limpinha dentro da área pára Cazares marcar 1 x 0. O Flamengo não se abalou e três minutos depois, Bruno Henrique recebeu a bola na esquerda, cortou o marcador e chutou cruzado, sem defesa. Era o empate e a continuação do domínio do jogo. Aos 48 minutos, Elias dá uma entrada criminosa em Renê e foi expulso, com o auxílio do VAR. Fim de primeiro tempo e a vitória do Flamengo estava desenhada. Mas, os deuses do futebol não quiseram. Logo aos 2 minutos, Chará fez um gol espírita, chutando da linha de fundo e marcou um gol impossível. O Flamengo sentiu o golpe e somente voltou a dominar a partida por volta dos 20 minutos. E foram 25 minutos de massacre. Ataque contra defesa. E abola não entrava de jeito nenhum. Até o final do jogo, o Flamengo colecionou chances perdidas de gol e não conseguiu sequer o empate. Os deuses do futebol não quiseram ver o Flamengo vencedor.             
Após este jogo, a pressão de parte da torcida, incentivada por alguns jornalistas, fez com que o técnico Abel fosse pressionado a sair. O muros da Gávea foram pichados e o clima se tornou ruim. Era o Flamengo prejudicando o próprio Flamengo.  E era também o Flamengo sendo prejudicado de forma premeditada por pessoas muito preocupadas com a possibilidade do Flamengo conquistar títulos e continuar a ser o clube mais bem administrado. E para piorar, o dirigente responsável pela comunicação externa do Flamengo, Cacau Cota, disse que nas pichações, o nome Mickey(alusão a conquista da Flórida Cup) havia sido escrito de forma correta, por isso, não havia sido escrito pela torcida. Ele assim, decreta que a torcida do Flamengo não era capaz de escrever o nome do Mickey Mouse de forma correta. Simplesmente lamentável. Neste momento, o Flamengo contratou o lateral direito Rafinha, que jogou no Bayern de Munique. E Fernando Uribe estava sendo negociado para o Santos. 
Os 54 mil torcedores do Flamengo que foram ao Maracanã, pensaram que a partida contra o Athlético Paranaense, que jogaria apenas com três titulares, seria fácil. Mas, o que se viu foi um dos maiores jogos dos últimos tempos. Foi jogo para matar torcedor do coração. O time paranaense jogou de forma surpreendente, com toques de bola precisos e levando grande perigo ao gol do Flamengo. Não que o Flamengo tenha jogado mal, mas o Athlético surpreendeu. No primeiro tempo, o Flamengo havia perdido a primeira oportunidade, quando uma bola mal atrasada chegou a Bruno Henrique, que chutou para uma defesa milagrosa de Santos. Logo depois Diego Alves também fez duas defesas na cara do atacante adversário. Logo depois, uma bola mal atrasada pelo lateral do Athlético foi interceptada por Gabirel, que quando driblou o goleiro, foi derrubado. Pênalti e o árbitro ainda ficou muito tempo consultando o VAR, confirmando o pênalti finalmente. Gabriel deu um chute forte, no ângulo e marcou 1 x 0. O Athlético ainda perdeu uma grande chance com uma cabeçada defendida de forma importante por Diego Alves. O Athlético terminou o primeiro tempo tocando a bola e envolvendo o Flamengo, que se defendeu com dificuldades. No segundo tempo, o Athlético dominou a partida por 20 minutos, tocando com competência e categoria. E num lance em que o atacante do Athlético entrou livre pela direita, a bola foi cruzada para Marcelo Cirino tocar livre para o gol. Empate assustador. Aos 19 minutos, Bruno Henrique  empurrou um jogador do Athlético pelas costas. O jogo seguiu e somente depois que Everton Ribeiro chutou por cima, o árbitro interrompeu a partida e foi ao VAR. Ao ver o lance, ele marcou pênalti. Marcelo Cirino bateu, Diego Alves espalmou a bola, mas ela entrou. A torcida passou a vaiar o time e a xingar o treinador Abel. A partir daí, o Flamengo partiu para o abafa. O Athlético se plantou na defesa e passou a jogar no contra ataque. Abel colocou em campo Vitinho, Lincoln e Rodinei. E tome vaia. E tome pressão do Flamengo. Aos 44 minutos, a bola foi cruzada da direita e caiu no bico da pequena área, pela esquerda, sendo cabeceada por Bruno Henrique. Gol do Flamengo e explosão da torcida. Dada a nova saída, o Flamengo partiu para tentar a vitória, mas num contra ataque rápido, Marcelo Cirino deixou seu atacante livre. Renê veio na corrida e conseguiu o milagre de desarmar o adversário. Passado o susto, o Flamengo voltou ao ataque. E, no apagar das luzes, aos 51 minutos, Renê cruzou na medida para uma cabeçada sensacional de Rodrigo Caio, que estufou as redes. O Maracanã veio abaixo. Êxtase da torcida. Festa total, onde os reservas invadiram o campo para abraçar os heróis de uma vitória épica, onde o adversário jogou como nunca. Vitória sensacional e com a marca registrada do Flamengo.  
Mas, a pressão da torcida sobre Abel Braga foi demais. Antes da partida contra o Fortaleza pelo Campeonato Brasileiro, o treinador pediu demissão, alegando que a diretoria se intrometeu no seu trabalho, ao querer que o time titular entrasse em campo e não o reserva, como queria o treinador. Na verdade, foi apenas o fato de se aproveitar de uma situação para deixar o cargo, já que a pressão por resultados e atuações convincentes foi muito grande. A torcida do Flamengo acabara de derrubar o treinador do time. E agora? Quem seria o treinador? Veríamos um novo Zé Ricardo ou Barbieri treinando o time? E o time que estava fechado com Abel ? Como iria reagir?
Com o anúncio da contratação do treinador português Jorge Jesus, o Flamengo foi a campo sob o comando de Marcelo Salles enfrentar o Fortaleza no Engenhão, pois o Maracanã já estava sob o comando da CONMEBOL, para a realização da Copa América. Bruno Henrique não jogou devido a dores musculares e Renê foi poupado. Diego e Arrascaeta jogaram juntos. No primeiro tempo, a torcida rubro-negra que lotou o Engenhão, viu o time dominar a partida, mas perder gols em grande quantidade, como já era rotina. Somente aos 40 minutos, houve uma triangulação perfeita, onde Diego tocou para Everton Ribeiro, que de calcanhar lançou Arrascaeta na esquerda, que cruzou para Gabriel tocar para o gol vazio. Um golaço. Na segunda etapa, o panorama não mudou, Era o Flamengo perder gol um atrás do outro. O Fortaleza somente teve uma chance, onde Diego Alves fez um defesaço. Aos 33 minutos, Arrascaeta dá um toque para Gabriel chutar na saída do goleiro e marcar o segundo gol. O auxiliar levantou a bandeira, invalidando o gol. Aí, entrou em campo o VAR. O árbitro foi alertado que a posição de Gabriel era legal e confirmou o gol. A partir daí, foi um toque de bola no embalo da festa da torcida. Ficava agora a expectativa da chegada de Jorge Jesus.
Em 4 de junho, Flamengo e Corinthians foram ao Maracanã com mais de cinqüenta mil torcedores, para disputar uma vaga para as quartas de final da Copa do Brasil. Como havia vencido em São Paulo por 1 x 0, o Flamengo jogou com a vantagem do empate. No primeiro tempo, o Flamengo comandou as ações até os 25 minutos, enquanto o Corinthians se fechou para tentar os contra ataques. A partir daí, o Corinthians adiantou o time e passou a ter mais posse de bola e a chegar com certo perigo ao gol de Diego Alves. Somente ao final do primeiro tempo foi que o Flamengo voltou a ter mais domínio da partida, inclusive perdendo duas oportunidades importantes. No segundo tempo, o Flamengo conseguiu manter o jogo sob controle. Com o tempo passando e com a necessidade de vencer, o time paulista começou a apertar a marcação e atacar. A defesa do Flamengo mostrou-se segura e não permitiu que o gol de Diego Alves fosse vazado. Quando tudo levava a crer que a partida terminaria empatada, houve uma falta no setor direito do ataque do Flamengo. A bola foi tocada para Everton Ribeiro, que cruzou no segundo pau. Rodrigo Caio deu um toque na saída do goleiro Cassio e marcou o gol. Porém, o auxiliar levantou a bandeira, anulando o gol. Entrou em ação o VAR, que confirmou que Rodrigo Caio veio de trás. Assim, o árbitro Leandro Vuaden confirmou o gol e a vitória do Flamengo, que avançou para a próxima fase da Copa do Brasil.   
Em 9 de junho, Flamengo e Fluminense se enfrentaram pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. O Fluminense vinha cheio de desfalques e ocupando a 17ª colocação na tabela. O Flamengo somente não contou com Arrascaeta, Trauco e Cuéllar, que já estavam com suas seleções, que iriam disputar a Copa América. O Flamengo começou dando a impressão de que iria marcar a qualquer momento. Mas, o Fluminense cheio de garotos e colocando em prática a tática de seu treinador, onde era proibido dar chutão, foi ficando com a posse de bola, deixando o Flamengo sem ação. A única jogada de real perigo para o Flamengo aconteceu quando Diego foi lançado e chutou na trave esquerda. No segundo tempo, se não fossem três defesas milagrosas de Diego Alves, o Flamengo teria perdido. Com a posse de bola do Fluminense, coube ao Flamengo jogar em contra ataques e no erro da saída de bola do Fluminense. Mas, não houve nenhuma jogada que levasse perigo ao gol tricolor. E foi assim, com o 0 x 0 no placar, que a partida terminou. Para a torcida rubro-negra foi um empate com sabor de derrota. Agora, se o Fluminense jogasse toda a bola que jogou contra o Flamengo em todas as partidas, certamente o time não estava na zona de rebaixamento. O problema é que eles sempre crescem contra o Flamengo. Ganhar do Flamengo dá ao adversário um sabor que eles não sentem contra outros times. Ainda bem. Isto somente comprova a nossa importância.    
Em 12 de junho, o Flamengo foi a Brasília enfrentar o CSA de Alagoas. O time alagoano tinha o mando de campo, mas vendeu o jogo para Brasília. Melhor para o Flamengo, que jogou para mais de 40 mil rubro-negros no estádio Mané Garrincha, sem contar o presidente da República e a cúpula do governo, todos vestidos com o manto sagrado. O Flamengo jogou desfalcado de Diego Alves, Diego, Pará e Léo Duarte, sem contar Arrascaeta, Cuéllar e Trauco, que estavam com suas seleções que iriam disputar a Copa América no Brasil. O jogo em si foi um ataque contra defesa. Mas, como tem sido de costume, o Flamengo criou inúmeras chances de gol, mas com uma dificuldade imensa para traduzir este domínio em números no placar. No primeiro tempo houve um lance polêmico, quando uma bola chutada a queima roupa, tocou no braço de Willian Arão. Após cinco minutos de consulta ao VAR, o árbitro nada marcou. O primeiro tempo chegou ao final com o 0 x 0 no placar. No segundo tempo, o domínio foi ainda maior, mas o gol somente saiu aos 20 minutos, quando Vitinho cabeceou uma bola cruzada por Everton Ribeiro, sem defesa para o goleiro. Sem condições para atacar, o CSA somente se defendeu. Mas ainda tomou outro gol, aos 31 minutos, quando Gabriel se aproveitou de um rebote do goleiro após chute de Willian Arão. Ele cabeceou com o gol praticamente vazio e fechou o marcador. A partir de então, o Campeonato ficou paralisado enquanto a Copa América foi disputada. O treinador interino Marcelo Salles deu conta do recado, deixando a direção técnica com 3 vitórias e 1 empate. Agora seria a vez do português Jorge Jesus comandar o Flamengo. 
Após quase um mês sem jogar, devido a realização da Copa América no Brasil, onde a seleção brasileira se sagrou campeã, o Flamengo retornou aos gramados em 10 de julho, para enfrentar o Athlético Paranaense, pela Copa do Brasil. O jogo foi realizado na Arena da Baixada, onde o Flamengo sempre teve uma grande dificuldade para vencer. Seja pela grama sintética e pela pressão da torcida, o Athlético é sempre muito difícil de ser vencido jogando em casa. E não foi diferente. Jogando com dois cabeças de área e com Arrascaeta de titular, o treinador Jorge Jesus colocou o time para cima do Athlético. Mas, a pressão do Flamengo durou pouco e o Athlético passou a ter mais posse de bola e a levar o Flamengo para a defesa. Mesmo assim, Diego Alves não foi muito exigido. O time paranaense teve dois gols invalidados por impedimento. Na segunda etapa, o Flamengo foi surpreendido logo no início. Após cobrança de escanteio, a bola cruzou toda a pequena área e foi escorada pelo zagueiro Léo Oliveira. Parecia que o Flamengo seria derrotado novamente na Arena da Baixada. Aos 10 minutos, Rodrigo Caio recebeu falta e na sequência da jogada, Marcelo Cirino foi derrubado por Renê na área. O juiz Anderson Daronco foi chamado pelo VAR e acabou marcando a falta sobre Rodrigo Caio. O jogo ficou paralisado por 6 minutos. Assim que foi reiniciado, Renê cobrou um lateral pela ponta esquerda e lançou Gabriel na entrada da área. Ele se livrou do zagueiro e tocou por cobertura na saída do goleiro, empatando a partida. A partir daí, o jogo ficou aberto, com os dois times tendo chances. O Athlético ainda teve mais um gol anulado por impedimento. Apesar da pressão no final, a partida ficou no empate e a vaga para a próxima fase da Copa do Brasil ficou para o Maracanã.   
Em 14 de julho, mais de 65 mil rubro-negros compareceram ao Maracanã, numa manhã de domingo, para ver o Flamengo retornar ao Campeonato Brasileiro e para ver a estreia do treinador português Jorge Jesus no Rio de Janeiro. O adversário foi o Goiás. Também estreou o lateral direito Rafinha. Nesta mesma semana, o Flamengo fechou mais uma contratação milionária, a do cabeça de área Gerson, contratado a Roma da Itália por 43 milhões de reais, e também o zagueiro espanhol Pablo Marí, do Manchester City. A partida começou com o Flamengo “cantando pneu”, partindo para cima do Goiás. E logo aos 4 minutos, Arrascaeta fez 1 x 0, após o estreante Rafinha dar dois lençóis e fazer embaixadinha com a cabeça, com Gabriel chutando para grande defesa do goleiro Tadeu. Tudo levava a crer que seria uma goleada, mas Rodrigo Caio falhou ao atrasar uma bola para Diego Alves dando um presentão para o ex-rubro-negro Kayke empatar. Logo depois, o Goiás chutou ma bola na trave. A torcida do Flamengo ficou apreensiva. O time dominou o primeiro tempo, mas as chances iam acontecendo e iam sendo perdidas. Quando tudo levava a crer que o empate seria o resultado do primeiro tempo, o Flamengo marcou aos 43, 46 e 48 minutos, com Bruno Henrique e Arrascaeta mais duas vezes, sendo o quarto gol o mais bonito. Com 4 x 1 no placar, o Flamengo voltou para o segundo tempo com mais tranqüilidade. O domínio foi enorme e o Flamengo marcou mais dois gols em ritmo de treino, com Gabriel duas vezes. O placar só não foi muito maior, por que o goleiro Tadeu fez grandes defesas. Foi uma vitória marcante, onde o treinador Jorge Jesus mostrou que seu time jogava de forma muito diferente. A torcida aplaudiu de pé no final da partida.         
E foi com a euforia que a torcida do Flamengo invadiu o Maracanã em 17 de julho. Setenta mil rubro-negros foram incentivar o Flamengo para a conquista da vaga na semi final da Copa do Brasil, contra o Athlético Paranaense. Antes da partida começar veio a má notícia de que Bruno Henrique não iria jogar devido a uma contusão no tornozelo. No primeiro tempo, o Flamengo tentou dar sufoco no Athlético. Até os vinte minutos, o Flamengo perdeu três grandes chances para marcar. O goleiro Santos defendeu uma cabeçada de Arrascaeta cara a cara, Lincoln acertou a trave esquerda e posteriormente chutou em cima do goleiro. Aí, veio a segundo má notícia da noite. Arrascaeta sentiu a coxa e foi substituído por Vitinho. A partir daí, o Athlético equilibrou a partida, mas não levou nenhum perigo ao gol de Diego Alves. Na segunda etapa, o Flamengo começou melhor e o Athlético fazia uma marcação em cima, jogando por uma bola. Aos treze minutos, Vitinho fez a única jogada certa no jogo e cruzou. A bola foi preparada de cabeça para o tiro certeiro de Gabriel. Flamengo 1 x 0.  Até os 33 minutos do segundo tempo, o Flamengo dominou o jogo e a torcida deu um show. Mas, num contra ataque, a bola foi lançada para Rony, que venceu a defesa na corrida e chutou na saída de Diego Alves. O gol desnorteou o Flamengo, que se viu incapaz de criar nova chance de gol. Com o final da partida e o empate, a decisão foi para os pênaltis. Diego chutou fraco e no meio do gol. Santos fez a defesa mais fácil em uma defesa de pênalti. Vitinho chutou por cima do gol e Everton Ribeiro tocou fácil para nova defesa de Santos. Diego Alves ainda fez uma defesa, mas de nada adiantou. O Flamengo estava desclassificado da Copa do Brasil. Setenta mil torcedores deixaram o Maracanã desiludidos.
O embarque para São Paulo, onde o Flamengo iria enfrentar o Corinthians, foi muito tumultuado. Um grupo de torcedores do Flamengo foi exigir mais empenho e o clima acabou esquentando, quando Diego perdeu a paciência e discutiu com alguns torcedores. E foi neste clima que o Flamengo entrou em campo. No primeiro tempo, o jogo foi muito equilibrado, com chances de parte a parte. O Flamengo começou o jogo sem Arrascaeta, Everton Ribeiro e Bruno Henrique, sendo que este último ficou na reserva. O meio campo Gerson fez sua estréia e jogou de forma a não comprometer a atuação do time. No segundo tempo, aos 16 minutos, Vagner Love invadiu a área e foi tocado de leve por Berrío. Com a queda do jogador corinthiano, o árbitro Leandro Pedro Vuaden, que não marca “qualquer falta”, marcou pênalti. O VAR confirmou a infração e o Corinthians fez 1 x 0. Bruno Henrique entrou na partida e o Flamengo enfrentou uma dura marcação do time paulista. Estava difícil levar perigo ao gol de Cássio. Aos 39 minutos, Willian Arão escorou de cabeça uma cobrança de escanteio. Cássio rebateu e Gabriel marcou o gol do empate. O auxiliar levantou a bandeira e anulou o gol. Mas, após 6 minutos de espera pela decisão do VAR, o gol foi confirmado e a torcida do Flamengo conseguiu comemorar. Até o final da partida, nenhum dos dois times teve grandes chances e o empate foi o placar final. O Flamengo ficou em terceiro lugar, 5 pontos atrás de Santos e Palmeiras, que estavam com 26 pontos.  
Em 24 de julho, o Flamengo foi a Quito, no Equador, para jogar a partida de ida das oitavas de final da Libertadores. O adversário foi o Emelec. O time jogou desfalcado de Arrascaeta, Vitinho e Everton Ribeiro. Com isso, o treinador Jorge Jesus colocou Rafinha na ponta direita no lugar de Everton Ribeiro e jogou somente com um cabeça de área, jogando Willian Arão, ficando Cuéllar na reserva. O início foi animador, mas no primeiro ataque do Emelec, a bola foi cruzada na área e um chute em cima de Diego Alves, acabou entrando. Falha do goleiro. A partir daí, nada mais deu certo. O time se perdeu e mesmo com o Emelec não levando perigo, o Flamengo não fez nada. No segundo tempo, o pior aconteceu. Diego foi atingido de forma criminosa e teve seu tornozelo fraturado. O Emelec, que já não contava com um jogador, que foi expulso após chutar o rosto de Rafinha, poderia ficar sem dois, mas o árbitro argentino somente marcou a falta. Os times ficaram com dez em campo e o Flamengo ainda tomou outro gol, quando um chute cruzado bateu na perna de Renê e matou Diego Alves. O Flamengo se tornou um bando em campo e só não tomou um gol de pênalti, porque o árbitro viu no VAR um toque de mão antes do lance do pênalti. Se tomasse o terceiro seria quase impossível virar o placar no Maracanã. Após o desastre, o Flamengo teria que catar os cacos e jogar contra o Botafogo e contra o Emelec. E sem contar com Arrascaeta, Everton Ribeiro, Vitinho e agora Diego, que foi operado e deveria ficar de fora por cinco meses. Quem seria o armador das jogadas no meio de campo? A torcida esperava por um milagre de “Jesus”.  
E o primeiro milagre veio contra o Botafogo. Jogando com o time muito desfalcado, o Flamengo levou 46 mil torcedores ao Maracanã para a partida contra o Botafogo. E como as coisas estavam difíceis, o Flamengo ficou sem Rodrigo Caio, com contusão muscular na face posterior da coxa esquerda e viu o Botafogo marcar aos 13 minutos, após cobrança de escanteio e mais uma falha de Diego Alves. O Flamengo mantinha a posse de bola, mas somente em duas oportunidades teve chance para marcar. Aos 34 minutos, Gerson pegou a bola pela direita, correu para o meio da área e chutou cruzado, no canto. Era o empate. No segundo tempo, o Flamengo também perdeu Lincoln com contusão muscular, o que já estava se tornando uma estranha coincidência. Mas, mesmo com todas as circunstâncias contra, o Flamengo marcou o segundo gol, quando Gabriel emendou de primeira uma bola rebatida pela zaga do Botafogo. Aos 32 minutos, o Botafogo alcançou o empate, quando Diego Souza cobrou uma falta da intermediária e o goleiro Diego Alves aceitou de novo, o que levou a torcida a vaiá-lo. Quando tudo apontava para o empate, Rafinha, talvez o melhor em campo, tabelou com Gabriel, foi à linha de fundo e cruzou na medida para Bruno Henrique escorar e estufar as redes de Gatito Fernandes. Uma vitória muito importante para dar moral a um time que estava se despedaçando, com vários jogadores contundidos. Jesus precisava fazer mais um milagre.
Em 31 de julho, mais de 67 mil torcedores lotaram o Maracanã para levar o Flamengo a classificação para as quartas de final da Libertadores. Everton Ribeiro começou jogando, ainda não estando cem por cento e Arrascaeta ficou na reserva, também no sacrifício. O Flamengo precisava vencer por 3 gols ou fazer 2 x 0 para levar a decisão para os pênaltis. E o início do jogo foi eletrizante. Aos 4 minutos, Gabriel perdeu duas chances de gol no mesmo lance, levantando a torcida. Aos 14 minutos Rafinha foi derrubado na área e o pênalti foi marcado. Gabriel bateu com categoria e marcou 1 x 0. Aos 18 minutos, Bruno Henrique ganhou uma dividia, foi a linha de fundo e tocou para trás. Everton Ribeiro deixou a bola passar e Gabriel chutou de primeira, fazendo 2 x 0. Foi um início sensacional. E o Flamengo continuou dominando a partida até o final do primeiro tempo, mas não conseguiu marcar o terceiro gol. No segundo tempo, o Flamengo não voltou com o mesmo ímpeto. Everton Ribeiro saiu e Arrascaeta entrou no seu lugar. Gerson também não agüentou o ritmo e deu lugar a Berrío. E Gabriel sentiu uma fisgada na coxa dando lugar ao estreante Reinier, que despontava como a nova jóia da base rubro-negra. O Emelec passou a dar um certo sufoco, que se acentuou no final da partida. Chance de gol, o Flamengo somente teve com Thuler, que atuou muito bem com o espanhol Pablo Marí, que se firmava na zaga. Também perdeu uma boa chance num contra ataque, mas Arrascaeta não alcançou a bola lançada por Bruno Henrique. Final do jogo e a decisão foi para os pênaltis. Arrascaeta, Bruno Henrique, Renê e Rafinha marcaram. Diego Alves defendeu a terceira cobrança do time equatoriano e no último pênalti, a bola foi no travessão, o que causou a explosão da torcida. O Flamengo estava classificado e Jorge Jesus fez seu segundo milagre.    
Em 4 de agosto, o Flamengo foi a Salvador para enfrentar o Bahia pelo Campeonato Brasileiro. Jorge Jesus colocou em campo o que tinha de melhor, somente não contando com Gabriel, contundido e Vitinho. Diego somente deveria retornar na próxima temporada. O Flamengo estreou seu terceiro uniforme, uma camisa cinza chumbo com detalhes em verde limão (de gosto no mínimo duvidoso). No início, o Bahia começou melhor, mas o Flamengo foi equilibrando o jogo. Arrascaeta obrigou o goleiro a realizar grande defesa. Mas, foi só. Numa bola lançada em profundidade, a defesa ficou sem cobertura e o Bahia fez 1 x 0. O VAR levou quase cinco minutos para decidir dar o gol, onde ficou a dúvida do jogador do Bahia estar impedido. Logo depois, Pablo Marí atrasou para Diego Alves, que chutou para frente. A bola se ofereceu para um jogador do Bahia, que chutou para o gol vazio. E para terminar a desgraça, o Flamengo partiu todo para o ataque, mas levou um contra ataque, tomando o terceiro gol. Foi para esquecer. No segundo tempo, o Flamengo até tentou armar alguma jogada de perigo, mas não conseguiu chegar ao gol do time baiano. Fim de jogo e uma das piores atuações do Flamengo no ano.
Após uma semana inteira para treinar, Jorge Jesus mandou a campo um time mais bem preparado. Desfalcado de Gabriel, ainda se recuperando de uma lesão muscular e Everton Ribeiro, que ficou no banco, o Flamengo foi com o que tinha de melhor. O Grêmio veio com seu time reserva, pois estava envolvido com a disputa da Libertadores e da Copa do Brasil. Mas, apesar de jogar com seu segundo time, o Grêmio impôs grande dificuldade para o ataque do Flamengo. Com uma marcação muito forte, o Grêmio, jogou pelo contra ataque. O Flamengo tomou as rédeas do jogo e tentou de todas as formas passar pela defesa gaúcha. Aos 20 minutos, Bruno Henrique foi atingido no pé no interior da área e mesmo com o VAR, o pênalti não foi marcado. Aos 30 minutos, Arrascaeta lançou  Willian Arão, que chutou de primeira, mandando a bola no ângulo. A torcida explodiu com o gol do Flamengo, que colocava justiça no placar. Mas, aos 48 minutos, uma falta foi cobrada na área do Flamengo e algum tempo depois, o árbitro foi chamado pelo VAR, que flagrou um puxão de camisa de Pablo Marí. Pênalti marcado e Galhardo, ex-Rubro-Negro, marcou o empate. No segundo tempo, logo no início, Bruno Henrique chutou na trave e a bola se ofereceu a Arrascaeta, que tocou com classe fora do alcance do goleiro. O Grêmio colocou alguns titulares em campo e equilibrou a partida. Mesmo sem grandes chances de gol, o Grêmio ficou mais tempo com a bola. Somente aos 48 minutos, Everton Ribeiro, que havia entrado no segundo tempo, chutou de fora da área e marcou o terceiro gol, definindo o placar. Foi uma boa vitória, que deixava o Flamengo em terceiro lugar na tabela, na caça de Santos e Palmeiras. 
Em 17 de agosto, o Flamengo foi a Brasília, no estádio Mané Garrincha, para enfrentar o Vasco da Gama, que era o mandante do jogo. O Flamengo foi com sua força máxima. O Vasco com alguns desfalques e brigando contra a CBF pela liberação de Thales Magno, de 17 anos, que fora convocado para a seleção sub 17. O STJD intercedeu e o Vasco pôde contar com o jogador. Mais de 67 mil pessoas compareceram ao estádio, a maioria rubro-negros, que colocaram algum dinheiro nos combalidos cofres de São Januário. Nos primeiros 10 minutos, o Flamengo dominou as ações, mas teve muita dificuldade para ultrapassar a marcação vascaína. A partir daí, o Vasco, mais no embalo do que na técnica, ameaçou pelo menos três vezes o gol do Flamengo, onde Diego Alves salvou com o pé esquerdo uma grande chance de gol. A partir dos 35 minutos, o Flamengo passou a dominar as ações, logo depois de uma blitz na defesa do Vasco. Logo depois, aos 42 minutos, Bruno Henrique recebeu a bola na entrada da área e mandou um balaço no ângulo do goleiro. Um golaço. A primeira etapa terminou com a festa da torcida do Flamengo. Mal o segundo tempo começou e aos 4 minutos, a bola foi lançada na área do Vasco. Bruno Henrique dividiu pelo alto com o zagueiro. A bola enganou o goleiro e entrou. O árbitro Leandro Pedro Vuaden deu gol para Gabriel, que escorou em cima da linha de gol. A torcida do Flamengo fez uma grande festa. Mas, aos 13 minutos, o Vasco, que estava sendo totalmente dominado, teve um pênalti marcado pelo VAR, quando uma bola cruzada bateu no braço do zagueiro Thuler. Pikachu bateu e Diego Alves mandou para córner. O delírio da torcida logo foi calado, pois na cobrança de escanteio, Castan subiu e marcou de cabeça. Mal deu tempo para a torcida do Vasco nutrir esperanças. Aos 18 minutos, a bola foi cruzada para uma cabeçada de Bruno Henrique. O goleiro espalmou e a bola sobrou limpinha para Gabriel, o Gabigol, estufar as redes. Ele foi até a torcida e pegou um cartaz que dizia: “hoje tem gol do Gabigol”. Logo depois, Gerson chutou da pequena área e a bola foi na trave, perdendo o quarto gol. Tudo ia muito bem, quando o VAR marcou outro pênalti contra o Flamengo, quando Arrascaeta segurou um atacante do Vasco dentro da área, numa cobrança de escanteio. Desta vez, Bruno César bateu e Diego Alves fez grande defesa. A bola ia sobrar para o mesmo jogador do Vasco marcar, quando Willian Arão veio por de trás e chutou para cima. A bola foi disputada dentro da área e finalmente rechaçada pelo zagueiro Pablo Marí, que acabou lançando Bruno Henrique pela direita. Ele avançou e cruzou para a outra ponta, onde estava Arrascaeta, que dominou a bola. Neste momento, o árbitro viu Bruno Henrique ser agarrado e jogado ao chão por um zagueiro do Vasco. Incontinente, ele marcou pênalti. Arrascaeta bateu e marcou 4 x 1 no placar. Foi aos gritos de olé que a partida terminou. Com a vitória, o Flamengo alcançou a marca de 13 jogos e 3 anos sem perder para o Vasco. O resultado colocou o Flamengo em segundo lugar na tabela, a dois pontos do Santos. Mas, agora, as atenções se voltariam para a Libertadores.
Em 21 de agosto, mais de 66 mil torcedores lotaram o Maracanã para incentivar o Flamengo contra o Internacional, pelo jogo de ida das quartas de final da Libertadores. O treinador Jorge Jesus mandou a campo o time sem Gerson. Cuélar e Willian Arão jogaram na cabeça de área. Arrascaeta no meio, Everton Ribeiro pela direita, Gabigol pelo centro do ataque e Bruno Henrique pela esquerda. No primeiro tempo, o Internacional montou uma defesa muito fechada, onde o Flamengo teve muita dificuldade para penetrar. Tiros de fora da área de Everton Ribeiro e Bruno Henrique, fizeram Marcelo Lomba espalmar a bola para a lateral da área. Uma cabeçada de Rodrigo Caio, que voltou ao time, também deu trabalho para o goleiro. E no final do primeiro tempo a bola foi tocada para Gabriel na pequena área. Quando ele chutou para marcar, foi prensado pelo zagueiro colorado, que salvou o gol. No segundo tempo, o Flamengo tirou Arrascaeta e colocou Gerson, que nitidamente melhorou o desempenho do time. Mas, até os 30 minutos, o Internacional continuou na defesa e o Flamengo lutava para furar o forte bloqueio. Foi quando uma bola foi lançada para Bruno Henrique na entrada da área. Ele sofreu um carrinho, mas a bola sobrou para Gerson, que tirou a bola do alcance do goleiro e tocou para Bruno Henrique tocar a bola mansinha para o fundo do gol. Explosão da torcida, que até então cantava sem parar, empurrando o time. Após 3 minutos, outra bola foi lançada para Bruno Henrique na entrada da área. Ele dominou, levou para a direita e chutou cruzado, no canto do goleiro. Mais uma explosão da torcida e mais uma vez Bruno Henrique fazia a diferença. O Internacional tentou partir para o ataque, mas quem quase marcou o terceiro gol foi Gabriel, que desperdiçou uma grande jogada de Bruno Henrique, que driblou o goleiro e tocou para Gabriel, na pequena área, furar e não marcar o terceiro gol. O Internacional somente levou perigo real aos 49 minutos, quando o zagueiro Pablo Marí falhou e Nico Lopes perdeu um gol incrível. Final de jogo e o Flamengo construiu uma boa vantagem, mas longe de favoritismo. 
Mas, antes de decidir no sul, o Flamengo foi enfrentar o Ceará, em Fortaleza. Jorge Jesus, deixou de fora os laterais Rafinha e Filipe Luís, Everton Ribeiro e Bruno Henrique. Cuéllar se negou a viajar e estava para ser negociado, o que criou um certo mal estar. O Castelão estava lotado, mas um terço era da torcida do Flamengo, que deu show. Como era de se esperar, o Ceará iniciou o jogo em cima do Flamengo. Mas, logo aos 13 minutos, Gabriel puxou um contra ataque e cruzou para Berrío, sozinho, chutar por cima e perder um gol feito. Após este lance, o Flamengo passou a tocar a bola com categoria e levar perigo ao gol adversário. Após lateral cobrado por Renê, a bola foi cabeceada na linha de fundo por Rodrigo Caio. Berrío ajeitou de peito e Pablo Marí chutou no ângulo. Um golaço! O Ceará quase empatou quando a bola foi salva em cima da linha pelo jovem lateral direito João Lucas, que veio do Bangu. Logo depois, Gabriel avançou pela direita e lançou Berrío, que tocou para Gabriel chutar com força e marcar o segundo gol. Fim do primeiro tempo e o Flamengo tocou a bola com categoria. No segundo tempo, o Flamengo ficou mais atrás e jogou no contra ataque. E começou a perder gols. Jorge Jesus colocou em campo Everton Ribeiro, Bruno Henrique e Rafinha, o que aumentou mais ainda a qualidade do time. Após perder várias oportunidades, no último minuto do jogo veio a cereja sobre o bolo. Rafinha foi a linha de fundo e cruzou para a entrada da área. Arrascaeta deu uma bicicleta monumental e a bola morreu no ângulo esquerdo. Mais um golaço. Foi uma grande vitória, que colocou o Flamengo na liderança do Campeonato Brasileiro.  
E foi no embalo da liderança do campeonato, que o Flamengo foi a Porto Alegre decidir uma vaga para a semi final da Libertadores. Cuéllar foi reintegrado a equipe, o que trouxe um pouco de tranqüilidade a torcida. O Beira Rio ficou lotado, mas em meio de uma multidão colorada, haviam dois mil e quinhentos rubro-negros que não se calaram um só minuto. E para quem pensava que o Internacional iria dar um calor no Flamengo, enganou-se. O Flamengo com um toque de bola sensacional dominou as ações e deixou o Internacional atônito, juntamente com sua torcida. Logo no início do jogo, Gabriel recebeu livre e na cara do goleiro Marcelo Lomba. Ele chutou, a bola resvalou no goleiro e subiu, saindo rente ao travessão. E foi no seu toque de bola envolvente que o Flamengo terminou o primeiro tempo, perdendo outro gol feito, novamente com Gabriel. Na segunda etapa, o Internacional partiu para cima na tentativa de fazer pelo menos dois gols para a decisão ir para os pênaltis. Mas, o goleiro Diego Alves não fizera até então grandes defesas. Mas, com o passar do tempo, o Flamengo recuou e o Inter pressionou mais. Foi quando, aos 25 minutos, uma falta foi cobrada e uma cabeçada de Rodrigo Lindoso ganhou as redes. O árbitro foi ao VAR, mas depois de 5 minutos, o gol foi confirmado. Ainda havia muito tempo para o Internacional. Mas, o Flamengo não se desesperou. Jorge Jesus colocou em campo Berrío e Piris da Mota, para dar uma força para o contra ataque. Aos 39 minutos, Arrascaeta cortou um ataque colorado e a bola foi lançada para Bruno Henrique pela esquerda. Ele entrou na área e tocou para Gabriel, sozinho, tocar para o fundo do gol. Gol da classificação e alívio geral. O Inter precisaria marcar mais 3 gols em poucos minutos. O Flamengo continuou a dominar as ações com um toque de bola primoroso e a partida chegou ao seu final. O Flamengo estava classificado para a semi final contra o Grêmio.    
Em 1 de setembro, mais de 67 mil torcedores foram ao Maracanã empurrar o Flamengo para mais uma vitória. A saída definitiva de Cuéllar deixou a torcida na bronca com o jogador, mas vida que segue. Jorge Jesus montou o meio de campo com Willian Arão de primeiro volante, Gerson de segundo volante e com Arrascaeta na criação. Na frente Everton Ribeiro, Bruno Henrique e Gabriel. Com Rodrigo Caio e Pablo Marí (que grande achado) na defesa e com Rafinha e Filipe Luís nas laterais, o Flamengo achou uma química que passou a encantar. Um toque de bola primoroso, um ataque mortal e uma defesa muito segura. A torcida passou a acreditar neste time e era casa cheia em qualquer lugar que o Flamengo jogava. A partida contra o Palmeiras foi um baile. Tá certo que o Palmeiras assustou logo no início e marcou um gol, que foi anulado pelo VAR. Passado este primeiro susto, o Flamengo passou a dominar a partida e colocou o Palmeiras na roda. Literalmente. Gabriel fez 1 x 0, recebendo cara a cara com o goleiro e dessa vez fez a jogada correta. Ele deu um toque embaixo da bola e encobriu o goleiro que saiu no desespero. Antes do final do primeiro tempo, Bruno Henrique cruzou da direita no segundo pau, para a cabeçada mortal de Arrascaeta. O Palmeiras chegou a marcar mais um gol, que também foi anulado pelo VAR. No segundo tempo, o Flamengo colocou o Palmeiras na roda e a galera começou a gritar olé cedo. Com um pênalti marcado sobre Rafinha, Gabriel marcou mais um, se isolando na artilharia do campeonato e do próprio Flamengo no ano. A partir dos 20 minutos, o Flamengo tocou e a cada grito de olé, a torcida do Palmeiras foi saindo do Maracanã. Diego Alves não fez nenhuma defesa. Foi um baile, que deixou a torcida Rubro-Negra em êxtase. E o Flamengo na liderança do campeonato. Com a derrota, o técnico Luís Felipe Scolari foi demitido.
Em 7 de setembro, o Flamengo foi a Brasília enfrentar o Avaí de Santa Catarina, que tinha o mando de campo, mas preferiu ganhar dinheiro. E a torcida do Flamengo lotou o estádio Mané Garrincha, com mais de cinqüenta mil torcedores. O treinador Jorge Jesus não contou com Arrascaeta, Bruno Henrique e  Berrío, que foram convocados para as seleções de seus países, naqueles amistosos caça níqueis que são chamados de “data FIFA”. Também não contou com Rodrigo Caio, que levara o terceiro cartão amarelo. A partida foi na verdade um treino de luxo. Aos 10 minutos, Reinier deixou Gabriel na cara do goleiro. Ele chutou e a bola passou embaixo do goleiro do Avaí. Willian Arão mandou uma bola no travessão, após passe de calcanhar de Gerson, que se transformou num dos principais jogadores do Flamengo. Após cobrança de córner por Everton Ribeiro, o zagueiro Pablo Marí cabeceou. O goleiro tocou com a ponta dos dedos e a bola entrou, raspando no travessão. Com seu toque de bola e não ficando na retranca como em tempos idos, o Flamengo sempre queria mais gols e não se acomodava. A filosofia de jogo implantada por Jorge Jesus deixou o Flamengo com um futebol extremamente vistoso. No segundo tempo, o garoto Reinier, de apenas 17 anos, marcou um golaço, após triangulação com Gabriel. A partir daí, o Flamengo tocou a bola e controlou o jogo até seu final. O Flamengo permaneceu em primeiro lugar e encantava a todos com seu futebol e seus jogadores, mesmo quando os reservas entravam. A torcida estava encantada com o time e colocava Jesus nas alturas (com trocadilho e tudo).      
Para terminar o primeiro turno do Campeonato Brasileiro, o Flamengo, líder do campeonato, enfrentou o Santos, segundo colocado, para decidir o título simbólico de campeão do primeiro turno. Mais de 70 mil torcedores foram ao Maracanã, para quebrar mais um recorde deste time, que estava encantando a todos com seu futebol. A média de torcedores do Flamengo por partida já era de mais de 50 mil pessoas. Cada jogo, onde o Flamengo jogasse, a torcida lotava os estádios. E para esta partida, o Flamengo começou envolvendo o Santos com seu toque de bola. Aos poucos, o Santos equilibrou a partida, mas não criou uma grande chance de gol. O Flamengo teve mais posse de bola, mas também teve dificuldades para chegar ao gol santista. Porém, aos 43 minutos, Everton Ribeiro tomou uma bola e lançou Gabriel pela direita. Ele fechou para o meio, acompanhado pelo zagueiro, e tocou de cobertura, marcando um golaço. Foi uma explosão de alegria. No segundo tempo, o Flamengo manteve seu toque de bola, mas o Santos partiu para cima. A defesa do Flamengo se portou de forma soberba. Willian Arão deu uma grande proteção a zaga. Gerson organizou o ataque. Everton Ribeiro e Bruno Henrique deram show. Somente Arrascaeta que não jogou da forma costumeira. Mas, não comprometeu. A cada contra ataque, o Flamengo perdia uma chance de gol. Diego Alves não fez nenhuma defesa durante todo o jogo. Ao final da partida, o Flamengo sacramentou o primeiro lugar com 42 pontos e conquistou o título simbólico de campeão do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Mas, recebeu troféu. O jornal O Lance instituiu há alguns anos o Troféu Osmar Santos para o campeão do primeiro turno. O campeão do segundo turno recebe o Troféu João Saldanha. 
Apesar de ainda não ter conquistado nada, o Flamengo de Jorge Jesus evoluiu de forma admirável. Muitos já diziam que este era o melhor time do Flamengo desde 1981. Mesmo o Flamengo já tendo em sua história grandes times campeões. O que chamava a atenção de todos era: o toque de bola primoroso, a vontade de marcar mais gols (antes era fazer 1 x 0 e se voltar para a defesa) e os jogadores do meio e do ataque que não tinham posição fixa. Todos rodavam pelo campo, confundindo as defesas adversárias. Sem contar os contra ataques, que começaram a acontecer de forma fatal. Por isso, que muitos começaram a comparar este time com o de 1981. E o Mister (como era conhecido o treinador português Jorge Jesus), caiu de vez nas graças da torcida. Ele estava sendo acompanhado pela imprensa portuguesa, que dava uma grande cobertura ao Flamengo. E todos completamente encantados com a torcida do Flamengo, que segundo todos eles: “não há nada igual no mundo”. A esperança era a maior possível.  
Em 21 de setembro, o Flamengo enfrentou o Cruzeiro no Mineirão, pelo primeiro jogo do segundo turno do Campeonato Brasileiro. Pairava a revolta geral pela convocação de Gabriel e Rodrigo Caio pela seleção brasileira, que jogariam os amistosos caça níqueis da CBF, e também de Arrascaeta, Berrio e Piris da Mota, que estariam servindo as suas seleções, o que deixaria o Flamengo com estes desfalques para os jogos contra o Atlético Mineiro e Athletico Paranaense. Isto é, o Brasil é o único país que não interrompe o campeonato nacional nas chamadas datas FIFA. Com isso, o clube, que paga muito caro para ter grandes jogadores e ser campeão, se vê prejudicado pelos amistosos inexpressíveis que deixam os cofres da CBF cada vez mais cheios. E fora o risco de devolver o jogador machucado. Mas, enquanto o esquema for este, os clubes que se virem. Mas, voltando ao jogo, o Flamengo jogou no Mineirão da forma costumeira e dominou completamente as ações até os 20 minutos. Aos 7 minutos, Gabriel escorou de cabeça um cruzamento de Gerson e marcou 1 x 0. Após o 20 minutos, o Flamengo passou a tocar a bola até com certo desinteresse em marcar outros gols. E foi castigado. Aos 31 minutos, o árbitro de São Paulo Rafael Klaus marcou um pênalti muito caseiro. O Cruzeiro empatou. O Flamengo acordou e voltou a dominar o jogo, mas não marcou. Na segunda etapa, o Cruzeiro tentou dar um calor e perdeu duas boas oportunidades, mas com o passar do tempo, o Flamengo voltou a dominar as ações. Aos 22 minutos, Willian Arão foi ao fundo e cruzou. Gabriel abriu as pernas e Arrascaeta chutou de primeira e desempatou o jogo. Depois deste gol, o Flamengo ainda perdeu duas grandes chances de marcar com Gabriel e Arrascaeta. Como não marcou, o Cruzeiro deu um sufoco nos últimos minutos, mas o Flamengo conseguiu manter o placar, marcando mais 3 pontos e mantendo a liderança isolada do campeonato.
Em 25 de setembro, mais de 65 mil torcedores do Flamengo foram ao Maracanã para levar o Flamengo a mais uma vitória. O adversário, o Internacional, foi ao Maracanã na esperança de se vingar da eliminação na Libertadores. Mas, mesmo com vontade, o Inter viu o Flamengo dominar as ações e não deixar o time gaúcho ter chances de gol. E foi numa jogada de Everton Ribeiro, que lançou Gabriel, que tudo começou a se delinear. Gabriel tirou o marcador com um drible de corpo, driblou o goleiro e quando ia marcar, foi seguro pelo zagueiro colorado. Pênalti marcado e expulsão do zagueiro. Gabriel bateu e fez 1 x 0. O time do Internacional ficou com os nervos a flor da pele e fez uma grande pressão na arbitragem. Foi quando, numa disputa de bola, Rodrigo Caio e Guerrero se chocaram de cabeça e o atacante peruano cortou o supercílio direito. Fora de si, ele foi até a arbitragem e com sinais indecorosos e palavrões, acabou sendo expulso de campo. Com nove jogadores em campo, o Inter ficou atordoado. Fim de primeiro tempo e a pressão era enorme. Na segunda etapa, esperava-se que o Flamengo fizesse uma goleada histórica. Mas, contra todos os prognósticos, o Internacional conseguiu empatar de forma surpreendente aos 6 minutos. Apesar do susto, o Flamengo continuou dominando as ações e logo depois desempatou a partida numa cabeçada de Arrascaeta, num cruzamento primoroso de Rafinha. A partida continuou em ritmo de treino, com o Flamengo perdendo várias chances de gol. Bruno Henrique fez o terceiro, após cruzamento de Arrascaeta e deu números finais a partida. Vitória que manteve o Flamengo na liderança, com oito vitórias consecutivas.
Em 28 de setembro, o Flamengo voltou ao Maracanã para enfrentar o São Paulo. Mais de 65 mil torcedores lotaram mais uma vez o Maracanã, o que já era uma rotina. A chuva caiu insistentemente durante toda a partida. No primeiro tempo, o Flamengo jogou sem os laterais Rafinha e Filipe Luís e o meio campo Gerson, que ficaram no banco, sendo preservados para o jogo decisivo contra o Grêmio pela Libertadores. O São Paulo começou um pouco melhor, mas o Flamengo foi tomando o domínio da partida. Entretanto, o São Paulo montou uma defesa e uma marcação muito pesadas, somente jogando por um contra ataque. O Flamengo apresentou grande dificuldade para chegar ao gol do time paulista e quando chegava, o goleiro tricolor mostrou muita segurança. No segundo tempo, Rafinha e Gerson entraram e posteriormente também Filipe Luís. Com sua força máxima, o Flamengo passou a dominar a partida e passou a ter mais chances. E novamente o goleiro sãopaulino não deixou o Flamengo marcar. O São Paulo apenas teve uma grande chance, quando Diego Alves fez um milagre em uma defesa feita cara a cara com o adversário. Com o empate, o Flamengo ainda manteve a liderança absoluta do Campeonato Brasileiro. Agora era virar a chave para a Libertadores.     
Em 2 de outubro, o Flamengo foi a Porto Alegre enfrentar o Grêmio, pela primeira partida da semifinal da Libertadores. Na outra semifinal jogaram Boca Juniors e River Plate da Argentina. O Flamengo foi a campo com sua força máxima e colocou o Grêmio na roda no primeiro tempo. Marcou dois gols, que foram anulados pelo VAR, sendo que o segundo anulado o foi de forma completamente equivocada. Dominou as ações, tanto que o goleiro Diego Alves não fez absolutamente nada. O pecado do Flamengo foi errar o último toque para fazer o gol. Mas, foi uma aula de futebol, com o time rodando no ataque, deixando a defesa gaúcha completamente perdida. No segundo tempo, o Flamengo começou a dar espaços para o Grêmio, que começou a chegar mais no ataque. E Diego Alves teve que fazer duas grandes defesas para evitar o gol, num momento em que o Grêmio se encontrou melhor em campo. Mas, logo depois, aos 24 minutos, o Flamengo tabelou e a bola foi lançada na área. Bruno Henrique cabeceou e a bola foi morrer nas redes. O gol devolveu ao Flamengo o domínio da partida. Algumas chances foram perdidas e mais um gol foi anulado pelo VAR. Tudo levava a crer que o Flamengo levaria a vitória para o Rio de Janeiro. Mas. no final do jogo, Filipe Luís foi atingido e a bola foi para Everton Ribeiro, que ao invés de jogar a bola para fora, tentou ir ao ataque. Ele perdeu a bola e o Grêmio partiu para o contra ataque e nem quis saber de Fair Play. No contra ataque, o Grêmio acabou empatando o jogo. Um empate no mínimo injusto, mas o Flamengo precisaria ser mais letal. A decisão ficou para o Maracanã em 23 de outubro. As notícias ruins foram as torções de joelho esquerdo de Felipe Luís e Arrascaeta. No caso do primeiro, apenas fisioterapia, mas Arrascaeta foi operado e deveria ficar fora do time por um mês. Fora a convocação da Seleção Brasileira, com o grande intuito de prejudicar o Flamengo no Campeonato Brasileiro.  
Ao voltar para o Campeonato Brasileiro, a torcida rubro-negra ficou extremamente preocupada com os desfalques. Viu o Flamengo ir a Chapecó sem os dois jogadores contundidos e Gabriel com terceiro cartão amarelo. Com isso, Jesus escalou o jovem Reinier no meio, Bruno Henrique como centro avante e Vitinho na esquerda. A partida na verdade foi um grande treino, onde a Chapecoense, que era o lanterna do campeonato, foi completamente inoperante. No primeiro tempo, Diego Alves não fez absolutamente nada. Mas, a bola demorou demais para entrar. Bruno Henrique mandou uma bola na trave, Reinier perdeu um gol na cara do goleiro e com o tempo, o Flamengo foi errando demais os passes. O gol saiu num cruzamento de Vitinho, que Bruno Henrique, na mesma linha do último defensor, cabeceou e saiu para comemorar. No segundo tempo, o Flamengo nitidamente jogou em ritmo de treino, se poupando. Mesmo sem levar grande perigo, a Chapecoense ensaiou uma reação. Até o final da partida, o Flamengo ditou um ritmo lento e o máximo que aconteceu foi uma bola na trave, cabeceada por Pablo Marí. Foram três pontos muito importantes que mantiveram o Flamengo na liderança do Brasileirão e fizeram o Flamengo quebrar um recorde. Na era dos pontos corridos, o Flamengo foi o primeiro time a conquistar 52 pontos em 23 rodadas. Mas, ainda havia muito a acontecer. 
Em 10 de outubro, mais um recorde da torcida do Flamengo, que invadiu mais uma vez o Maracanã para incentivar o Flamengo para mais uma vitória. E mesmo desfalcado de quatro jogadores: Arrascaeta e Filipe Luís se recuperando de lesões no joelho esquerdo, e Gabriel e Rodrigo Caio que foram convocados pelo treinador Tite para um passeio em Singapura para amistosos insignificantes da Seleção da CBF; os rubro-negros lotaram o estádio. Com o tropeço do Palmeiras contra o Santos, se o Flamengo vencesse, abriria 8 pontos de vantagem para o segundo colocado. E pensando assim, o Flamengo partiu para cima do Atlético Mineiro. E após algumas chances perdidas, um escanteio foi cobrado por Vitinho, que acabou se tornando o nome do jogo. Willian Arão subiu no primeiro pau e tocou de cabeça para as redes. Explosão da torcida. E poderia ser de mais no primeiro tempo. Na segunda etapa, a partida continuava dominada, mas num descuido numa saída de bola, o Atlético empatou. Mostrando muita tranquilidade, toque de bola e deslocamento, o Flamengo manteve a sua forma de jogar implantada pelo treinador Jorge Jesus e chegou ao gol do desempate. Vitinho recebeu na esquerda, driblou o marcador e na chegada de mais um adversário, chutou cruzado e colocado. A bola morreu na lateral da rede. O Flamengo continuou atrás de mais um gol, fato recorrente neste time, que nunca se fechava na defesa para manter o resultado. E a luta por mais um gol surtiu efeito, quando uma bola chutada por Everton Ribeiro tocou num zagueiro atleticano e subiu. Vitinho ganhou na cabeça e tocou para Reinier estufar as redes. Foi uma vitória que mostrou que o Flamengo, mesmo com desfalques importantes, mantinha seu jeito de jogar, sempre com deslocamentos de seus jogadores. E a torcida agradecida, como em todas as outras partidas, gritava Olê, Olê, Olê, Mister, Mister, homenageando aquele que transformou o Flamengo e estava transformando o jeito de se ver futebol no Brasil: Jorge Jesus.
 Mas, o fato mais patético ocorreu quando os presidentes de Palmeiras e Santos foram à imprensa e disseram explicitamente que o Flamengo estava sendo ajudado pelo VAR. O que mais deixou perplexidade foi que a CBF e o STJD não se manifestaram para defender o seu produto, que era o campeonato e também a lisura da disputa. E até aquele momento, o VAR não havia beneficiado o Flamengo em nada.  
Em 13 de outubro, o Flamengo enfrentou vários adversários. Primeiro, os desfalques. O Flamengo jogou sem Arrascaeta e Filipe Luís machucados, Gabriel e Rodrigo Caio que foram passear com a Seleção da CBF (Rodrigo Caio não jogou e Gabriel jogou por 20 minutos do segundo amistoso), a maldição da Arena da Baixada e a arbitragem super tendenciosa dessa partida. No começo da partida, o Athletico partiu para dar um sufoco, mas o Flamengo foi equilibrando as ações e a posse de bola ficou meio a meio. Aos poucos, o Flamengo foi marcando a saída de bola do Athletico. O goleiro já havia saído erradamente por duas vezes e quase o Flamengo aproveitou as oportunidades. Mas, o Flamengo poderia ter feito o primeiro gol mais cedo. Lucas Silva foi derrubado na área e o árbitro marcou pênalti claro. Mas, o VAR chamou o árbitro e o pênalti foi desmarcado de forma absurda. A partida estava no final e o empate parecia certo, quando a defesa do Athletico tocou bola dentro da área. Bruno Henrique tomou a bola do zagueiro e cara a cara fez 1 x 0. No segundo tempo, Rafinha não voltou a campo, pois sofreu uma fratura na face. Entrou João Lucas e o Flamengo ficou mais desfalcado ainda. Logo depois, devido a grande pressão do Athletico, Jorge Jesus tirou de campo Rhodolfo e colocou Thuler em seu lugar, para dar mais velocidade a defesa. Diego Alves realizou durante a partida pelo menos cinco grandes defesas. A pressão foi até o final, quando aos 46 minutos Renê recebeu de Everton Ribeiro e cruzou na medida para Bruno Henrique marcar de calcanhar o gol final da partida. Com isso, o Flamengo venceu uma partida importante, num lugar maldito para o Flamengo; venceu a sacanagem da CBF que desfalcou o Flamengo numa tentativa de prejudicar o time, venceu o VAR e a arbitragem tendenciosa do Sr. Bráulio da Silva Machado, que tirou Everton Ribeiro e Bruno Henrique com cartões amarelos dados de forma simplesmente inacreditável, sem contar as faltas não dadas. E seria assim até o final.
Ao final da partida, o treinador Jorge Jesus criticou demais o VAR e o pênalti desmarcado. O que aconteceu? O STJD o denunciou e ele seria julgado mais a frente, podendo pegar até 12 jogos de suspensão. Quando os presidentes do Palmeiras e do Santos disseram que o Flamengo era beneficiado pelo VAR, ninguém foi denunciado. Sempre o mesmo roteiro. 
Em 16 de outubro, o Flamengo foi a Fortaleza com o time repleto de desfalques. Não entrariam em campo Rafinha, Filipe Luís, Arrascaeta, Everton Ribeiro e Bruno Henrique. Em compensação, retornavam Rodrigo Caio e Gabriel. Mas, o time com certeza estava comprometido para enfrentar o Fortaleza, que lutava para não cair para a segunda divisão. Na primeira etapa, o Flamengo teve grande dificuldade para furar a defesa do Fortaleza, que jogava por uma bola no contra ataque. A maior chance de gol ficou para os 45 minutos, quando a bola cruzada na área se ofereceu para Reinier, que chutou para um milagre do goleiro. Para ter Reinier, o Flamengo não o liberou para a disputa do Mundial Sub 17. Ainda no primeiro tempo, o Flamengo perdeu Lucas Silva com uma lesão muscular na coxa. Na segunda etapa, o Flamengo começou melhor, mesmo com a saída de Gerson. E quando a partida estava mais a feição do Flamengo, uma bola cruzada na área tocou no braço de Pablo Marí. O árbitro deu pênalti. Assim, o Fortaleza fez 1 x 0. A situação se complicou e a possibilidade do Flamengo perder ficou enorme. Mesmo assim, o Flamengo atacou em busca do empate. Aos 35 minutos, após uma bola ser cruzada na área, Rodrigo Caio cabeceou e a bola tocou na mão do zagueiro, que subiu para cabecear com os braços levantados. O árbitro, a princípio, não viu nada. Mas, ele foi chamado pelo VAR e o pênalti foi marcado. Gabriel cobrou o pênalti e empatou. O empate já era uma dádiva divina, mas, aos 46 minutos, um lateral foi cobrado por Renê. A bola foi cabeceada na linha de fundo indo para a marca do pênalti. Reinier cabeceou e a bola morreu no ângulo do goleiro. Foi uma loucura. Os quinze mil torcedores do Flamengo no estádio explodiram de alegria. Com o final da partida, o Flamengo manteve a liderança do campeonato e avançava para ser campeão brasileiro. Mas, o presidente do Fortaleza disse que o VAR roubou o Fortaleza e que ele era usado para beneficiar os times do Sudeste. E onde estavam os “digníssimos” senhores do STJD ? Na verdade eles só estão prontos para prejudicar o Flamengo, como sempre foi.
Em 20 de outubro, o Flamengo voltou ao Maracanã para enfrentar o Fluminense. Enquanto o lado tricolor estava “às moscas”, o lado rubro-negro estava novamente lotado. E o Flamengo, que somente não pôde contar com Arrascaeta e Rafinha, mas contando com Diego no banco e Filipe Luís voltando ao time, deu a saída e partiu para cima do Fluminense. Com 2 minutos o goleiro tricolor mandou a escanteio uma grande chance de gol. Na cobrança de escanteio e com um cruzamento perfeito de Rodinei, Bruno Henrique subiu e cabeceou para as redes, marcando 1 x 0. Logo depois, Gabriel invadiu pela esquerda e foi calçado na área. O árbitro Anderon Daronco marcou escanteio, mas foi chamado pelo VAR. Mesmo vendo o lance no monitor, surpreendentemente ele manteve o escanteio, provando que o VAR “ajuda muito o Flamengo”, como diziam os presidentes do Palmeiras e do Santos. O Fluminense esteve tonto em campo, mas de vez em quando, ia ao ataque. Mesmo com seus jogadores sempre impedidos, viu Diego Alves fazer grandes defesas. Mas, apesar do grande domínio, o Flamengo não conseguiu marcar o segundo gol. No segundo tempo, o panorama não mudou. A diferença dos times era gritante. A forma de jogar implantada por Jorge Jesus deixava os adversários completamente perdidos na marcação. Somente aos 30 minutos, num contra ataque tramado por Reinier e Gabriel, a bola se serviu para Gerson, que cortou a defesa e chutou violentamente. Antes de entrar, a bola ainda tocou na cabeça de Gilberto do Fluminense. E foi mantendo o jogo completamente sob controle, que o Flamengo terminou a partida ainda mais líder, pois o Palmeiras empatou com o Athletico Paranaense e a diferença aumentou para 10 pontos. O título brasileiro se aproximava. E o Brasil inteiro completamente encantado com o  Flamengo e o jeito deste time jogar.  
O dia 23 de outubro de 2019 será lembrado para sempre pela torcida do Flamengo e por todos que amam o bom futebol. Foi um jogo épico. A semifinal da Libertadores entre Flamengo e Grêmio no Maracanã entrou definitivamente para a história. A torcida do Flamengo deu um show inesquecível, fazendo mosaico, cantando e incentivando o time sem parar. E o time em campo retribuiu com uma atuação histórica. Logo no início, a torcida já se mostrava espantada com as escalações de Rafinha, que vinha de uma fratura num osso da face; de Diego, que vinha de uma recuperação fantástica de uma fratura grave no tornozelo e também de Arrascaeta, que sofrera uma cirurgia no joelho há 19 dias. O primeiro tempo transcorreu com o Flamengo com maior posse de bola e com o Grêmio muito fechado e encurtando os espaços na saída de bola do Flamengo. Apenas em uma oportunidade o Grêmio teve a chance de marcar, com Diego Alves defendendo um chute da pequena área. O Flamengo teve chances com Gabriel de cabeça, Bruno Henrique também de cabeça, onde se atirou para cabecear a bola que saiu raspando a trave esquerda de Paulo Vítor; num chute cruzado de Arrascaeta e posteriormente numa bicicleta de Gabriel. Mas, aos 41 minutos, Everton Ribeiro roubou uma bola e deu para Bruno Henrique. Ele correu com ela dominada e lançou Gabriel. Ele entrou na área e chutou cruzado. Paulo Victor rebateu e Bruno Henrique veio na corrida e estufou as redes do Grêmio. Explosão da torcida. A vantagem do 0 x 0 sumiu.  Para o Grêmio era empatar por 1 x 1 e levar para os pênaltis. No segundo tempo, a um minuto, o Flamengo perdeu uma grande oportunidade, com a bola indo a escanteio. Na cobrança, a bola foi rebatida pela defesa. Gabriel se ajeitou e de virada mandou no ângulo. Era Flamengo 2 x 0 e uma alegria incontida nas arquibancadas. O time do Grêmio não sabia o que fazia e logo depois, numa grande jogada de Bruno Henrique, Geromel acertou a perna direita do atacante rubro-negro e o pênalti foi marcado. Gabriel bateu com categoria e fez 3 x 0. A classificação já estava mais que garantida, mas a cada sinal de que o Flamengo estava satisfeito, o treinador Jorge Jesus esbravejava a beira do campo, exigindo intensidade do time. E foi assim que Arrascaeta cobrou escanteio e Pablo Marí cabeceou para fazer o quarto gol. O time do Grêmio não sabia o que fazia em campo, a ponto das câmeras de TV flagrarem um pedido desesperado do jogador Alisson do Grêmio a Everton Ribeiro, pedindo que o Flamengo desacelerasse. A resposta veio com uma cobrança de falta de Everton Ribeiro para Rodrigo Caio marcar o quinto gol. Ainda faltavam 19 minutos para o fim. Mas, o Flamengo começou a tocar a bola aos gritos de olé da sua torcida. Diego, depois de mais de quatro meses se recuperando de uma fratura, retornou aos gramados e somente não marcou o sexto gol, pois seu chute foi defendido de forma milagrosa por Paulo Vítor. Fim de jogo e a festa de jogadores e torcida foi sensacional. A imprensa rasgando todos os elogios possíveis para o time do Flamengo e sua torcida. Realmente foi um jogo para a história. Agora era esperar um mês para decidir a Libertadores contra o River Plate.    
Em 27 de outubro, o Flamengo enfrentou o CSA de Alagoas no Maracanã. Novamente a torcida do Flamengo lotou o Maracanã e conseguiu quebrar o recorde de público no ano no Brasil. A perspectiva era de uma goleada, já que o CSA estava na zona de rebaixamento. E de cara, Arrascaeta fez 1 x 0 com passe de Everton Ribeiro. Todos pensaram que os gols sairiam de forma natural. Ledo engano. O time do CSA enfrentou o Flamengo de peito aberto e criou muitas dificuldades. E para complicar, o Flamengo ia perdendo chances de gol uma atrás da outra. O CSA criou duas grandes chances e Diego Alves realizou grandes defesas. Numa delas, a bola acabou no travessão depois da defesa do goleiro. No segundo tempo, o Flamengo passou a tocar a bola, mas continuou a perder gols. O CSA continuou a jogar de peito aberto e criou duas grandes chances. Numa delas Diego Alves fez um defesaço, e em outro, o ex rubro-negro Alecsandro cabeceou e Diego Alves “tirou com os olhos”. Foi com grande alívio que o árbitro terminou a partida. A diferença para o Palmeiras permaneceu em 10 pontos e faltavam 10 rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro. A torcida estava na contagem regressiva.    
Em 31 de outubro, mais conhecido com “Dia das Bruxas”, o Flamengo foi a Goiânia enfrentar o Goiás no Serra Dourada. A princípio, o Flamengo jogaria sem seu goleiro titular Diego Alves, que havia sofrido uma contusão no joelho no jogo anterior. Também não contaria com Gérson e Rafinha, que estavam sendo poupados. No primeiro tempo, o Flamengo chegou a colocar uma bola na trave numa cabeçada de Pablo Marí, mas o placar não saiu do 0 x 0, com o Goiás conseguindo marcar o ataque do Flamengo. No segundo tempo, Gabriel aos 10 minutos e Rodrigo Caio aos 17 minutos fizeram 2 x 0 para o Flamengo. Tudo ia bem até os 35 minutos. Foi quando Rafael Moura (sempre ele) fez um gol. Logo depois, o goleiro César saiu mal do gol e acabou chutando um adversário e foi expulso. No lance, Rafael Moura chutou para o gol vazio, mas Pablo Marí salvou com a cabeça. A pressão aumentou e o Flamengo sem um jogador e já sem Arrascaeta e Everton Ribeiro, que haviam sido substituídos, acabou cedendo o empate aos 49 minutos. No início da jogada houve uma falta clara em cima de Filipe Luís, que foi ignorada pelo árbitro. Foram dois pontos jogados fora. Alguns dizendo que o time estava cansado. Outros dizendo que o Flamengo não conseguia mais repetir as grandes atuações. O fato era de que o Flamengo viu diminuir para 8 pontos a diferença para o Palmeiras e não poderia mais desperdiçar pontos para ser campeão brasileiro. 
Em 3 de novembro, 65 mil torcedores foram ao Maracanã para incentivar o Flamengo contra o Corinthians. O time paulista vivia uma crise, com sete derrotas seguidas e com o treinador na forca. O time não contou com Gabriel, mas teve de volta o goleiro Diego Alves, que se recuperou de uma contusão no joelho. Reinier entrou no lugar de Gabigol. No primeiro tempo o Flamengo teve 78 por cento de posse de bola, mas apenas cruzava bolas sobre a área. E o primeiro tempo foi chegando ao final, com o Flamengo não conseguindo marcar o primeiro gol. Aos 45 minutos, Everton Ribeiro cruzou para Arrascaeta, que tocou na bola, mas foi derrubado pelo goleiro Cássio. Pênalti marcado. Bruno Henrique cobrou, Cássio defendeu, mas a bola se ofereceu para Bruno Henrique estufar as redes. Explosão da torcida. Que se repetiu um minuto depois. Gerson roubou a bola no meio de campo e lançou Bruno Henrique, que penetrou e tocou na saída do goleiro corinthiano. Em 2 minutos, Flamengo 2 x 0 e o primeiro tempo terminou assim. Mal começou o segundo tempo, Bruno Henrique foi lançado pela esquerda, invadiu a área e tocou no canto. Flamengo 3 x 0 e Bruno Henrique estava acabando com o jogo. O Corinthians teve que partir para cima e acabou marcando um gol de cabeça numa cochilada da defesa. Logo depois, Vitinho, que entrou no lugar de Reinier no intervalo, chutou um balaço que morreu no canto do gol corinthiano. Já era goleada. E ainda faltavam 23 minutos para acabar o jogo. A torcida ainda pediu mais gols, mas o Flamengo botou o Corinthians na roda, aos gritos de olé da torcida. Foi uma vitória maiúscula e que novamente deixava o Palmeiras a 8 pontos, em segundo lugar. Com o resultado, o Flamengo derrubou mais um treinador. Fábio Carile foi demitido do Corinthians.      
Em 7 de novembro, Flamengo e Botafogo fizeram o clássico dos opostos. Enquanto o Flamengo encantava com seu futebol e liderava o campeonato, o Botafogo estava prestes a entrar na zona de rebaixamento. O jogo foi no Engenhão, que poderia estar lotado, mas a diretoria do Botafogo não gosta de dinheiro e somente deu dez por cento dos ingressos para a torcida do Flamengo. Conclusão: estádio vazio. Movido pelo desespero e por aquela gana de ganhar do Flamengo, o Botafogo partiu para o ataque e perdeu três grandes oportunidades. O Flamengo tentava equilibrar a partida, mas esbarrava na forte marcação botafoguense e na violência dos alvinegros. Gabriel foi caçado em campo. Bruno Henrique também. Mas, mesmo assim, o Flamengo equilibrou a partida e começou a levar perigo ao gol de Gatito Fernandes. O 0 x 0 do primeiro tempo preocupou os rubro negros. No segundo tempo, a marcação alvinegra e também a violência de seus jogadores não mudaram. Mas, um lance mudou o panorama da partida. Luís Fernando agarrou Bruno Henrique e recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso de campo. Com isso, o Botafogo se entrincheirou na defesa e o Flamengo passou a dar pressão e perder oportunidades. A pressão do Flamengo só aumentava, mas nada de gol. Quando tudo levava a crer no empate, eis que Bruno Henrique foi lançado pela esquerda aos 44 minutos. Ele cruzou na medida para Lincoln, que havia entrado no lugar de Vitinho, escorar e marcar o gol da vitória. Foi uma loucura para os rubro negros e um desespero para os botafoguenses, que viam assim seu time entrar “gloriosamente” na zona do rebaixamento. Fim de jogo e a confusão continuou. Os jogadores do Botafogo queriam briga e até mesmo o técnico Jorge Jesus foi ameaçado. Enfim, foi um jogo quente, pegado, violento e sofrido. Mas, a vitória aproximava mais ainda o Flamengo da conquista do título brasileiro e mantinha a diferença de 8 pontos para o Palmeiras. A diferença somente não era maior, pois o Palmeiras conquistou as suas três últimas vitórias, com a ajuda portentosa do VAR, que errou em marcação de pênalti inexistente contra o Avaí, um impedimento que não houve no gol de empate do Ceará e na não marcação de falta no gol da vitória contra o Vasco. Se não fossem esses “erros”, o Palmeiras teria tido três empates e o Flamengo já estaria segurando o troféu. Mas, como sempre, o Flamengo deveria ganhar de tudo e de todos. Mesmo contra a vontade da CBF paulista, o Flamengo corria para chegar em primeiro lugar no campeonato.
Em 10 de novembro, mais de 65 mil rubro negros foram ao Maracanã, movidos pela força de ser campeão. Aproveitando-se do tropeço do Palmeiras, que empatou com o Corinthians por 1 x 1 na véspera, se o Flamengo vencesse o Bahia, a diferença para o time paulista seria de 10 pontos. O Flamengo jogou sem Arrascaeta, Rafinha e o treinador Jorge Jesus, que foi substituído por João de Deus, seu auxiliar. Pois é, quando Jesus não está, o Flamengo é orientado por “Deus”. No início da partida, o Bahia partiu para cima e por 10 minutos imprensou o Flamengo na defesa. Mas, o goleiro Diego Alves não fizera nenhuma defesa até então. A partir daí, o Flamengo começou a tocar a bola e começou a levar perigo ao gol adversário. A partida estava sob controle e a torcida esperava para qualquer momento o primeiro gol. Mas, apesar de tudo, numa jogada de azar, a bola foi rebatida por Rodrigo Caio, bateu em Filipe Luís e se ofereceu para o cruzamento na área. Diego Alves defendeu uma cabeçada violenta, mas a bola voltou a ser cruzada. Ela bateu em Willian Arão e entrou. Mesmo assim, a torcida rubro negra não parou um só minuto de gritar e cantar. Apesar de tentar, o Flamengo não conseguiu empatar no primeiro tempo. Na segunda etapa, Reinier voltou no lugar de Vitinho. O time partiu para cima do Bahia e num cruzamento primoroso de Gabriel, Reinier deu uma cabeçada fulminante e empatou o jogo. A partir daí, ninguém iria segurar o Flamengo e sua torcida. De um lançamento de Filipe Luís que chegou a Gabriel, a bola foi tocada para Bruno Henrique desempatar a partida. Festa completa. Mas, faltava o gol do Gabigol. E ele aconteceu após uma cobrança linda de uma falta por Willian Arão, que tocou no travessão e se ofereceu para Gabriel tocar para o gol vazio. A torcida do Flamengo, em êxtase, cantava sem parar o “É campeão” que ecoou por todo o Maracanã. A festa no final do jogo foi de arrepiar. O time foi para a torcida, que não queria ir embora. Os torcedores, a cada final de partida, gritavam “Olê, Olê, Olê, Olê, Mister, Mister”, em homenagem ao treinador Jorge Jesus. O ano de 2019 estava se tornando inesquecível.  
Mas, o caminho para os títulos sempre é difícil. Em 13 de novembro, Flamengo e Vasco jogaram pela 34ª rodada, que foi antecipada devido a decisão da Libertadores. E foi um jogo extremamente intenso. Logo aos 38 segundos, Reinier fez uma grande jogada, penetrou pela defesa do Vasco e tocou para trás. Everton Ribeiro chutou de primeira e fez 1 x 0. A torcida do Flamengo explodiu e manteve o grito, empurrando o time. Mas, o Vasco foi equilibrando a partida e chegou ao empate. Mas, no início da jogada, o árbitro deixou de dar uma falta em Rafinha, quase em cima da linha da grande área do Vasco. Três minutos depois, pênalti contra o Flamengo e o Vasco virou. O time tinha muitas dificuldades para penetrar na defesa vascaína, que estava muito bem fechada. Aos 47 minutos, Gerson sofreu uma falta na entrada da área. Gabriel tocou para a ponta direita. Rafinha chutou de primeira, a bola resvalou em Danilo Barcelos e matou o goleiro. Empate em cima da hora. No segundo tempo, Arrascaeta entrou e o Flamengo teve em campo sua força máxima. E durante os primeiros 7 minutos imprensou o Vasco na defesa. Acontece que na primeira jogada de ataque, a bola foi cruzada e o Vasco desempatou. O Flamengo teve que remar tudo de novo. Até então, um jogador estava meio sumido do jogo. Era Bruno Henrique. E ele começou a aparecer pela esquerda. E num lançamento para a esquerda, Arrascaeta tocou para o meio da área e Bruno Henrique marcou o novo empate. E o Flamengo continuou a atacar. Nova bola erguida para a área, Bruno Henrique chutou de primeira e marcou um golaço. Flamengo 4 x 3 e a torcida em êxtase. Mas, no finalzinho, uma bola foi erguida na pequena área do Flamengo e cabeceada para novo empate. Foi um jogo tenso, que quase terminou em pancadaria. Mas, como Bruno Henrique disse ao final da partida, “o Flamengo estava em outro patamar”. Com um jogo a mais na tabela, o Flamengo manteve 11 pontos a frente do Palmeiras. Ainda era uma grande vantagem.
Em 17 de novembro, nem o mais otimista dos rubro-negros acreditaria na vitória do seu time. O Flamengo iria enfrentar o Grêmio, que vinha mordido pela goleada de 5 x 0 sofrida na Libertadores. Sem contar que o Flamengo foi a campo com apenas três titulares: Diego Alves, Gabriel e Arrascaeta. Era importante poupar jogadores desgastados para a decisão da Libertadores. Enquanto isso, o Palmeiras, que lutava pelo título com o Flamengo, jogava com o Bahia em Salvador. Para quem pensou que o Grêmio iria golear o Flamengo enganou-se. Arrascaeta e Diego dominaram o meio de campo e as oportunidades começaram a aparecer. Na mais clara, Arrascaeta botou Gabriel cara a cara com o goleiro Paulo Victor, que defendeu com a ponta do pé. Não demorou muito e Arrascaeta fez uma grande jogada e lançou Gabriel na linha de fundo. Ele cruzou e a bola tocou na mão de Leonardo Moura, que mesmo com seus 41 anos, ainda estava na ativa. Pênalti marcado e a reclamação de que o braço de Léo Moura estava servindo de apoio. Pênalti confirmado e Gabriel mostrou que hoje tinha gol do Gabigol. No segundo tempo, o Grêmio partiu para a pressão, mas a defesa composta por Rodinei, Thuler, Rhodolfo e Renê estava simplesmente perfeita. De repente, numa falta marcada na lateral da área, Gabriel reclamou da arbitragem e, após receber o cartão amarelo, aplaudiu de forma debochada o árbitro, que o expulsou. E, a partir daí, o Flamengo teve que se virar com dez em campo para suportar a pressão do Grêmio, que foi muito grande. Resistindo com bravura, o Flamengo chegou ao final do jogo com a vitória, que juntamente com o empate do Palmeiras com o Bahia por 1 x 1, colocou o Flamengo praticamente com as duas mãos na taça de campeão brasileiro. Para isso, o Flamengo precisaria em 4 jogos fazer 2 pontos. E se o Palmeiras não vencesse o próximo jogo contra o Grêmio, o Flamengo seria campeão sem jogar, pois antecipou o jogo da 34ª rodada com o Vasco. E mais: o Flamengo poderia ser campeão da Libertadores no sábado dia 23 e ser campeão do Brasileiro no domingo dia 24.
Sem dúvidas, o Flamengo de Jorge Jesus já havia entrado para a história. Quebrou o recorde de pontos na história do Campeonato Brasileiro por pontos corridos com 20 times. O ataque era o mais positivo e a defesa menos vazada. Invicto até então por 25 partidas. Um toque de bola primoroso, uma volúpia para marcar gols. O Flamengo não fazia mais 1 x 0 e ia para a defesa. Muito pelo contrário. O Flamengo partia sempre para marcar mais gols. Uma rotatividade do meio para a frente que deixava as defesas completamente perdidas. Uma intensidade de jogo impressionante. E a filosofia mais pura do melhor do futebol brasileiro, resgatada por um treinador português, que passava para todos os outros o quanto atrasados eles estavam. E por isso, ficou evidente a inveja e o despeito desses treinadores. O Flamengo de 2019 foi o melhor time do Brasil, que encantou a todos, sem exceção. Mas, o jogo mais importante até então estava logo ali na frente.
Em 20 de novembro, quarta feira, a delegação do Flamengo treinou pela manhã no Ninho do Urubu e se preparou para ir para o Aeroporto do Galeão. Um ônibus levando a delegação de jogadores e outro ônibus levando a diretoria partiram. Mas, ao abrirem os portões do CT, haviam milhares de torcedores que faziam uma grande festa. Eles acompanharam a pé os ônibus por um longo percurso. Depois de um bom tempo, os ônibus conseguiram seguir seu caminho. Mas, ao chegarem próximos ao aeroporto, outra multidão estava esperando a delegação. Milhares de torcedores abraçaram o ônibus dos jogadores e fizeram uma grande demonstração de paixão ao clube. O treinador Jorge Jesus disse que nunca havia presenciado algo parecido em sua vida. E com muita dificuldade, o ônibus chegou ao portão do setor de carga do Galeão. Um alambrado chegou a cair, mas sem nenhuma grande conseqüência. E foi assim, literalmente nos braços de seus torcedores, que o Flamengo embarcou num avião da Gol, com prefixo 1981 e decolou rumo a Lima.
Detalhe: anteriormente, a decisão estava marcada para Santiago do Chile, mas devido a grandes manifestações políticas e a insegurança reinante no país, a decisão foi transferida para Lima, no Peru.
Torcedores do Flamengo foram a Lima de avião, ônibus e em caravanas. Aproximadamente 25 mil Rubro-Negros foram à capital do Peru para incentivar o Flamengo. Transformaram as ruas de Lima num pedaço do Rio de Janeiro, alegrando os peruanos e mostrando toda a sua força para a decisão.  
Finalmente, chegou o grande dia. Em 23 de novembro, no mesmo dia e mês da última conquista em 1981, o Flamengo foi ao estádio Monumental de Lima para decidir o título de campeão Sul Americano de futebol. O adversário era o River Plate da Argentina, atual campeão. Aproximadamente 25 mil torcedores do Flamengo estavam presentes para a grande decisão. No Brasil, o Flamengo levou ao Maracanã aproximadamente 50 mil torcedores para assistir o jogo em telões. O mesmo no Pacaembú, Mané Garrincha, Arena da Amazônia e Arena das Dunas. Até em Portugal se formaram Fan Fests para acompanhar a partida. O Brasil literalmente parou para assistir este grande jogo. O Flamengo foi a campo com sua força máxima: Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí, Filipe Luís, Willian Arão, Gerson, Arrascaeta, Everton Ribeiro, Gabriel e Bruno Henrique. A partida foi jogada às 15 horas, horário de Peru e às 17 horas, horário de Brasília. O sol brilhava forte, deixando o clima quente e abafado. A bola rolou exatamente no horário. O Flamengo começou a ter a posse de bola, enquanto o River se fechava na defesa e no meio de campo, tentando os contra ataques. Tudo ia muito bem, mas aos 15 minutos uma bola foi cruzada pela direita. Willian Arão e Gerson deixaram a bola passar. Borré chutou de primeira e a torcida do River Plate explodiu na comemoração. Foi um golpe duro para todos os Rubro Negros espalhados pelo Brasil e pelo mundo. O time sentiu o gol e começaram os erros de passe e as perdas de bola. O River achou um gol dado de presente e o que fez? Simplesmente adiantou a marcação para a defesa do Flamengo, não deixando espaços. Com isso, o River Plate não jogou, mas também não deixou o Flamengo jogar. O Flamengo chutou uma única bola ao gol, por Bruno Henrique, mas que passou longe da meta. Dava a impressão de que o River estava dominando o jogo, mas na verdade, o gol rubro negro quase não foi ameaçado de verdade. Apenas o River não deixava o Flamengo jogar. Assim, terminou o primeiro tempo, com a torcida do Flamengo extremamente preocupada, pois aquele Flamengo que jogara até então, não parecia o mesmo time que estava encantando a todos.
Veio o segundo tempo e o Flamengo não mexeu no time. Nem o River. Mas, o panorama não mudou. O time argentino mantinha uma pressão impressionante na defesa e no meio campo do Flamengo, que não deixava o time brasileiro chegar perto do gol adversário. O tempo ia passando, até que numa jogada sensacional, Bruno Henrique se desvencilhou da marcação, penetrou livre pela esquerda e tocou para a pequena área. Arrascaeta furou, a bola sobrou para o chute de Gabriel, que bateu num jogador do River quase em cima da linha. A bola acabou sobrando para Everton Ribeiro, que deu o chutou fatal. Mas, em cima da linha, o goleiro Armani defendeu. Parecia que nada daria certo neste dia. Em outra jogada, Gabriel entrou pela esquerda, mas ao cruzar a bola, a mesma foi cortada pela zaga. Tudo levava a crer que o título estava sendo perdido. Mas, aos 30 minutos, três coisas aconteceram. Gerson sentiu um problema muscular e foi substituído por Diego. O time do River começou a sentir os efeitos de uma marcação feita de forma impressionante e começou a demonstrar cansaço. E a torcida do Flamengo, mesmo vendo que nada dava certo, se levantou e começou a cantar e a incentivar o time no ritmo de “Em dezembro de 81”, que virou um hino da campanha até então. O Flamengo começou a se impor no jogo, mas o tempo ia passando e nada dava certo. Willian Arão sentiu e foi substituído por Vitinho. Com isso, o meio de campo do Flamengo não marcava mais ninguém. E mesmo assim, o River praticamente não ameaçou o gol de Diego Alves neste segundo tempo. Era a tática do “eu não jogo, mas não deixo você jogar”.
Muito bem, o jogo chegava aos 40 minutos e a sensação da derrota já começava a ficar estampada nos rostos dos rubro negros. Mesmo assim, a torcida do Flamengo presente ao estádio monumental não parava. Os jogadores partiram para um esforço final. Um pouco antes dos 43 minutos, Lucas Prato, que entrara no segundo tempo, recebeu a marcação de Diego. Ele ficou com a bola, mas Arrascaeta o desarmou com categoria. Ele partiu para o ataque e tocou para Bruno Henrique na esquerda. Ele dominou a bola, sofreu a marcação de 4 jogadores do River e de forma inteligente, lançou para Arrascaeta dentro da área, pela esquerda. Num esforço enorme, já tendo a marcação de um zagueiro, ele esticou a perna num carrinho e conseguiu cruzar a bola, que passou por toda a pequena área, até achar os pés de Gabriel, o Gabigol, que tocou para o fundo das redes. Foi uma explosão de alegria e alívio para toda a nação de 40 milhões de pessoas espalhadas por todo o Brasil e pelo mundo. Naquele momento, o fato de empatar e provocar uma prorrogação já era fantástico. Até os 42 minutos do segundo tempo, o título era do River. Aos 43 minutos, o Flamengo mudou a situação a seu favor. Foi dada a nova saída e três minutos depois, Diego pegou a bola antes do meio de campo e lançou para Gabriel, que era marcado por dois zagueiros na entrada da área. Ele disputa a bola, que acaba sendo tocada de cabeça pelo zagueiro Pinola. Ela se oferece para Gabriel já dentro da área. Ele chuta com o pé esquerdo. A bola passa pelo goleiro Armani e estufa as redes. A partir daí, o que se viu em Lima, no Brasil e no mundo, foi uma loucura imensa, uma explosão de emoções. Uma loucura incontida. Muita gente chorava, gritava e olhava incrédula para seus aparelhos de televisão, para os telões e para o campo de jogo, liberando toda uma energia que estava guardada em seus corações. O título tão sonhado estava ali, ao alcance das nossas mãos. O jogo foi reiniciado. O treinador Jorge Jesus tirou Arrascaeta e colocou em campo Piris da Mota para montar uma marcação no meio de campo. E a partida não acabava. Já no final do jogo, Bruno Henrique foi derrubado e chutado nas costas por Palácios quando estava caído. Expulsão do jogador do River. Mas, logo depois, Gabriel também foi expulso pelo árbitro. Foi alegado que ele fizera gestos indecorosos para a torcida argentina. E o jogo não acabava. Foi quando, logo depois da cobrança da falta, o árbitro chileno Roberto Tobar encerrou o jogo.
A festa dos jogadores e da torcida foi enorme. Transcendeu fronteiras. O título tão sonhado era nosso. Gabriel terminou a competição como artilheiro com 9 gols. Everton Ribeiro, Diego e Diego Alves, que foram os capitães do Flamengo durante a temporada, levantaram a taça para todo mundo ver que o Flamengo reconquistou a América 38 anos após a primeira conquista. No Brasil, a festa tomou as ruas e ninguém dormiu naquela noite.
Domingo, dia 24 de novembro, o avião que trouxe a delegação rubro negra, aterrisou exatamente às 10:40 hs no aeroporto do Galeão. Dali, os jogadores foram de ônibus em direção ao centro do Rio de Janeiro, onde a torcida se aglomerava na Avenida Presidente Vargas. Os jogadores subiram num trio elétrico, ainda sem ter a noção do mar de gente que os aguardava. Quando o trio elétrico entrou na Presidente Vargas, aproximadamente 1 milhão de pessoas estavam lá para recepcionar os campeões. Todos ficaram de boca aberta, principalmente o Mister Jorge Jesus, que nunca havia presenciado tamanha demonstração de amor a um clube. Foram horas de comemoração total.
Mas, a festa não estava para acabar. Palmeiras e Grêmio jogavam em São Paulo e caso o Palmeiras não vencesse, o Flamengo seria o campeão brasileiro, com quatro rodadas de antecedência. Às 18 horas, exatamente 23 horas depois de conquistar a América, o Flamengo se tornou pela sétima vez em sua história, campeão brasileiro. O Grêmio venceu por 2 x 1 e assim, o Flamengo não poderia ser mais alcançado na tabela de classificação. E tome festa, que varou a madrugada, até segunda feira de manhã.         
Em 27 de novembro, 60 mil rubro negros foram ao Maracanã para ver o Flamengo levantar a taça do Campeonato Brasileiro. Mesmo sem contar com os laterais Rafinha e Filipe Luís, o zagueiro Pablo Marí, o meia Gerson e o artilheiro Gabigol, o Flamengo não demonstrou cansaço ou acomodação. O Ceará lutava para não cair e se plantou todo na defesa. E o Flamengo atacou sem parar, colocou 3 bolas na trave, dominou o jogo, mas saiu do primeiro tempo perdendo por 1 x 0. Num único contra ataque, o Ceará conseguiu marcar seu gol. Mas, a torcida do Flamengo não parou um só momento. No segundo tempo, já contando com Vitinho no lugar de Reinier, o Flamengo continuou dominando a partida. E os gols foram saindo com naturalidade. Bruno Henrique empatou, virou e marcou o terceiro gol, o que o colocou a um gol de Gabriel na tabela de artilheiros. Gabriel com 22 e Bruno Henrique com 21, marcaram juntos incríveis 43 gols. Só os dois. No final, Vitinho marcou o quarto gol e a festa estava completa. Ao final da partida, um grande palanque foi montado e os jogadores e comissão técnica receberam suas medalhas de campeão e o cobiçado troféu. Já passava de meia noite e a torcida do Flamengo não saía do Maracanã. O time fez volta olímpica e agradeceu o apoio da Nação. Mas, o técnico Jorge Jesus deixou claro. Não admitiria corpo mole. O Flamengo queria quebrar todos os recordes. Já tinha o maior número de pontos da história, o melhor ataque, o maior número de vitórias, a maior invencibilidade e os artilheiros. E queria mais ainda.    
A partida contra o Palmeiras ganhou uma importância a mais, pois o Palmeiras não queria perder de novo para o Flamengo. Tanto, que a polícia de São Paulo proibiu que a torcida do Flamengo fosse ao estádio. O treinador Mano Menezes chegou a poupar jogadores, para entrar com força máxima. O Flamengo não contou com Pablo Marí e Everton Ribeiro. Em seus lugares entraram Rhodolfo e Vitinho. Mal o jogo começou, Gabriel foi lançado, entrou livre e tocou para Arrascaeta. O auxiliar anulou o gol, mas o VAR o confirmou sem maiores dúvidas. O Palmeiras partiu para o ataque, mas não conseguiu levar perigo ao gol de Diego Alves. Em contra partida, o Flamengo perdeu pelo menos três grandes chances de marcar. Aos 46 minutos, o Flamengo atacou de forma incisiva. Rafinha cruzou para o toque sutil de Arrascaeta para Gabriel. Ele penetrou e chutou cruzado, de primeira, que morreu no cantinho do goleiro palmeirense. O time paulista desceu para o vestiário sendo chamado de time sem vergonha por sua torcida. No segundo tempo, com um minuto, o Palmeiras errou na saída de bola e Gabriel mandou no ângulo. Flamengo 3 x 0. Estava pintando uma goleada. Mas, o time começou a se poupar. Bruno Henrique saiu sentindo um desconforto na coxa, entrando Diego em seu lugar. Após ter feito as três substituições, o Flamengo se viu com Gabriel e Gerson sem condições. Com isso, o Palmeiras partiu para o ataque e marcou seu gol no finalzinho da partida. Diego ainda teve tempo de perder o quarto gol. Vitória categórica que rendeu o emprego do técnico Mano Menezes, assim como acontecera no primeiro turno, com as quedas de Luís Felipe Scolari e Fábio Carile. Era o Flamengo derrubando técnicos e aumentando seus recordes.  
E demonstrando cada vez mais a fome por quebra de recordes, o Flamengo enfrentou em 5 de dezembro no Maracanã, o lanterna da competição. O time do Avaí não parecia que iria assustar, mesmo enfrentando um Flamengo quase reserva, que somente contou com 4 titulares no começo da partida. E logo no início da partida, após uma cobrança de falta ensaiada, a bola chegou a Gabriel, que ajeitou para o chute certeiro de Arrascaeta. O Avaí não chegava ao gol de César, mas num chute despretensioso, a bola bateu na trave e nas costas do goleiro, entrando a seguir. Um empate inesperado. Mas, nada mudou. O Flamengo continuou atacando. E num chute colocado no ângulo por Diego, o Flamengo passou a frente de novo no placar. E como neste jogo também deveria ter gol do Gabigol, ele marcou num chute forte, de fora da área, que deslizou no campo molhado pela chuva que caiu durante todo o jogo. No segundo tempo, o Flamengo marcou por intermédio de Lincoln, que logo depois foi substituído por Reinier. Em uma grande tabela com Diego, ele marcou o quinto gol e logo depois, num cruzamento perfeito de Rafinha, ele escorou para o fundo do gol, marcando 6 x 1 no placar final da partida. O Flamengo chegou a 29 jogos de invencibilidade e continuou a quebrar todos os recordes do Campeonato Brasileiro. 
Em 8 de dezembro, o Flamengo encerrou a sua participação no campeonato Brasileiro jogando em Santos. Foi uma partida de um time super motivado contra outro completamente desmotivado e cansado, pensando apenas no Mundial de Clubes. O placar foi 4 x 0 para o Santos. E foi só. Nada que possa manchar a temporada simplesmente histórica do Flamengo em 2019. Agora, restava o Mundial, que seria disputado em Doha, no Qatar. O Flamengo iria jogar contra o vencedor de Esperance da Tunísia e o Al Hilal da Arábia Saudita.     
E, novamente levado pela torcida até o aeroporto, o Flamengo embarcou para o Qatar. Chegou, se adaptou ao fuso horário de 6 horas a frente do horário do Brasil e se preparou para jogar a semifinal. O Al Hilal da Arábia Saudita venceu o Esperance da Tunísia por 1 x 0 e se classificou para enfrentar o Flamengo. O Al Hilal foi o último time treinado por Jorge Jesus, antes de vir para o Flamengo. Foi ele que montou o time que seria o nosso adversário.
Em 17 de dezembro, às 14:30h de Brasília, 20:30h horário do Qatar, o Flamengo deu a saída para a disputa da semi final, embalado por aproximadamente 15 mil torcedores rubro negros que estavam no Khalifa Stadium. De cara, o time saudita pressionou a saída de jogo do Flamengo em sua defesa e começou a levar muito perigo ao gol de Diego Alves. Gerson teve uma grande chance, quando o goleiro socou a bola para fora da área e o gol ficou vazio. Ele chutou de primeira e a bola passou raspando a trave esquerda. Mas, o domínio ficou para o Al Hilal. Diego Alves já havia feito um milagre, mas logo depois, numa jogada pela ponta direita, a bola foi cruzada e chutada de primeira para o fundo do gol. Um gol parecido com o do River Plate na Libertadores. O Flamengo tentava na base do toque de bola, mas nenhuma grande chance foi criada. Fim do primeiro tempo e a torcida do Flamengo prevendo o pior. O time voltou para o segundo tempo e a atitude mudou. O Flamengo passou a tocar a bola de forma mais incisiva e aos 4 minutos chegou ao empate. Rafinha tocou para Gabriel, que lançou para Bruno Henrique dentro da área. Ele tocou para Arrascaeta completamente livre tocar para o gol. Era o alívio da torcida rubro negra. Logo depois, Jorge Jesus colocou Diego no lugar  de Gerson e o time melhorou. Mesmo com a correria do Al Hilal, o Flamengo ia dominando a partida. E o gol de desempate surgiu quando Rafinha cruzou na medida para a cabeçada fulminante de Bruno Henrique. Era a virada e a certeza de que o Flamengo estaria na final. O Al Hilal ainda ficou sem um jogador, que fez falta desleal em Arrascaeta. No finalzinho, Bruno Henrique foi lançado pela esquerda e cruzou. O jogador Al-Bulayhi tocou no desespero para dentro do próprio gol. Fim de jogo e o Flamengo venceu por 3 x 1. Mas, ficou a impressão de que na final, o time deveria jogar melhor.
Em 21 de dezembro, mais de 15 mil rubro-negros estavam no estádio Khalifa, em Doha, no Qatar, para incentivar o Flamengo para mais um título mundial de clubes. O adversário seria o mesmo de 38 anos antes. O Liverpool da Inglaterra, considerado o melhor time do mundo, seria o desafio mais difícil no ano, para o time de Jorge Jesus. Muitos achavam que o Flamengo seria derrotado com facilidade. Outros achavam que o Flamengo era o time sul americano mais bem preparado nos últimos anos para enfrentar um gigante europeu, que havia gastado mais de 1 bilhão de reais para formar uma equipe com vários jogadores estrangeiros. Um verdadeira seleção mundial. O Flamengo montou um grande time com 250 milhões de reais. Em cifras, a diferença era enorme, mas o Flamengo foi a campo para mostrar que as diferenças financeiras seriam anuladas pelo talento. No início da partida, logo aos 40 segundos Roberto Firmino perdeu uma grande chance de gol. Após o susto, o Flamengo começou a jogar com seu toque de bola e envolveu o time inglês. No primeiro tempo, o Liverpool não chegou mais ao gol de Diego Alves e não lhe deu trabalho. No segundo tempo, o Liverpool começou a se lançar ao ataque e começou a dar trabalho. Logo no início, Roberto Firmino chutou na trave e o Flamengo se salvou por milagre. O Flamengo parecia que ia se cansando. O treinador Jorge Jesus fez algumas modificações, como as entradas de Vitinho e Diego nos lugares de Arrascaeta e Everton Ribeiro. As substituições não surtiram grande efeito. E o Liverpool foi chegando mais perto do gol de Diego Alves. Aos 45 minutos, o árbitro marcou pênalti de Rafinha sobre Maneh. Após ser chamado pelo VAR, o pênalti foi desmarcado e a partida chegou ao fim dos noventa minutos. Com o time cansado, o Flamengo começou a prorrogação e tentou realizar alguns ataques. Aos 8 minutos do primeiro tempo da prorrogação, o Flamengo perde uma boa chance, quando Gabriel escorou para trás uma bola que deveria ser cabeceada para o gol. O Liverpool armou o contra ataque. A bola foi lançada e Rodrigo Caio não conseguiu interceptá-la. Maneh a domina e toca para Roberto Firmino livre marcar o gol. A partir daí, o time inglês começou a tocar a bola. O Flamengo tentava chegar ao ataque, mas a maior chance de gol veio exatamente no último minuto da prorrogação, quando Vitinho cruzou para um chute de primeira de Lincoln, que foi por cima do gol. Fim de jogo e a decepção misturada com a certeza de que o Flamengo fez um grande jogo contra o campeão europeu e que a derrota ocorreu num detalhe. A torcida orgulhosa de seu time aplaudiu os jogadores ao final da partida.
Mesmo com a perda do título mundial de clubes, nada poderia apagar a grande campanha do Flamengo em 2019. Time que encantou a todos com seu jogo ofensivo e com títulos no plano nacional e internacional. Campeão da Flórida Cup, do Campeonato Estadual, do Campeonato Brasileiro e da Libertadores. E segundo do mundo. Restava a esperança de novos títulos em 2020 e que o Flamengo continuasse a trilhar no caminho das vitórias.

No Futebol de Base, o Flamengo teve um ano inesquecível. Apesar da tragédia que ocorreu no Ninho do Urubu, as categorias de base do Flamengo ganharam quase tudo. Na categoria Júnior (Sub 20), foi Bicampeão da Taça Guanabara(derrotou o Vasco por 2x1, 0x1 e nos pênaltis),  Bicampeão Estadual(derrotou o Vasco na final por 1x0 e 1x1), Bicampeão do Torneio Otávio Pinto Guimarães(derrotou o Vasco por 2x1 e 1x1), Campeão Brasileiro(derrotou o Palmeiras por 0x1 e 3x0)  e da Super Copa do Brasil(derrotou o Palmeiras por 3x0 e 0x1). Também conquistou o Torneio Manchester United Summer até 18 anos.  Na categoria Juvenil(Sub 17), conquistou a Taça Rio(derrotou o Botafogo por 0x0 e 1x0), o Campeonato Brasileiro(derrotou o Corinthians por 4x3 e 2x1) e o Torneio Puskas Suzuki Kupa da Hungria. A categoria Infanto Juvenil(Sub 16) conquistou o Bicampeonato do Handam Bin Mohammed International Football Championship de Dubai, sendo considerado bicampeão mundial da modalidade(derrotou o Al Hilal na final) e o Verona Cup, disputado na Itália(derrotou o Milan na final). Nas demais categorias, conquistou no Sub 15 e Sub 13 os títulos da Aldeia Cup, disputadas em Pernambuco. Na categoria Sub 12, conquistou o Iber Cup de São Paulo e de Porto Alegre e o Campeonato Metropolitano. Na categoria Sub 11 conquistou o Torneio Os donos da Bola. Na Categoria Sub 10 conquistou a Copa Dente de Leite. Na Categoria Sub 9 conquistou a GO Cup. No Sub 8 conquistou a Taça Rio. Na Sub 7 conquistou o Campeonato Carioca e o Torneio Novos Talentos. E para terminar a lista, o Sub 6 conquistou a Taça Rio. Foram 23 conquistas em 2019.       
No Futebol Feminino, o Flamengo conquistou o Pentacampeonato Estadual(1915 a 1919), mantendo a parceria com a Marinha do Brasil.
Na disputa da Flórida Cup, no início do ano, foi disputado um torneio de Másters entre os participantes do torneio principal(Flamengo, São Paulo, Eintracht Frankfurt e Ajax). E o Flamengo conquistou o título da Florida Cup Legends 5 v 5, com a participação inclusive de Zico.  
No Futebol de Salão, também chamado de Futsal, o Flamengo conquistou o Campeonato Estadual Sub 17 e Sub 8. Foi campeão Carioca Sub 12 e Sub 10. E conquistou o Torneio de Camburiú, em Santa Catarina com o time Sub 11.
No Futebol de Areia, também chamado de Beach Soccer, o Flamengo foi campeão Estadual Masculino, da Taça Rio Masculino e Feminino e o Torneio Luz do Mundo, sobre o Vasco. Mas, o maior título foi o de campeão mundial, quando conquistou o World Winner Cup Beach Soccer, disputado na Turquia.  
No Basquete, o Orgulho da Nação conquistou o sétimo título do Campeonato Brasileiro Adulto Masculino, o sexto pela NBB, se tornando o maior vencedor deste campeonato, disputando uma final sensacional contra o Franca, do interior de São Paulo. O Flamengo venceu o primeiro jogo da final e perdeu o segundo e terceiro jogos. Numa reação fantástica, o Flamengo venceu em casa o quarto jogo e decidiu na cidade paulista, vencendo por 81 x 72. Os campeões foram Olivinha(eleito o melhor jogador das finais), Marquinho, Anderson Varejão, Franco Balbi, Davi Rosseto, Rafa Mineiro, Crescensi, Nesbitt, Derick Ramos e Johnatas). Estes jogadores também conquistaram o Campeonato Estadual pela décima quarta vez consecutiva. Nas categorias de base conquistou o Campeonato Estadual Júnior(Sub 19) Masculino, a Copa Brasil Sub 18 Masculino, o Campeonato Estadual Juvenil(Sub 17) Masculino, o Torneio Aberto Sub 16 e Sub 11 Masculino e o Campeonato Estadual Sub 12 Masculino.
No Remo, o Flamengo foi Campeonato Estadual Geral pela 53ª vez em sua história, depois de um jejum de 6 anos, se tornando Campeão de Terra e Mar. Conquistou também o título estadual nas categorias Aberto, Infantil, Júnior B, Aspirantes, Peso Leve Sub 20, Peso Leve e Feminino, tendo conquistado assim o Troféu Eficiência. Também conquistou o Campeonato Brasileiro Adulto, o Campeonato Brasileiro Júnior(Sub 20), o Campeonato Brasileiro de Para Remo e as Regatas Remo do Futuro 2019.1 e 2019.2. Por fim, conquistou também o Troféu Brasil de Barcos Curtos e o Campeonato Brasileiro de Novos Talentos. 
No Judô, o Flamengo conquistou o Torneio Abertura da Nova Geração e o Círculo Carioquinha. Também levou para a Gávea o Troféu Eficiência e o Troféu Itinerante.
No Pólo Aquático, o Flamengo conquistou o Torneio Carioca Infanto Juvenil Masculino(Sub 16) e o Torneio Estadual Masculino Juvenil(Sub 18).
Na Natação, o Flamengo conquistou o Campeonato Estadual Sênior de Inverno e de Verão, o Campeonato Estadual de Inverno e de Verão, se tornando Tri Campeão Estadual Absoluto. Nas categorias de Base, o Flamengo conquistou os campeonatos estaduais de Inverno e de Verão nas categorias Júnior, Juvenil, Infantil, Mirim e Petiz. Também conquistou o Festival Sudeste Petiz de Inverno e Verão e o Festival Sudeste Mirim de Verão. Por fim, conquistou o Circuito Estadual de Infantil a Sênior.
No Nado Sincronizado, o Flamengo conquistou o Campeonato Estadual de Rotinas Técnicas e o Campeonato Estadual Absoluto e Júnior. Também conquistou o Campeonato Brasileiro na categoria principal e Júnior.
Na Ginástica Olímpica, o Flamengo foi Campeão Brasileiro Pré Infantil e Pré Infantil A Feminino.
No Vôlei, o Flamengo conquistou o Campeonato Estadual Juvenil Masculino, a Copa Cidade Maravilhosa Infantil Masculino, o Torneio Open Infantil Masculino e a Copa Rio Infantil Masculino.
E neste ano, o Flamengo conquistou pela primeira vez o título de Campeão Brasileiro nos Esportes Eletrônicos. O Flamengo conquistou o Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL).    

2020
 
Presidente: Rodolfo Landim
Títulos:
Futebol: Super Copa do Brasil
              Recopa Sul Americana
              Taça Guanabara
              Campeonato Estadual
Futebol de Areia: Campeonato Carioca Feminino
Basquete: Campeonato Estadual Masculino Adulto
                 Campeonato Brasileiro Masculino Sub 21
Remo: Troféu Brasil de Barcos Curtos
 O ano de 2020 começou com algumas incertezas. Afinal de contas, Gabriel e Jorge Jesus continuariam no Flamengo? Arrascaeta e Bruno Henrique seriam vendidos na janela de transferências para o exterior? Quantos jogadores o Flamengo perderia para o poderio financeiro da Europa e China?
 Enquanto a situação do treinador português e dos jogadores citados não estava completamente acertada, o Flamengo tratou de fazer contratações, que deixaram os demais times brasileiros de boca aberta. Afinal, o Flamengo era o único clube brasileiro em condições financeiras que mais se pareciam com a dos clubes europeus. Por isso, contratou o destaque do último campeonato brasileiro. Michael do Goiás foi contratado por mais de 30 milhões de reais. Foram contratados também Pedro Rocha, Thiago Maia, Pedro e Gustavo Henrique. Saíram do Flamengo Rodinei e Rhodolfo. Reinier foi vendido para o Real Madrid, fazendo entrar mais de 135 milhões de reais nos cofres rubro-negros e Pablo Marí foi negociado com o Arsenal da Inglaterra, com o Flamengo faturando mais de 35 milhões.    
 Como o time principal ainda estava de férias, devido à disputa do Mundial de Clubes da FIFA, o Flamengo foi representado por seu time Sub 20 na Taça Guanabara. Em 18 de janeiro, mais de 25 mil rubro-negros foram ao Maracanã para ver a estréia do time contra o Macaé. A garotada apresentou um grande futebol, mas pecou nas conclusões. Muitos gols foram perdidos, com o goleiro do Macaé e o travessão salvando o time do norte fluminense. O placar de 0 x 0 ao final da partida acabou sendo injusto, mas a impressão que ficou era de que vários jogadores teriam capacidade de jogar pelo Flamengo. O fato interessante da partida é que não houve transmissão pela televisão. A Rede Globo, detentora da exclusividade de transmissão não chegou a um acordo com o Flamengo e a partida não foi transmitida. O Flamengo, alegando que sua audiência era maior do que a dos outros clubes cariocas somados, pediu 100 milhões pelo direito de transmissão. A Globo não concordou. Com isso, os torcedores do Flamengo começaram a cancelar o Pay per Vew e a Globo ficou com um tremendo prejuízo. Havia ainda a esperança de que os ponteiros se acertassem e que a torcida do Flamengo pudesse ver o time jogando pela TV. 
 Para o jogo contra o Vasco da Gama, o treinador Abel Braga do Vasco decidiu colocar em campo seu time reserva para encarar os garotos do time Sub 20 do Flamengo. Medo de mandar a campo seu time titular e perder ? Bem provável. O fato é que o time do Vasco partiu para cima e dominou as ações por 25 minutos, até a parada técnica para hidratação dos jogadores. Chegou a marcar aos 2 minutos, mas o gol foi anulado pelo VAR devido a impedimento. Após a interrupção, o Flamengo começou a apresentar serviço e logo aos 26 minutos mandou uma bola na trave, num gol perdido de forma inacreditável. Um minuto depois, o lateral esquerdo Ramon cruzou a bola em diagonal para Lucas Silva chutar de primeira e partir para o abraço. Flamengo 1 x 0. Até o final do primeiro tempo, o Flamengo passou a dominar as ações e levar perigo ao gol do Vasco. Na segunda etapa, a garotada do Flamengo continuou melhor em campo e o Vasco jogou de contra ataques. O goleiro vascaíno praticou boas defesas que salvaram o segundo gol rubro-negro. Faltando 15 minutos para o final do jogo, o time do Vasco partiu para o ataque e o Flamengo teve que se defender. Perdeu chances de matar o jogo no contra ataque. Chegou a marcar o segundo gol, mas o VAR também anulou por impedimento. Não adiantou a pressão do Vasco. O Flamengo venceu por 1 x 0 e marcou 15 jogos de invencibilidade sobre o Vasco (a última derrota foi em 2016). A garotada mostrou seu valor e no vestiário vascaíno, o treinador Abel Braga dava mil desculpas para explicar o porque de não mandar a campo seu time titular. Foi até divertido.
 Em 25 de janeiro, novamente mais de vinte mil torcedores do Flamengo foram ao Maracanã para incentivar o time Sub 20 que jogava o Campeonato Estadual. O adversário foi o Volta Redonda, que fazia até então uma boa campanha, com duas vitórias em dois jogos. E foi um jogo extremamente disputado e franco, com os dois times jogando para vencer. No primeiro tempo, o Volta Redonda saiu na frente, com um gol de cabeça após cobrança de escanteio. O time do Flamengo perdeu algumas chances, mas não conseguiu o empate. No segundo tempo, o Flamengo conseguiu o empate logo aos 4 minutos, quando uma bola foi tirada em cima da linha, mas voltou para o lateral direito João Lucas chutar. A bola tocou num zagueiro e enganou o goleiro. A bola bateu na trave e passou pela linha de gol, com o goleiro tentando pegar “pelo rabo”. Logo depois, um cruzamento do bom lateral Ramon achou a cabeça de Rodrigo Muniz, que marcou com estilo o gol da virada. A partir daí foi lá e cá. O Flamengo perdeu algumas chances e tomou o empate aos 39 minutos, numa jogada em que a defesa pediu impedimento. Quando tudo levava a crer que o jogo terminaria empatado, o atacante Bill, que entrara minutos antes, chutou violentamente da esquerda e a bola entrou no cantinho esquerdo do goleiro. Um golaço. Foi uma bela vitória da garotada, que deixou o Flamengo em primeiro lugar isolado na tabela de classificação.
 Em 29 de janeiro, o time Sub 20 do Flamengo fez sua última apresentação representando o Flamengo na Taça Guanabara. Afinal, o time principal do Flamengo voltou das férias e já iria jogar na próxima partida. Antes do Fla-Flu, a torcida rubro-negra viu Pablo Marí se despedir, indo jogar no Arsenal da Inglaterra e viu a chegada do zagueiro Léo Pereira, que era do Athletico Paranaense. A partida contra o Fluminense, que jogou com seu time principal foi decidida por um detalhe. A garotada rubro-negra fez um bom primeiro tempo, jogando de igual contra um time de jogadores tricolores já experientes. O empate sem gols foi o placar da primeira etapa No segundo tempo, o Flamengo chegou a perder duas grandes chances de gol, mas foi o Fluminense que marcou aos 31 minutos. Os “garotos do ninho” não abaixaram a cabeça e partiram para cima. Se não fossem duas grandes intervenções do goleiro adversário, o placar teria sido outro. Mas, no final, a garotada rubro-negra deixou o campo sob aplausos dos torcedores, que reconheceram a luta e a determinação. Os tricolores comemoraram como se fosse decisão. Até porque, a diferença entre os times principais de cada um era abissal. 
Em 3 de fevereiro, mais de 53 mil pessoas foram ao Maracanã para ver finalmente o time titular do Flamengo estrear na Taça Guanabara. E olha que era uma segunda feira e chovia muito sobre o Rio de Janeiro. Com uma semana de treinamento apenas, Jorge Jesus levou a campo o que tinha de melhor. Só não jogaram Rodrigo Caio que estava machucado e na quarta zaga, com o empréstimo de Pablo Marí para o Arsenal, jogou Thuler, já que Léo Pereira ainda estava fora de forma. A partida, como era de se esperar, teve o Flamengo senhor da situação, com o Resende todo retrancado, jogando por uma bola. Bruno Henrique chegou a chutar uma bola no travessão e o goleiro adversário fechou o gol. O time estava ainda sem ritmo de jogo e falhou muito nas conclusões ao gol. No segundo tempo, o panorama não mudou, mas aos 20 minutos, num contra ataque rápido o Resende fez 1 x 0. Logo a seguir, Jorge Jesus colocou em campo dois de seus seis novos jogadores, Pedro entrou no lugar de Arrascaeta e Michael entrou no lugar de Diego, que começou na vaga de Gerson, que entrou mais tarde. O Flamengo cresceu e logo depois Pedro chutou, a bola tocou no pé do zagueiro e foi morrer no cantinho do gol. Era o empate. Não demorou muito e Bruno Henrique cruzou na cabeça de Gabriel, que tocou no canto. Era gol do Gabigol. E no finalzinho do jogo, Michael lançou Pedro, que cruzou na medida para Bruno Henrique fechar o placar. Uma vitória importante, mas que mostrou que o time ainda precisava de ritmo de jogo.
Em 8 de fevereiro, exatamente um ano da maior tragédia já ocorrida na história do Flamengo, que foi a morte de dez jogadores da base, num incêndio no Ninho do Urubu, mais de 60 mil torcedores foram ao Maracanã para ver o Flamengo conquistar mais uma vitória e também para prestar todas as homenagens possíveis aos “Garotos do Ninho”. Havia muita crítica à diretoria, que apesar de estar agindo de forma correta dentro de todos os trâmites jurídicos, vinha deixando a desejar no trato com as famílias dos garotos mortos. Algumas mídias, principalmente uma que estava em litígio com o clube e tendo um grande prejuízo, massacrava o Flamengo sempre que podia. A torcida, por sua vez, realizou grandes homenagens durante a partida. O treinador Jorge Jesus mandou a campo contra o Madureira seu time titular, com a ausência de Rodrigo Caio, que se recuperava de um corte no joelho. Em seu lugar jogou Gustavo Henrique e ao seu lado, fez sua estréia Leó Pereira. No primeiro tempo, o Flamengo dominou a partida, mas não conseguiu transformar em gol o seu domínio. Também errou muitos passes, típico de um time que não fez pré temporada e procurava achar ritmo de jogo. No segundo tempo, o Flamengo continuou a dominar a partida e com a entrada de Michael e Pedro, o time melhorou. Não demorou muito e o Flamengo fez seu primeiro gol. Bruno Henrique ia marcar o gol, mas foi derrubado. Antes do árbitro marcar pênalti, Gabriel chutou e marcou 1 x 0. A partir do gol, o Flamengo manteve seu domínio, mas tirou o pé do acelerador. Somente voltou a marcar aos 47minutos, quando Michael foi à linha de fundo e cruzou. Diego ajeitou para chutar, mas Pedro mandou no ângulo, marcando seu segundo gol com a camisa do Flamengo. Classificação para a semi final da Taça Guanabara conquistada, agora era esperar o adversário.
E o adversário foi o Fluminense. Na outra semifinal estavam Volta Redonda e Boavista. Mais de cinqüenta mil torcedores foram ao Maracanã para ver o Fla Flu que decidiria quem iria para a final da Taça Guanabara. E o público só não foi maior, pois os tricolores não foram em grande número. No primeiro tempo, o Flamengo deitou e rolou. Marcou 1 x 0 logo aos 2 minutos, com Bruno Henrique cabeceando. Marcou 2 x 0 aos 8 minutos com Gabigol e somente não fez mais porque o goleiro do Fluminense não deixou. Foi pouco para o Flamengo. No segundo tempo, logo aos 8 minutos, Gabriel deu um passe de calcanhar para Filipe Luís chutar cruzado e marcar 3 x 0. Tudo levava a crer numa grande goleada. E até os 20 minutos, o Flamengo dominou a partida. Foi quando Jorge Jesus tirou Gerson e colocou Diego. O time caiu e o Fluminense, que não tinha mais nada a perder, partiu para cima. A dupla de zaga formada por Gustavo Henrique e Léo Pereira começou a bater cabeça e a falhar constantemente. Com isso, o Fluminense marcou o primeiro gol. Logo depois, após uma jogada em que um jogador do Fluminense em impedimento foi na bola e depois parou, surgiu um cruzamento e a zaga rubro-negra falhou de novo. Segundo gol tricolor. E o que parecia fácil demais, se transformou em sufoco. O Fluminense chegou a marcar mais dois gols, mas foram anulados devido a impedimentos vistos no VAR. O árbitro deu 9 minutos a mais no tempo de jogo. E no último lance, Gustavo Henrique puxou a camisa de um jogador do Fluminense dentro da área. Acontece que, no início da jogada, o jogador do Fluminense estava impedido e o lance foi anulado. Foi no sufoco, mas o Flamengo estava classificado para decidir a Taça Guanabara. Mas, antes, o Flamengo jogaria uma outra decisão.
Em 16 de fevereiro, o estádio Mané Garrincha em Brasília recebeu a decisão da Super Copa do Brasil. Flamengo, Campeão Brasileiro e Athlético Paranaense, Campeão da Copa do Brasil em 2019, decidiram o primeiro título do ano de 2020. O jogo começou às 11 horas da manhã e o estádio recebeu um grande público, maioria absoluta do Flamengo. No primeiro tempo, o Flamengo dominou a partida do início ao fim. O Flamengo jogou com Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Gustavo Henrique, Filipe Luís, Willian Arão, Gerson, Arrascaeta, Everton Ribeiro, Gabriel e Bruno Henrique. E com sua força máxima, o Flamengo empurrou o Athlético para a defesa e as chances de gol começaram a surgir. Aos 15 minutos, a bola veio de Diego Alves, passou pelo meio de campo e chegou a Gabriel na ponta direita. Ele cruzou n medida para a cabeçada de Bruno Henrique, que estufou as redes. Explosão no Mané Garrincha. O domínio continuou, até que aos 29 minutos a bola foi cruzada na área do Athlético. O zagueiro tocou de peito para o goleiro, que demorou um segundo para sair na bola. Tempo suficiente para Gabriel se antecipar, tirar do goleiro e fazer 2 x 0. No final do primeiro tempo, o Athlético perdeu duas chances de gol, o que fez acordar o Flamengo. No segundo tempo, o panorama do jogo não mudou. O Flamengo dominou a partida e o Athlético não conseguia levar perigo ao gol de Diego Alves. Com o calor de meio dia, o Flamengo pisou um pouco no freio, mas ainda fez o terceiro gol. Bruno Henrique entrou pela esquerda e cruzou. O goleiro Santos tocou na bola com o pé, que se ofereceu a Arrascaeta. Ele  chutou de primeira e estufou as redes. Flamengo 3 x 0 e a torcida comemorando muito. Até o final do jogo, o Flamengo tocou a bola em ritmo de treino e acabou se tornando Super Campeão do Brasil. Era o primeiro título do ano. 
 Em 19 de fevereiro, o Flamengo foi a Quito e seus 2785 metros de altitude para enfrentar o Independiente Del Valle, campeão da Copa Sul Americana de 2019. Em disputa a Recopa Sul Americana, com o Flamengo na qualidade de campeão da Copa Libertadores da América. Gabriel não poderia jogar, pois havia sido expulso na partida final contra o River Plate. Quando todos esperavam que Pedro entrasse em seu lugar, o treinador Jorge Jesus inovou. Colocou Diego no lugar de Arrascaeta, que passou para a esquerda e colocou Bruno Henrique no comando de ataque. No primeiro tempo, o Flamengo não conseguiu dominar a partida. O time equatoriano teve mais posse de bola e chegou com mais perigo ao gol de Diego Alves. Aos 20 minutos, numa cobrança de falta no bico esquerdo da grande área, Diego Alves foi atrasado na bola e o Independiente Del Valle saiu na frente no placar. Logo depois, Bruno Henrique foi lançado, partindo do seu campo de defesa. Ele entrou na área, driblou o goleiro e marcou um belo gol. Acontece que o auxiliar levantou a bandeira, anulando o gol. O lance foi visto e revisto pelo VAR, que levou incríveis 4 minutos, para achar uma forma de anular o gol do Flamengo. E conseguiram. Apesar do ângulo nada favorável, disseram que o ombro do jogador estava além da linha do meio de campo. Um absurdo. Fim do primeiro tempo e o Flamengo não jogou bem. No intervalo, o treinador Jesus tirou Diego e colocou Vitinho, que entrou bem na partida, driblando e fazendo jogadas na linha de fundo. Num contra ataque rápido, Bruno Henrique foi lançado na velocidade. Ele ganhou na corrida de seu marcador, entrou na área e quando tocou na saída do goleiro, foi atingido de forma criminosa na perna direita. Ele caiu se contorcendo em dores e não houve nem comemoração. Todos viram que a lesão poderia ser grave. Até mesmo uma fratura. Bruno Henrique foi levado de ambulância para um hospital. Logo depois, Rodrigo Caio sentiu uma fisgada no músculo adutor da coxa esquerda e também saiu. Thuler entrou em seu lugar. No lugar de Bruno Henrique entrou Pedro, que acabou fazendo o segundo gol aos 40 minutos, após uma bela jogada de Everton Ribeiro, que cruzou da linha de fundo. Era o terceiro gol de Pedro, que jogara até então 53 minutos com a camisa do Flamengo em 4 jogos. Tudo se encaminhava para uma vitória, quando uma bola foi lançada para a ponta esquerda. Rafinha fez a cobertura, tirou o corpo do choque contra o adversário, que se jogou e o pênalti foi marcado. Revolta geral. Mais uma vez o VAR decidiu contra o Flamengo. Gol do Independiente Del Valle e o placar de 2 x 2 quase foi alterado duas vezes pelo time equatoriano. Com o empate, o Flamengo levou a decisão para o Maracanã. Se houvesse empate, haveria prorrogação e se o empate persistisse, haveria pênaltis. Mas, ainda restava saber se Bruno Henrique havia fraturado ou não a perna. A notícia que tranqüilizou a todos só veio na madrugada de quinta feira. Não houve fratura, mas foi constatada uma lesão no ligamento do joelho direito. Sorte que não foi necessário realizar cirurgia. Mas sua escalação para o jogo decisivo ficava em dúvida.
Em 22 de fevereiro, um sábado de carnaval chuvoso, mais de 53 mil torcedores foram ao Maracanã para incentivar o Flamengo para mais uma conquista. Flamengo e Boavista decidiram a Taça Guanabara. O Flamengo foi a campo com apenas um titular, que foi Gabriel. O treinador Jorge Jesus decidiu preservar seus jogadores para a decisão da Recopa Sul Americana. O jogo teve início e logo aos 5 minutos o Boavista fez 1 x 0. Numa cobrança de falta do bico direito da grande área, a bola foi chutada com violência e entrou no ângulo do goleiro César. A dupla de zaga formada por Gustavo Henrique e Léo Pereira batia cabeça e não se entendia, principalmente Léo Pereira. Com isso, o Boavista levou mais perigo ao gol rubro-negro. Somente após a interrupção para hidratação dos jogadores é que o Flamengo começou a melhorar. Algumas chances foram criadas, mas o goleiro Cléber fez algumas grandes defesas. Até que, ao final do primeiro tempo, Vitinho cobrou um escanteio, lançando a bola para Diego, que estava de frente para a grande área. Ele matou a bola no peito e desferiu um chute violento. A bola desviou num zagueiro adversário, subiu e matou o goleiro do Boavista. Explosão da torcida e jogo empatado. No segundo tempo, o Flamengo partiu para cima e o Boavista se retrancou, procurando um erro do Flamengo para tentar desempatar. O Flamengo dominou a partida e foi perdendo grandes chances. O treinador português mandou a campo três titulares, para tentar conquistar o título. Everton Ribeiro, Gerson e Willian Arão deram maior volume de jogo ao Flamengo. Até que aos 34 minutos, Everton Ribeiro recebeu de Gabriel, tocou para Pedro, que de calcanhar deixou Gabigol livre. Ele tocou de primeira e a bola morreu no fundo do gol. Mais uma explosão da torcida e o Flamengo partiu para ser campeão mais uma vez num espaço de seis dias. Era o quinto gol de Gabigol em cinco jogos. Fim de partida e o Flamengo recebeu a Taça Guanabara pela vigésima segunda vez na sua história, ratificando a sua condição de maior vencedor da Taça Guanabara. Mas, a torcida queira mais.
Em 26 de fevereiro, Flamengo e Independiente Del Valle foram ao Maracanã para decidir a Recopa Sul Americana. Setenta mil rubro-negros encheram o Maracanã para incentivar o Flamengo. Era a chance de conquistar o terceiro título em dez dias. Infelizmente Bruno Henrique e Rodrigo Caio não se recuperaram e desfalcaram o time na decisão. Com isso, o Flamengo foi a campo com Diego Alves, Rafinha, Gustavo Henrique, Léo Pereira e Filipe Luís, Willan Arão, Gerson e Arrascaeta, Everton Ribeiro, Gabriel e Pedro. O Independiente Del Valle jogou com uma vistosa camisa rosa choque e partiu para cima do Flamengo. Até os 19 minutos, o Flamengo teve dificuldades para chegar ao gol do time equatoriano. Por sua vez, o Del Valle ficou com mais posse de bola, mas não chegou a levar perigo. O jogo estava equilibrado. Foi quando uma bola chutada para cima por Willian Arão pingou na entrada da área. Com medo de perder a bola, o zagueiro do Independiente cabeceou para cima no intuito de atrasar a bola para o goleiro. Para evitar o gol contra, o goleiro se esticou tocou de leve na bola, que se chocou com o travessão. Gabriel veio na corrida e estufou as redes. Explosão no Maracanã. Festa total da torcida do Flamengo. Mas, a festa virou drama, quando quatro minutos depois, Willian Arão chutou o peito do adversário, meio sem querer. O árbitro deu o cartão amarelo, mas após ser chamado pelo VAR, mudou a cor do cartão para vermelho. Com menos um jogador aos 23 minutos do primeiro tempo. E agora? Jorge Jesus não teve outra forma. Tirou de campo Pedro e colocou em seu lugar o cabeça de área Thiago Maia. Até o final do primeiro tempo, o Independiente Del Valle ficou com a posse de bola, mas não criou chances para marcar. Ao contrário, o Flamengo criou a maior chance de gol quando num contra ataque, Gabriel levou a marcação de três jogadores e chutou no cantinho do goleiro, que tirou com a ponta dos dedos. No segundo tempo, se esperava que o time equatoriano viesse com a faca nos dentes. Mas, o Flamengo muito bem postado, conseguiu impedir os ataques do adversário. Aos 10 minutos, ocorreu o lance da partida. Uma bola foi lançada em diagonal chegando livre ao atacante do Independiente. Ele dominou cara a cara com Diego Alves e tocou a bola no canto direito do goleiro. Ele esticou a perna no reflexo e desviou a bola para escanteio. Um milagre. Aos 16 minutos, Gabriel, que era a maior figura em campo, deu um drible seco na ponta direita, junto a linha de meio de campo e partiu para o ataque. Na linha de fundo ele tocou para o meio da pequena área. A bola foi rebatida para trás. Gerson veio na corrida, dominou a bola e chutou no cantinho. A bola bateu na trave e entrou. A torcida explodiu de alegria e comemoração mais uma vez. Logo depois, Jorge Jesus colocou Vitinho em campo no lugar de Arrascaeta e Michael no lugar de Everton Ribeiro. E aos 43 minutos, depois de um jogador do Del Valle ter sido expulso por uma entrada criminosa em Gustavo Henrique, Michael roubou a bola, partiu para o contra ataque e lançou Vitinho. Ele partiu livre e foi para a esquerda. Já dentro da área e com a marcação de três adversários, ao invés de chutar de qualquer maneira, ele tocou para Gerson, que chutou no cantinho direito do goleiro e comemorou com o famoso Vapo Vapo. Fim de papo e Flamengo campeão da Recopa Sul Americana. Os jogadores e toda a comissão técnica foram condecorados com as medalhas. E com o taça na mão, o time deu a volta olímpica no gramado do Maracanã, para o delírio da torcida rubro-negra, que não cansava de ganhar títulos.
Voltando ao Campeonato Estadual, o Flamengo estreou na Taça Rio contra a Cabofriense. Jorge Jesus levou a campo um time reserva, com apenas dois titulares: Gabriel e Willian Arão. O jogador Pedro Rocha fez sua estréia no Flamengo. A partida foi amplamente dominada pelo Flamengo. Gabigol e Michael levaram muito perigo ao gol do time da Região dos Lagos. E foi numa jogada de Gabriel, onde ele cruzou a bola na pequena área, que Michael marcou seu primeiro gol com a camisa do Flamengo. O jogo seguia tranqüilo, quando num chute de fora da área, a Cabofriense empatou. O Flamengo poderia ter ido para o vestiário no intervalo vencendo a partida, mas perdeu algumas chances de gol. No segundo tempo, o Flamengo continuou a dominar. Aí veio o show de Gabigol. Ele marcou três vezes e o placar de 4 x 1 ficou de bom tamanho. Bom início de Taça Rio.
Em 4 de março, o Flamengo foi a Barranquilla na Colômbia, para estrear na Taça Libertadores. O time jogou com quatro desfalques, que foram Rodrigo Caio, Rafinha e Bruno Henrique machucados e Willian Arão suspenso pela expulsão na decisão da Recopa Sul Americana. E o começo não poderia ser melhor, pois logo no início da partida, Everton Ribeiro escorou um cruzamento de Arrascaeta e fez 1 x 0 para o Flamengo. O time do Júnior Baranquilla mostrava-se fraco e facilmente dominado. Acontece que aos poucos, o Flamengo foi deixando de lado o toque de bola e começou a fazer ligações diretas da defesa para o ataque, proporcionando ao adversário muita posse de bola. O goleiro Diego Alves não viveu grande perigo, mas o Flamengo poderia ter resolvido o jogo logo no primeiro tempo. Vitinho não conseguia levar o time ao ataque e Arrascaeta ficou sumido no jogo. O susto maior ficou para uma falha de Gerson, que perdeu a bola na entrada da área e Diego Alves salvou o gol. No segundo tempo, o time voltou igual e não conseguia dominar as ações. O Júnior veio pra cima e começou a levar perigo. Foi quando Jorge Jesus tirou Arrascaeta e colocou em campo Michael. Com isso, Everton Ribeiro foi para o meio e Michael jogou pela direita. O time melhorou e Gabriel chegou a perder duas grandes chances de gol. Mas, o time colombiano atacou e rondou a defesa do Flamengo muito mais do que deveria. Num contra ataque no final do jogo, a bola foi a Michael, que deixou Everton Ribeiro livre para marcar o segundo gol. Tudo resolvido, mas no último lance do jogo, numa bola levantada na área, a defesa falhou e o Flamengo tomou o gol. Vitória fora de casa na Libertadores sempre é importante, mas o time não jogou bem.
Voltando ao Campeonato Estadual, Flamengo e Botafogo fizeram o clássico da segunda rodada da Taça Rio. O Flamengo não contou com Rodrigo Caio, Rafinha, Filipe Luís e Arrascaeta. Everton Ribeiro, que foi convocado pelo técnico Tite da Seleção Brasileira para as primeiras rodadas das Eliminatórias da Copa do Mundo, juntamente com Gabigol e Bruno Henrique, comandou o time no meio de campo. No primeiro tempo, o Flamengo não se encontrou. O Botafogo somente se defendeu e jogou no contra ataque. E em dois deles, o perigo rondou o gol de Diego Alves. No primeiro a bola foi chutada na trave. No segundo, no último minuto do primeiro tempo, o Botafogo fez o gol, mas o VAR anulou por impedimento. No segundo tempo, o Flamengo se acertou em campo e dominou a partida. Aos 13 minutos, Michael entortou seu marcador e cruzou. O goleiro Gatito Fernandes tocou na bola, que se ofereceu a Everton Ribeiro, que chutou de primeira e marcou o gol. Festa dos 50 mil torcedores do Flamengo que foram ao Maracanã. A torcida do Botafogo simplesmente não foi. Logo depois, Renê foi a linha de fundo e tocou para Gabriel. Ele dominou, driblou seu marcador, chutou e marcou o segundo gol do Flamengo. A partida estava completamente dominada e o Botafogo somente se defendia. Numa saída de bola errada, o goleiro do Botafogo tentou driblar Everton Ribeiro, que lhe tomou a bola. O goleiro fez pênalti e a bola foi colocada na marca fatal. Gabriel chutou de cavadinha, a bola bateu no travessão e na volta Diego marcou o gol de cabeça. O VAR marcou invasão da área tanto por rubro-negros, quanto por alvi-negros. O árbitro anulou o gol e mandou cobrar o pênalti novamente. Gabriel, dessa vez, chutou forte, mas a bola bateu no travessão de novo. Não demorou muito, Gabriel lançou Michael, que tocou na saída do goleiro e fez 3 x 0. Everton Ribeiro ainda mandou uma bola no travessão. Isto é, no segundo tempo, foi um massacre do Flamengo. Uma vitória para mostrar que o Flamengo estava realmente em outro patamar.   
Em 11 de março, o Flamengo levou mais de 63 mil torcedores ao Maracanã, quebrando mais recordes, para enfrentar o Barcelona de Guaiaquil pela segunda rodada da Libertadores. Foi um jogo em que a superioridade do Flamengo foi mais que evidente. Em nenhum momento o time equatoriano levou perigo para o Flamengo. As chances no primeiro tempo foram se avolumando, mas somente no final da partida o Flamengo abriu o placar. Primeiro, numa cabeçada do zagueiro Gustavo Henrique, que tocou por cima do goleiro. Logo depois, a bola foi cortada com o braço pelo zagueiro do Barcelona e o árbitro marcou o pênalti. Gabriel bateu e fez 2 x 0. No segundo tempo, o Flamengo logo marcou o terceiro gol numa cabeçada de Bruno Henrique, após cobrança de escanteio. A partir daí, o jogo virou um mero amistoso, com o Flamengo tocando a bola e deixando de marcar mais gols. Tanto que após a partida, o Flamengo ficou em segundo na tabela pelo saldo de gols, já que o Independiente Del Vale marcou mais gols nas duas primeiras rodadas. 
Durante o ano de 2020, um fato deixou o mundo extremamente preocupado e o esporte mundial foi severamente atingido. Uma epidemia de um vírus chamado Novo Coronavírus começou na China, onde milhares de pessoas vieram a morrer. O Coronavírus causa gripe nas pessoas, mas este novo tipo de vírus, muito mais agressivo, colocou a vida das pessoas em grande risco. Rapidamente o vírus se espalhou pela Europa, onde inicialmente a Itália foi o país mais atingido e com maior número de vítimas. Espanha, Alemanha, Inglaterra e Portugal também apresentaram um número enorme de contaminados e de mortos. Logo, o vírus chegou às Américas e África. E, o que era uma epidemia, se transformou numa Pandemia. A cada dia, mais pessoas se contaminavam e as aglomerações de pessoas passaram a ser proibidas. Com isso, no mesmo dia que o Flamengo venceu o Barcelona, os jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo foram adiados. Vários campeonatos de futebol no mundo todo foram cancelados ou adiados. A NBA, liga de Basquete Norte Americano, cancelou seus jogos. A Fórmula Um teve corridas canceladas e adiadas. A terceira rodada da Libertadores foi adiada por tempo indeterminado. Jogos passaram a ser disputados com portões fechados. O medo do contágio e de morrer tomou conta do mundo. Com isso, a incerteza do que iria acontecer no esporte por todo o mundo deixou a todos sem ação.
E foi nesse clima tenebroso que Flamengo e Portuguesa foram ao Maracanã, que ficou fechado ao público. Clima estranho, sem o calor da torcida. Mas, como a situação assim mandava, assim foi feito. O Flamengo jogou sem Diego Alves, Filipe Luís e Gabigol. No primeiro tempo, o Flamengo dominou as ações, mas encontrou um ferrolho quase intransponível. Num chute de Everton Ribeiro e numa cabeçada de Bruno Henrique, a bola quase entrou, mas ao final do primeiro tempo, o placar de 0 x 0 ficou estampado no placar. No segundo tempo, a situação foi a mesma, porém, foi a Portuguesa quem fez o gol. Num chute de fora da área, a bola bateu nas costas de Rafinha e matou o goleiro César. Após o gol da Portuguesa, o Flamengo partiu para o ataque, mas o ferrolho ficou mais fechado ainda. Vitinho, Lincoln e Michael entraram, mas a dificuldade foi a mesma. Foi quando, aos 43 minutos, Vitinho chutou cruzado, a bola bateu em Marcão e entrou. Foi um empate que poucos ainda acreditavam que aconteceria. Mas, tinha mais. Aos 46 minutos, Arrascaeta recebeu na estrada da área e chutou no cantinho. Gol da virada e da vitória do Flamengo, que assim, mantinha sua invencibilidade.
Logo após a terceira rodada da Taça Rio, o Campeonato Estadual foi interrompido por tempo indeterminado. O que não deixava claro se o campeonato seria reiniciado ou não e como ficariam as outras competições, como Taça Libertadores, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. Teríamos datas suficientes? Os campeonatos seriam cancelados? Até então, ninguém sabia de nada. Somente havia o medo de contrair o vírus e vir a morrer, como já havia acontecido aos milhares na Europa e Ásia. A ordem era que todos ficassem em casa. O esporte do mundo inteiro parou. E, além disso tudo, estava a possibilidade de uma crise econômica mundial. Os clubes iriam sobreviver caso a interrupção se prolongasse e eles não faturassem absolutamente nada? O prognóstico que se formava, não somente para o esporte, mas para todas as pessoas, era assustador.              
Devido ao momento de crise, o Flamengo decidiu dar férias aos jogadores até o dia 20 de abril, isto é por 20 dias, na expectativa de que até lá, a situação já estivesse resolvida. Até mesmo a renovação de contrato com o treinador Jorge Jesus ficou no impasse e ele voltou a Portugal para ficar junto com a família durante a Pandemia do Novo Coronavírus.
Acontece que abril chegou ao fim, chegamos a maio e a situação somente piorava. O número de mortos no Brasil chegava a mais de 800 por dia e mais de 16 mil pessoas já haviam morrido. No mundo todo, mais de 300 mil pessoas já haviam perecido e ainda havia muita incerteza no ar. O mundo todo havia parado e o medo era evidente.
Apesar do Brasil apresentar um número crescente de vítimas, alguns clubes como o próprio Flamengo voltaram aos treinamentos, o que determinou críticas de todos os lados. Jorge Jesus já havia retornado ao Brasil e começou a comandar treinamentos no Ninho do Urubu. A diretoria do Flamengo manteve os atletas e todos os funcionários sob rígido controle de exames. Mesmo assim, alguns contraíram o vírus. Dentre eles, tivemos uma baixa. O massagista Jorginho, veterano dentro do clube, com mais de 40 anos de serviços prestados, faleceu vítima desta doença terrível. Maio chegava ao fim com um número médio diário de mais de mil mortos e um total de 28 mil. E a crise financeira só piorava. As perspectivas não eram nada boas.    
Em junho, finalmente o técnico Jorge Jesus renovou seu contrato com o Flamengo. Este contrato tinha a duração de um ano. Já havia na FERJ, CBF e órgãos de justiça, uma verdadeira batalha pela volta do futebol, mesmo que sem público nos estádios. Após muita discussão, os clubes foram autorizados a voltar a treinar com bola, tendo que realizar rígidos exames em seus jogadores e membros da comissão técnica. Mas, o número de vítimas no Brasil já chegava a 40 mil pessoas e não parava de crescer. 
Finalmente, após reuniões, brigas e polêmicas, a FERJ aprovou o retorno do Campeonato Estadual. Como Botafogo e Fluminense não haviam colocado seus jogadores para treinar, não quiseram retornar e foram até o STJD para não entrarem em campo. Todos os outros clubes do Estadual estavam treinando e não se opuseram ao retorno. Foi elaborado um protocolo de exames em jogadores, que foi proposto pelo Flamengo, para um retorno mais seguro. Os estádios não receberiam público, pois a pandemia estava em curso e o Brasil ainda vivia um momento muito difícil.
Em 18 de junho, 3 meses e 4 dias após seu último jogo e 2 dias após o Maracanã completar 70 anos de vida, o Flamengo enfrentou o Bangu pela quarta rodada da Taça Rio. O técnico Jorge Jesus mandou a campo sua força máxima e o jogo foi um treino de luxo. O Bangu não ameaçou um momento sequer. No primeiro tempo, somente um gol, num chute de Arrascaeta, pegando um rebote dentro da área. No segundo tempo, em ritmo de treino mesmo, o Flamengo marcou mais dois gols, com Bruno Henrique cabeceando um centro de Gabriel, e de Pedro Rocha que entrou livre e deslocou o goleiro com um chute no canto. Foram realizadas na partida cinco substituições, já que durante o retorno dos jogos após a paralisação os jogadores ainda sem a forma física ideal poderiam se machucar com mais facilidade, a FIFA autorizou este número de substituições durante os jogos. Mas, as polêmicas ainda estavam no ar.
O Flamengo brigou com a Rede Globo de Televisão o ano todo. Tanto que seus jogos não foram transmitidos ao vivo no Campeonato Estadual. No ápice dessa briga, o presidente Rodolfo Landim foi a Brasília e conseguiu que o presidente da república, Jair Bolsonaro, emitisse uma medida provisória, onde cada clube mandante de uma partida poderia vender os direitos de transmissão para quem quisesse. Com isso, a partida contra o Boavista no Maracanã foi transmitida pela Fla TV, conseguindo um recorde mundial de expectadores em um evento esportivo visto pelo You Tube. Era o Flamengo revolucionando o mundo do futebol mais uma vez.
Ainda com o Maracanã sem público, o Flamengo realizou a última partida pela fase classificatória da Taça Rio contra o Boavista. A partida foi um treino de luxo, onde o Flamengo encurralou o Boavista em seu campo de defesa por 90 minutos. Foi também um festival de gols perdidos. Gabigol não jogou, sendo poupado. Pedro entrou em seu lugar e fez o primeiro gol. No segudno tempo, Gerson marcou um golaço e fechou o placar. Poderia ser de muito mais, mas o goleiro Klever pegou quase tudo. Com o resultado, o Flamengo iria enfrentar o Volta Redonda na semi final da Taça Rio. A outra semi final ficaria por conta de Fluminense e Botafogo. O Vasco foi eliminado do campeonato e não poderia mais ser vice de novo.
Em 5 de julho, Flamengo e Volta Redonda fizeram um dos jogos da semi final da Taça Rio. No início do jogo, o Volta Redonda impôs uma correria por 20 minutos. Mas, nada que pudesse levar grande perigo a zaga do Flamengo. Aos 21 minutos, após lançamento de Gabriel, Bruno Henrique marcou 1 x 0 e a partir daí só deu Flamengo. O goleiro Douglas do Volta Redonda começou a aparecer com grandes defesas. No segundo tempo, novamente após um passe de Gabriel, Bruno Henrique driblou o goleiro e marcou 2 x 0 logo no início. E o panorama não mudou. O Flamengo dominou o jogo e o goleiro salvou várias oportunidades. Final de jogo e o Flamengo estava classificado para decidir a Taça Rio contra o Fluminense, que às duras penas empatou de 0 x 0 com o Botafogo. Caso o Flamengo conquistasse a Taça Rio, seria campeão Estadual, pois a Taça Guanabara já estava na Gávea. 
Em 8 de julho, perante a um Maracanã vazio, Flamengo e Fluminense foram a campo para decidir a Taça Rio. O favoritismo do Flamengo era enorme. Afinal de contas, o Fluminense não havia vencido nenhum jogo e não havia marcado um gol sequer após a volta da paralisação. O Fluminense jogou desfalcado de Fred e Ganso, o que para muitos era um grande reforço para o time tricolor. E, como futebol é um esporte sem lógica alguma, o Fluminense fez seu melhor jogo até então, não dando espaços em sua defesa para o ataque do Flamengo trabalhar. A marcação foi muito bem feita. Diego Alves já havia feito uma grande defesa numa cabeçada cara a cara com Gilberto. Mas, logo depois, o mesmo Gilberto, em impedimento que o VAR ignorou, fez de cabeça o gol do Fluminense. Ao voltar para o segundo tempo, o Flamengo encurralou o Fluminense, que passou a jogar em sua defesa. O Flamengo dava pressão, mas foram poucas as chances de gol criadas. Dava para perceber que o dia não era do Flamengo. Bruno Henrique, Arrascaeta e Everton Ribeiro não estavam nada inspirados. Gabriel não conseguia penetrar na área e foram poucas as vezes em que chutou a gol. Mesmo assim, só dava Flamengo. Jorge Jesus, que passou a semana sendo assediado pelo Benfica, mostrava-se meio apático, diferente de outras vezes. Ele mandou a campo Diego, Pedro, Michael e Vitinho. Saíram Gerson, Arrascaeta, Everton Ribeiro e Bruno Henrique. E mal entrou em campo, Pedro escorou um cruzamento perfeito de Filipe Luís e empatou a partida. Antes, Gerson havia perdido um gol feito, cabeceando para fora. Após o empate, Bruno Henrique chegou a cabecear uma bola com endereço certo, que foi salva em cima da linha, antes de ser substituído. Com as substituições, o Flamengo perdeu bons cobradores de pênaltis. E como a partida acabou empatada, a Taça Rio foi decidida nas cobranças da marca do pênalti. O Fluminense fez 1 x 0 e Gabigol empatou. Diego Alves defendeu a segunda cobrança, tricolor. Mas, Willian Arão desperdiçou também. O Fluminense fez 2 x 1. Léo Pereira chutou para fora e o Fluminense acabou fazendo 3 x 1. Diego Alves espalmou a bola, que bateu no travessão, bateu em cima da linha e não entrou. Na hora de empatar a série, Rafinha chutou para a defesa do goleiro Muriel. Pronto, o Flamengo havia dado de graça a Taça Rio para o Fluminense, que com todas as suas limitações, conquistou a Taça Rio. Frustração da torcida, que agora iria ver dois Fla-Flus para decidir quem seria o campeão Estadual.  
Durante os dias que antecederam o primeiro jogo da final, dois assuntos dominaram os noticiários. Como explicar a atuação do Flamengo, que foi um time apático em campo? O que será que aconteceu ? Os principais jogadores estiveram numa noite muito infeliz e um título dado como certo foi perdido de forma surpreendente. A outra situação ficou por conta da possível ida do Mister Jorge Jesus para o Benfica. O time português acenou com um salário irrecusável, praticamente o dobro do que o Flamengo paga ao Mister. E a forma apática com que o treinador se portou durante a decisão da Taça Rio, deixou todos com a impressão de que era questão de tempo, isto é, após o término do estadual, para ele anunciar a sua saída. E caso saísse, como o Flamengo iria fazer para recompor toda uma comissão técnica ? Eram as dúvidas que ficavam no ar.    
Em 12 de julho, Flamengo e Fluminense voltaram ao Maracanã para realizarem o primeiro jogo da final do Campeonato Estadual. O Flamengo havia perdido Bruno Henrique, que apresentou pequena lesão na panturrilha e foi poupado. O técnico Jorge Jesus surpreendeu a todos, fazendo várias modificações na equipe. Gustavo Henrique entrou no lugar de Léo Pereira na zaga, Diego entrou no lugar de Gerson, Pedro substituiu Everton Ribeiro e Vitinho entrou no lugar de Bruno Henrique. Ele mudou jogadores na defesa, meio de campo e ataque, numa formação que nunca havia jogado. A torcida já ficou apreensiva. No primeiro tempo, o Fluminense começou atacando o Flamengo, que se mostrou um pouco desentrosado, mas, aos poucos foi começando a ter mais posse de bola. Gabriel obrigou o goleiro tricolor a fazer grande defesa, de mão trocada mandando a bola para escanteio. Logo depois, aos 28 minutos, o Flamengo veio tocando a bola. De Vitinho para Arrascaeta, que tocou para Diego, que deixou Pedro livre. Ele tocou com categoria no ângulo de Muriel. O Flamengo saía na frente na decisão. Perdendo o jogo, o Fluminense se abriu, mas não levou perigo ao gol de Diego Alves. Mas, o Flamengo também não fez um grande jogo. No segundo tempo, o Fluminense veio para cima e dominou as ações. Diego Alves já começava a aparecer com boas defesas. Era nítido que Jorge Jesus precisava substituir jogadores. E quando Everton Ribeiro, Gerson e Michael se preparavam para entrar, o Fluminense empatou a partida Uma bola foi cruzada da esquerda e escorada de dentro da pequena área. Com a entrada dos três jogadores, o Flamengo passou a tocar melhor e equilibrar a partida, mas o Fluminense se desdobrava em campo, para tentar a vitória. Após escanteio cobrado pelo Fluminense, a bola sobrou para Rafinha no bico da grande área. Ele fez um lançamento longo para Gabriel na ponta direita. Ele correu juntamente com Egídio, que o marcava. Gabriel conseguiu se livrar de Egídio e ficou livre. Ele viu a chegada livre de Michael e tocou a bola para ele cutucar para dentro do gol. Com o gol, o Fluminense se desesperou e deu pressão. Era nitidamente um time com vontade de ganhar, contra um Flamengo meio burocrático e jogando para não tomar gol, algo inimaginável durante o período em que Jorge Jesus esteve a frente do Flamengo. Ele novamente se portou a beira de campo de forma apática, o que aumentava ainda mais a crença de que ele estava de malas prontas para o Benfica. Até o final da partida, o Fluminense atacou. Tudo parecia já consumado, mas ainda havia um último ato. Jorge Jesus iria colocar Léo Pereira no lugar de Gabriel. Mas, parece que houve uma confusão e pensou-se que quem sairia era Rodrigo Caio. Naquela confusão Gabriel ficou sem saber o que fazer e levou longínquos 36 segundos para deixar o campo, aos 49 minutos. O árbitro, de forma exagerada, tirou o segundo cartão amarelo e expulsou Gabriel, tirando-o da grande final. Formou-se uma grande confusão e a partida chegou ao seu final. O Flamengo jogaria pelo empate no último jogo, mas ficou claro para a torcida de que algo diferente estava acontecendo. O time não estava jogando o mesmo futebol de antes e era nítida a apatia do técnico português. Ainda ficava no ar uma grande dúvida sobre o que iria acontecer.
Antes do último jogo da decisão, jogadores do Flamengo se reuniram com o técnico Jorge Jesus e fizeram um pacto pela vitória. Rafinha, que havia torcido o tornozelo, mesmo ainda sem condições ideais, fazia questão de jogar e ser campeão. E foi com este espírito que o Flamengo foi a campo. O Maracanã foi decorado com bandeiras, faixas e um grande mosaico que dizia “ 42 milhões com vocês”. O único desfalque do time era Gabigol, que fora expulso no jogo anterior. O time jogou melhor do que nos últimos jogos e criou algumas chances, mas não conseguiu marcar. O Fluminense jogou por uma bola de contra ataque e teve duas boas oportunidades, que foram desperdiçadas. No segundo temo, o Flamengo manteve o domínio de posse de bola e o Fluminense não conseguia chegar com perigo. Jorge Jesus mandou a campo Diego, Vitinho e Michael. Saíram Gerson, Arrascaeta e Pedro. Foi nítido que Arrascaeta e Bruno Henrique estiveram novamente abaixo das atuações de 2019. Mesmo com a entrada dos reservas, o Flamengo continuava a manter o jogo sob controle e o placar de 0 x 0 parecia que seria o resultado final. Era o Flamengo jogando pro gasto e o Fluminense impotente no ataque. Mas, aos 49 minutos, uma bola foi rebatida pela defesa tricolor e Vitinho fez a interceptação. Ele dominou a bola e chutou da entrada da área. A bola resvalou no pé do zagueiro Nino, subiu e matou o goleiro do Fluminense. Gol do Flamengo e fim de jogo. Era o 36º título carioca do Flamengo. Festa dos jogadores no gramado e por todo o Brasil. Mas, ficava a dúvida sobre a permanência de Jorge Jesus.
Dois dias após a conquista, Jorge Jesus finalmente se manifestou e disse adeus ao Flamengo. Ele decidiu voltar a Portugal para assumir o Benfica. Com ele, foi toda a comissão técnica. E o Flamengo ficou entre o sentimento de agradecimento por tudo e a incerteza sobre o que fazer. Apesar de tudo de bom que Jorge Jesus fez ao Flamengo, ficou um sentimento de desapontamento, pois ele poderia anunciar sua saída mais cedo e não deixar o Flamengo sem ninguém nesse momento, às vésperas do começo do Campeonato Brasileiro. E ainda havia a notícia de que ele queria tirar do Flamengo Bruno Henrique, Gerson e outros jogadores. Inclusive todos os representantes do Departamento Médico do Flamengo. Assim, ficou aquele sentimento de que na verdade, na verdade mesmo, somente o torcedor tem amor verdadeiro ao clube. O restante é movido por dinheiro e por vaidades pessoais. Restava a torcida para que o Flamengo pudesse se refazer, manter seus jogadores nas malditas janelas de transferência e que as conquistas pudessem continuar. Afinal de contas, o Flamengo sempre foi maior que todos que passaram por ele.
Depois de viagens a Europa e contatos com vários técnicos, o vice presidente de futebol do Flamengo Marcos Braz, acabou acertando a contratação do espanhol, natural da Catalunha, Domènec Torrent, que foi durante alguns anos, assistente de Pepe Guardiola. Ele chegou ao Brasil uma semana antes do início do Campeonato Brasileiro e seu início no Flamengo foi muito promissor. Havia a preocupação da pouca experiência a frente de um grande clube, mas a torcida nutria grande esperança em seu trabalho, que prometia manter o Flamengo com um futebol ofensivo e vencedor.     
Em 9 de agosto, o Flamengo estreou no Campeonato Brasileiro. Estreou também o técnico Domènec Torrent. Maracanã sem torcida, pois ainda vivíamos o pesadelo do COVID 19, que já havia ceifado a vida de 100 mil pessoas no Brasil. O Flamengo entrou em campo com sua força máxima e começou a partida muito bem. As chances de gol desperdiçadas começaram a se amontoar e como castigo, Filipe Luís marcou um gol contra. Com isso, o Atlético que não havia feito nada e estava se livrando de uma grande derrota, saía na frente. Era nítido que o ritmo de jogo do time não era o ideal. O Flamengo estava somente treinando há quase um mês e  Atlético estava em fase de decisão do campeonato mineiro. Bruno Henrique estava meio travado. Gabigol já sem marcar a muito tempo e se enrolando na hora de chutar a gol. Arrascaeta e Everton Ribeiro muito abaixo do que poderiam jogar. Apenas Gerson jogou uma boa partida. No segundo tempo, o Flamengo caiu e não conseguiu se livrar da marcação do Galo. O treinador acabou colocando em campo Pedro, Michael e Vitinho, ficando com cinco atacantes e somente Willian Arão no meio de campo, se desdobrando. Como era de se esperar, o Flamengo virou um bando em campo e facilitou as coisas para o time mineiro, que acabou vencendo. Derrota inesperada e preocupante. O time precisava recuperar o ritmo de jogo e o futebol que o levou a encantar todo mundo. 
Em 12 de agosto, o Flamengo foi a Goiânia enfrentar o Atlético Goianiense, que não jogava uma partida oficial há 5 meses. A princípio, era jogo para vencer de forma fácil. Mas, o que se viu foi algo totalmente inverso. O Flamengo apresentou-se novamente de forma irreconhecível, jogando pior do que jogou na partida anterior. O Atlético Goianiense dominou completamente o jogo e venceu por 3 x 0. Fora o baile. No primeiro tempo, o treinador Domènec Torrent inventou ao colocar o zagueiro Gustavo Henrique no lugar de Rafinha, fazendo Rodrigo Caio jogar na lateral direita. A defesa bateu cabeça e tomou dois gols, fora outras chances de gol. No segundo tempo, o Flamengo voltou com uma formação mais parecida com a ideal e começou a levar perigo ao gol do adversário. Mas, acontece que Gabriel estava de mal com o gol e completou seis partidas sem marcar. O Atlético ainda marcou mais um gol e fechou o placar e a vergonhosa apresentação do Flamengo. O goleiro Diego Alves ainda foi expulso por agredir um adversário. Mais do que um técnico que não conhece o time e inventou na escalação, o time estava muito mal. Arrascaeta, Bruno Henrique e Everton Ribeiro nem pareciam os mesmos jogadores que encantaram a todos no ano anterior e no início de 2020. Gabigol e Bruno Henrique perdendo várias chances de gols. O time não tinha velocidade, explosão, toque de bola em direção ao gol e impetuosidade. Era simplesmente uma caricatura do time que conquistou tantos títulos. E para terminar, Rafinha disse adeus ao Flamengo, indo jogar na Grécia. O caldeirão rubro-negro estava fervendo e pronto para explodir.
E foi nesse clima que o Flamengo foi a Curitiba enfrentar o Coritiba. Reuniões foram realizadas e promessas foram feitas no intuito do Flamengo voltar a se encontrar. No início, o Coritiba deu alguns sustos no goleiro César, que fez uma grande defesa. Aos poucos, o Flamengo foi tocando a bola e começou a perder chances claras de gol. Gabriel continuou a não marcar e a perder gols incríveis. Aos 22 minutos, Bruno Henrique tocou para Gabriel, que não alcançou. Arrascaeta pegou a bola, levou a marcação de dois zagueiros e chutou na saída do goleiro Wilson. No segundo tempo, um jogador do time paranaense foi expulso e o Flamengo continuou a perder gols. Pedro, que entrou no segundo tempo, fez o segundo gol, mas o VAR disse ao árbitro que um fio de cabelo do Pedro o colocou em impedimento. Ao final, a vitória veio trazer um pouco de paz para a continuação do campeonato.
Em 19 de agosto, Flamengo e Grêmio jogaram no Maracanã. Foi o jogo da câmera lenta. No início do primeiro tempo, o Flamengo dominou a posse de bola e teve duas oportunidades de gol. Mas, conforme o tempo foi passando, o Grêmio apertou a marcação e o Flamengo, de forma lenta e tocando demasiadamente a bola, não levou mais perigo ao gol gaúcho. O Grêmio passou a tocar melhor a bola e acabou marcando seu gol aos 44 minutos. No segundo tempo, o Grêmio se contentou com o placar e ficou plantado na defesa. O Flamengo tocava a bola de forma lenta, sem intensidade e os jogadores não de deslocavam, ficando presos à marcação do Grêmio. E o jogo foi se arrastando de forma irritante. O Flamengo parecia com as pernas presas e com jogadores fora de forma física. E foi nessa pasmaceira que o jogo foi chegando ao fim. Mas, quando o jogo chegou ao último minuto do tempo regulamentar, Vitinho chutou de fora da área e a bola foi cortada com o braço pelo zagueiro gremista. O jogo continuou, mas o árbitro foi chamado pelo VAR e acabou marcando o pênalti. Gabriel, que já não marcava a sete jogos, bateu o pênalti e marcou o empate. Fim de jogo. O Grêmio não quis ganhar. O Flamengo não teve capacidade física para vencer. No final, resultado justo. Mas, o Flamengo precisava melhorar. 
Em 23 de agosto, Flamengo e Botafogo se enfrentaram. De forma surpreendente, o Flamengo ocupava a zona de rebaixamento e o Botafogo estava em sexto lugar. Era impensável há 1 mês. O treinador Domènec tirou do time Gerson e Arrascaeta e colocou Diego e Pedro Rocha. Na lateral direita, o jovem Matheuzinho teve uma grande oportunidade, já que João Lucas se machucou. Como de hábito, o Flamengo começou melhor, teve domínio de bola, mas não levou perigo ao gol adversário. Após 30 minutos, o Botafogo, que se fechou na defesa, tentava fazer uma jogada de contra ataque e, com isso, começou a levar perigo ao gol rubro-negro. Mesmo assim, o primeiro tempo terminou 0 x 0. Na segunda etapa, o Flamengo caiu de produção, o que já era esperado, tendo em vista os últimos jogos. Parecia que o preparo físico, ou a falta dele, cobrava seu preço. O Treinador Dome colocou em campo Thiago Maia, Pedro e Vitinho. Rodrigo Caio sentiu a virilha esquerda e saiu. Em seu lugar entrou Thuler. Apesar de não jogar bem, o Flamengo fez um gol. Bruno Henrique penetrou na área e foi calçado. Ao cair, a bola foi chutada a queima roupa e bateu no seu braço. Filipe Luís pegou a sobra e cruzou para Gabriel marcar. Mas, o VAR marcou toque de mão de Bruno Henrique. Mas, e o pênalti? Isso o VAR não viu. O tempo passava e o Flamengo cada vez mais inoperante. Everton Ribeiro errou a grande maioria dos passes. Bruno Henrique longe do jogador que já foi. E Gabigol tentando acertar. Mas, as emoções só começaram no final do jogo. Após três escanteios seguidos, o Botafogo marcou seu gol numa sobra da defesa. Eram 46 minutos do segundo tempo. A partir daí, o Flamengo partir para o abafa. Aos 49 minutos, Gabigol mandou uma bola no travessão e aos 51 minutos, uma bola foi chutada por Bruno Henrique, que foi cortada com o braço por um defensor botafoguense. O jogo continuou, mas o VAR chamou o árbitro Pedro Vuaden, aquele que não marca qualquer falta, que foi ao monitor e marcou o pênalti. Gabigol bateu com categoria e empatou o jogo. E foi só. Um jogo chato, monótono e que mostrou mais uma vez que o time do Flamengo estava muito longe de jogar o futebol que encantou a todos.
Depois de uma semana de treinamentos, o treinador Domènec Torrent pode trabalhar o time e tentar implantar seu sistema de jogo. O que a torcida do Flamengo tinha que entender era que o ano de 2019 não iria se repetir. O sistema de jogo de Jorge Jesus não seria mais utilizado e o treinador espanhol tinha que ter tempo para trabalhar o time. E foi assim que o Flamengo foi enfrentar o Santos na Vila Belmiro. Renê foi escalado na lateral direita, apesar do Flamengo ter contratado o lateral direito chileno Isla e tê-lo no banco de reservas. No meio de campo Gerson fez par com Thiago Maia. Everton Ribeiro também começou o jogo na reserva. Na primeira etapa, o Santos veio com tudo e Marinho estava levando a defesa do Flamengo à loucura. O time do Santos teve dois gols anulados pelo VAR, devido a impedimentos que realmente ocorreram. Por sua vez, Michael, que começou como titular, perdeu duas grandes chances para marcar, numa delas, com o gol vazio. No final do primeiro tempo, Gabriel desarmou um ataque do Santos e partiu para o contra ataque. Ele tocou para Michael que lhe devolveu a bola. Gabriel chutou e marcou o gol do Flamengo. No intervalo, jogadores do Santos, e pessoas ligadas à diretoria quase bateram no árbitro. No segundo tempo, o Flamengo passou por um sufoco no início. Mas, aos poucos, o time foi equilibrando o jogo. Com as entradas de Isla, Willian Arão, Diego e Everton Ribeiro, o Flamengo passou a dominar as ações e Gabigol chegou a perder mais duas chances claras de gol. O goleiro Diego Alves também foi substituído, entrando César em seu lugar. Vitória importante e que deixou o ambiente mais tranqüilo. O treinador Dome deixou claro que iria rodar todos os jogadores, pois acha que seria impossível manter o mesmo time em todos os jogos.
Em 2 de setembro, o Flamengo foi a Salvador enfrentar o Bahia. Sem contar com Diego Alves, Gerson, Gabriel, Bruno Henrique e Filipe Luís, o Flamengo se viu sem o seu goleiro reserva, pois César apontou com resultado positivo para Covid 19. Como o treinador Domènec Torrent pretendia rodar todos os jogadores, para manter todos eles com o mesmo nível, foi uma oportunidade para ver alguns reservas atuarem. No gol jogou Gabriel Batista. Isla fez seu primeiro jogo como titular e agradou muito. Thiago Maia, Pedro Rocha e Pedro entraram no início e fizeram uma grande partida. Foi a melhor atuação do Flamengo sob orientação do novo treinador. Além de estar chovendo, houve também uma chuva de gols. Logo no início, com 1 minuto, Everton Ribeiro perdeu um gol feito. Aos 2 minutos, o Bahia tentou sair jogando e a bola sobrou para Pedro marcar 1 x 0. Logo depois, Pedro chutou da entrada da área. A bola bateu nas duas traves e entrou. O Flamengo dominava a partida totalmente, mas a defesa do Flamengo bobeou e o Bahia fez seu primeiro gol. Sem perder o domínio do jogo, o Flamengo continuou a levar perigo ao gol do time do Bahia. Após grande troca de passes, Isla cruzou para um peixinho de Arrascaeta que marcou 3 x 1 . A partida estava muito fácil, mas após falha do goleiro Gabriel Batista, o Bahia marcou o segundo gol. Assim terminou o primeiro tempo. Poderia ter sido uma goleada histórica, mas o Flamengo deu bobeira. Mal começou o segundo tempo e Everton Ribeiro marcou um golaço, encobrindo o goleiro. Poucos minutos depois, após nova troca de passes, a bola sobrou limpinha para Arrascaeta marcar o quinto gol. A partida estava totalmente dominada e o treinador Dome começou a fazer substituições. Com isso, o Bahia começou a levar algum perigo ao gol de Gabriel Batista. E no último minuto, o Bahia marcou o terceiro gol, numa bola que sobrou na entrada da área para um chute no ângulo. Ao final, a vitória de 5 x 3 mostrou que o time apresentou melhoras e que poderia melhorar ainda mais. O time começava a assimilar o jeito do seu novo treinador. E com certeza ninguém jogaria com o nome e não haveria um time titular. Todos jogariam. Novos tempos.   
Em 5 de setembro, Flamengo e Fortaleza foram ao Maracanã pelo Campeonato Brasileiro. E para manter a política de que todos jogarão, o treinador Domènec deixou Gabriel no banco. E com a contusão de Bruno Henrique, o ataque ficou por conta de Pedro e Michael. A partida começou com o Flamengo massacrando a defesa do Fortaleza. E após algumas chances perdidas, Pedro matou uma bola no peito e chutou para o gol. O goleiro rebateu, Everton Ribeiro deu uma cavadinha na bola, encobrindo o goleiro e empurrou a bola com a cabeça para o fundo do gol. Tudo levava a crer numa goleada, mas logo depois, Isla derrubou Osvaldo e fez pênalti. O Fortaleza converteu o pênalti e empatou o jogo. A partir daí, o Fortaleza se fechou na defesa e jogou por uma bola de contra ataque. O Flamengo teve uma dificuldade enorme para entrar na defesa do Fortaleza. No segundo tempo, o Flamengo voltou para campo com Gabriel no time. E conforme o tempo ia passando e o Flamengo não conseguindo desempatar, a pressão sobre o time aumentou. O treinador espanhol foi colocando em campo Diego, Gabriel, Lincoln e Matheuzinho. Logo após o Flamengo ter colocado em campo Pedro Rocha, ele sentiu uma fisgada na face posterior da coxa direita e o Flamengo ficou com 10 jogadores em campo, aos 33 minutos. Com isso, as chances de vencer ficaram menores. O Fortaleza fechado na defesa e o Flamengo tentando marcar o gol da vitória. Gabriel teve duas chances, mas desperdiçou. Quando tudo indicava que o empate seria o resultado final, Everton Ribeiro lançou Matheuzinho na ponta direita. Ele tocou cruzado, rasteiro, para Gabriel, que chutou de primeira. A bola morreu no cantinho do goleiro. Vitória suada, que fez o Flamengo ir para a vice liderança do campeonato. Após o final da partida, Gabriel saiu de campo contrariado e sem falar com ninguém. Parece que ele teria ficado chateado com a reserva no primeiro tempo. Era preciso alguém com o extintor de incêndio para controlar as vaidades do elenco.
Em 9 de setembro, Flamengo e Fluminense disputaram o sexto Fla-Flu do ano, agora pelo Campeonato Brasileiro. O Flamengo ainda tinha em seu gol o terceiro goleiro do time, Gabriel Batista, já que Diego Alves e César ainda se recuperavam da Covid 19.  Mantendo o rodízio dos jogadores, Domènec Torrent colocou Thiago Maia no lugar de Arão. E ele foi o melhor jogador em campo. No primeiro tempo, o Flamengo fez 1 x 0 com Filipe Luís, que pegou um rebote do goleiro tricolor, logo no início do jogo. Logo depois, Gabriel aproveitou novo rebote do goleiro e marcou 2 x 0. A partir daí, o que se viu foi o Flamengo literalmente jogando em ritmo de treino e desinteressado em dar uma goleada histórica e o Fluminense se esforçando para fazer alguma coisa e nada conseguindo. O goleiro do Flamengo não fez nenhuma defesa. No segundo tempo, o panorama não mudou. O Flamengo jogando em ritmo de treino, não fazendo muita força para marcar mais gols e o Fluminense extremamente limitado. Na real, se o Flamengo jogasse pra valer, era jogo pra goleada para entrar na história. E como o futebol costuma castigar, no último minuto do jogo, o Fluminense marcou um gol, após cobrança de escanteio. Vitória importante para fazer o Flamengo manter a segunda colocação no campeonato. E importante para o técnico Dome se firmar e reforçar sua maneira de jogar.       
Em 13 de setembro, o Flamengo foi a Fortaleza enfrentar o Ceará. Sem contar com Diego Alves com Covid 19, Rodrigo Caio, Filipe Luís, Bruno Henrique e Arrascaeta poupados, e Gerson com três cartões amarelos, o técnico Domènec fez substituições e aproveitou para fazer o rodízio, que tanto apregoara. César voltou ao gol rubro-negro, após se recuperar da terrível doença, que até então já ceifara a vida de mais de 130 mil pessoas no Brasil. No primeiro tempo, o Flamengo pecou no último passe. Gabriel perdeu duas grandes chances de gol e César não fez absolutamente nada. O problema é que Vitinho, escalado na ponta esquerda, não acertava uma jogada. Michael também não acertou nada. E Gabriel também fez uma péssima partida, não acertando nada. E assim terminou o primeiro tempo. Na segunda etapa, o Flamengo voltou com o mesmo time. Aos 6 e 10 minutos, a defesa falhou e o Flamengo tomou dois gols. O Ceará se fechou na defesa e o Flamengo não conseguiu produzir nada. O time correu, se esforçou, mas nada de grandes chances de gol. Ficou certo de que jogadores como Vitinho e Lincoln não tem condições de jogar pelo Flamengo. São extremamente fracos e inseguros. Agora, o Flamengo iria ao Equador, para duas partidas pela Libertadores.
Em 17 de setembro, o Flamengo foi à altitude de mais de dois mil e oitocentos metros de Quito para enfrentar o Independiente Del Valle. O time não contou com o goleiro Diego Alves, mas contou com César. Bruno Henrique retornava, mas ficou no banco no primeiro tempo. A partida em si foi uma das piores do Flamengo nos últimos tempos. O time se mostrou sem garra, sem vontade, como se jogasse um amistoso sem importância. No primeiro tempo foi 1 x 0 para o time equatoriano. Mas, no segundo tempo foi 5 x 0, fora o baile. A derrota deixou os torcedores enfurecidos. Era a maior derrota do Flamengo na Libertadores e a maior derrota que um campeão já sofrera no ano seguinte a conquista. Duas marcas vergonhosas. A grande maioria da torcida pedia a demissão do técnico Domènec Torrent. Ficou a impressão de que ou o time não assimilou a forma de jogar do treinador, ou estavam querendo derrubar o treinador. O ambiente político também não era dos melhores. O vice presidente de futebol Marcos Braz anunciando que iria se candidatar a vereador pelo Rio de Janeiro e a guerra dele com o vice de relações externas Bap já mostravam que o ambiente não era bom. Bap encabeçava um grupo favorável a demissão de Torrent, o que deixava o caldeirão do Flamengo borbulhante. Como o Flamengo ficou no Equador, onde iria jogar novamente pela Libertadores, agora enfrentando o Barcelona de Guaiaquil, as decisões foram adiadas. Caso o Flamengo não vencesse o próximo jogo, aí o caldeirão iria explodir de vez. Porém, Marcos Braz em entrevista afirmou que o treinador não seria demitido.    
Faltando dois dias para a partida, os problemas começaram a se suceder. Um vulcão que expelia muita fumaça próximo de onde a delegação estava, não permitiu que o Flamengo treinasse. E seis jogadores tiveram exame positivo para Covid 19. Foram eles: Isla, Matheuzinho, Felipe Luís, Diego, Michael e Bruno Henrique. Sem contar também com Diego Alves que se recuperava de uma contusão no ombro direito, Gustavo Henrique suspenso e Gabigol, que se machucou na derrota para o Del Valle, o Flamengo não teria oito jogadores para esta partida decisiva da Libertadores. Realmente, as coisas não estavam nada bem.
Para piorar, no dia seguinte, Vitinho também testou positivo para Covid 19, juntamente com o médico do Flamengo Marcio Tanure e o ex jogador Juan, que fazia parte da comissão técnica. Faltando poucas horas para o início da partida, as autoridades sanitárias equatorianas resolveram interditar o estádio Monumental de Guaiaquil, o que poderia levar ao cancelamento da partida. A CONMEBOL não queria adiar a partida devido a falta de datas. Com isso, a confusão foi enorme faltando pouco tempo para o início da partida. Finalmente, a partida foi confirmada, depois de muita confusão e de uma pressão política da CONMEBOL sobre as autoridades equatorianas.
Vendo que não teria jogadores para compor o banco de reservas, o Flamengo fretou um avião que levou ao Equador os meninos da base Natan, Rodrigo Muniz e Guilherme Bala, e o lateral direito João Lucas, que voltava de contusão séria na coxa. O avião ficou retido em Manaus, esperando que as autoridades peruanas dessem permissão para eles atravessarem o espaço aéreo do Peru. Eles somente conseguiram chegar a Guaiaquil três horas antes da partida. E foi assim, com todos estes problemas, que o Flamengo foi enfrentar o Barcelona, numa partida crucial para a classificação do Flamengo.
Em 22 de setembro, contra tudo e contra todos, o Flamengo enfrentou o Barcelona de Guaiaquil. Nos primeiros 30 minutos de jogo o Flamengo dominou completamente a partida e fez seu primeiro gol com Pedro, após grande jogada de Gerson, que foi um dos melhores jogadores em campo. Logo depois, Everton Ribeiro, que ao contrário, foi um dos piores em campo, deu a bola para Arrascaeta chutar. A bola entrou depois de tocar no travessão. A partir dos 30 minutos, o Flamengo voltou a apresentar uma queda da preparação física. O Barcelona começou a gostar do jogo e perdeu uma grande chance no último minuto do primeiro tempo. Na segunda etapa, o Flamengo continuou a dar campo ao Barcelona. E num chutão para frente, a bola foi dominada pelo atacante e tocada para o fundo do gol de César. Um susto. O time ainda perdeu duas grandes chances de marcar o terceiro gol. Mas, o Barcelona também perdeu uma grande chance na pequena área. Até o final do jogo, o Flamengo viveu momentos de sufoco. O time não conseguia mais ir ao ataque e levar perigo ao gol adversário. Era nítida a perda de preparo físico. O treinador Domènec colocou em campo o jovem Ramon no lugar de Thuler, que jogou improvisado na lateral direita, e Lincoln no lugar de Pedro, que saiu com dores musculares. Por sinal, Lincoln jogou poucos minutos, mas foi o pior em campo. Vitória que deu um pouco de paz ao time e que deixou para o Rio de Janeiro a decisão para a classificação na Libertadores. Como o Independietne Del Valle perdeu de 4 x 1 para o Júnior Barranquilha, a classificação do grupo A ficou um pouco embolada. Para se classificar, o Flamengo deveria vencer os dois jogos, ou pelo menos vencer o Junior Barranquilha. Ainda havia riscos, principalmente por que o Flamengo não sabia se teria time para colocar em campo. Se dependesse da CONMEBOL, o Flamengo iria jogar, mesmo que tivesse que colocar em campo seu time Sub 20 ou se tivesse apenas 7 jogadores. Caso não tivesse este número de jogadores, perderia de WO sem discussão.
Ao chegar ao Rio de Janeiro, o Flamengo foi submetido a testes para COVID 19 em todos os integrantes da delegação que voltou do Equador. E o que aconteceu foi terrível. Vários integrantes da delegação testaram positivo, incluindo o vice presidente de futebol Marcos Braz, o treinador Domènec Torrent, o vice presidente de relações externas Bap e o presidente Rodolfo Landim. E também jogadores, como Gabriel Batista, Thuler, João Gomes, Leó Pereira, Rodrigo Caio, Gustavo Henrique, Renê, Willian Arão e Everton Ribeiro testaram positivo para COVID 19. Ao todo, até a noite do dia 23 de setembro, 27 integrantes do Flamengo estavam infectados. O Palmeiras, de forma covarde e antidesportiva, não queria o adiamento do jogo contra o Flamengo previsto para 27 de setembro. O Flamengo havia pedido a CBF o adiamento da partida e esperava uma decisão.
O Sindicato de Jogadores Profissionais de São Paulo chegou a dizer que entraria na justiça, pedindo o adiamento da partida. Mas, os jogadores do Palmeiras e seu técnico Wanderley Luxemburo, foram à imprensa e assinaram um documento querendo que houvesse o jogo. O engraçado é que poucos dias antes, o treinador do Palmeiras deu uma entrevista onde dizia que seria um absurdo uma equipe ter 10 jogadores do seu time principal contaminados e haver uma partida de futebol. Depois de serem humilhados pelo Flamengo em 2019, havia uma gana muito grande para nos derrotar. Mesmo que fosse de uma forma covarde e antidesportiva.  
A CBF, sempre muito solícita aos clubes paulistas, não concordou com o adiamento da partida. Mas, mesmo sem ter uma determinação prévia sobre este problema, a CBF acabou determinando que todo time deveria ter 13 jogadores aptos para uma partida. Somente se não tivesse este número de jogadores é que não haveria o jogo. Determinou também que os times poderiam inscrever até 40 jogadores para o campeonato. Mesmo assim, o Flamengo foi ao STJD para pedir o adiamento da partida, mas não obteve sucesso.
Na véspera do jogo contra o Palmeiras, mais três jogadores testaram positivo para a Covid 19: Noga, Rodrigo Muniz e Pepê, passando para 19 o número de jogadores contaminados. Ao todo, entre jogadores e pessoas da comissão técnica, já haviam 41 pessoas contaminadas. Além dos três citados e os jogadores que voltaram do Equador descritos acima, o Flamengo também não poderia contar com Diego Alves, Gabriel e Pedro Rocha, machucados.
Com esta situação no mínimo absurda para se ter uma partida de futebol, onde além do risco de mais contaminações, havia uma total perda de força no time do Flamengo, que teria de enfrentar o Palmeiras com um time praticamente sub 20, cogitou-se o WO. Mas, no final do dia, veio a notícia de que o Tribunal Regional do Trabalho, aceitando uma determinação do Sindicato de Funcionários de Clubes do Rio de Janeiro, mandou adiar a partida.
A CBF, de forma extremamente protecionista ao Palmeiras, lutou até o fim para derrubar o adiamento. E, finalmente, faltando 30 minutos para o horário da partida, o Tribunal Superior do Trabalho caçou as liminares e haveria jogo.
Com um atraso de 20 minutos, o Flamengo foi a campo enfrentar o Palmeiras. Somente Arrascaeta e Gerson representaram os titulares. Para se ter idéia, o Flamengo foi a campo com Hugo Souza, João Lucas, Natan, Otávio, Ramon, Gerson, Arrascaeta, Thiago Maia, Lincoln, Pedro e Guilherme Bala. Os reservas eram todos da base e durante a partida entraram Yuri, Lázaro e Richard Rios. No primeiro tempo, de forma surpreendente, o time de garotos do Flamengo jogou demais. O meio de campo deu uma grande ajuda ao time de meninos, pois Arrascaeta, Gerson e Thiago Maia dominaram o setor. Guilherme Bala deu um sufoco pela direita. A dupla de zaga Natan e Otávio foi muito segura. Ramon e João Lucas jogaram muito pelas laterais. Mas, o melhor de todos foi o goleiro Hugo Souza. Ele realizou grandes defesas e foi escolhido o melhor em campo. O goleiro Weverson teve trabalho para não deixar o Flamengo sair na frente. No segundo tempo, o Flamengo manteve um certo domínio, mas tomou um gol de puro azar. Aos 9 minutos, uma bola chutada de longe tocou na perna de Thiago Maia e matou o nosso goleiro. Mas, dois minutos depois, Pedro escorou uma bola cruzada da direita por Arrascaeta e empatou o jogo. E o Flamengo continuou a jogar para cima e poderia até ter ganhado a partida. Arrascaeta chegou a perder um gol feito. Fim de jogo e a garotada rubro-negra deixou a torcida orgulhosa e ciente de que tinha grandes jogadores na base, que poderiam nos dar muitas alegrias no futuro.
Ao chegar ao Rio de Janeiro, a delegação foi recebida por vários torcedores, que foram homenagear os garotos do Ninho. No dia seguinte, os clubes tentaram forçar uma situação no mínimo absurda. Eles queriam que o Flamengo fosse desclassificado do campeonato brasileiro e que fosse para a segunda divisão. Se não conseguem vencer o Flamengo no campo, quem sabe nos bastidores. Tudo organizado pelo presidente do Atlético Mineiro e que vários clubes como Corinthians e Palmeiras aderiram. A tese dos clubes foi tão vazia, que para ser banido do campeonato, o Flamengo teria que ter ido a justiça comum. Em nenhum momento o Flamengo foi a Justiça Comum. Quem foi foram os sindicatos, o dos profissionais de clubes do Rio de Janeiro e dos jogadores profissionais do Rio de Janeiro, que são órgãos independentes. E o Flamengo foi réu nesses processos. Era simplesmente o terror que o Flamengo causava nos outros clubes.
Após todos os problemas vividos e a grande atuação dos garotos do Flamengo na partida contra o Palmeiras, toda a atenção ficou voltada para a partida contra o Independiente Del Valle pela Libertadores. Enquanto jogadores do Flamengo iam sendo liberados pelos exames, que constataram que eles não apresentavam mais o vírus do Covid 19, o time equatoriano apresentou 9 jogadores contaminados, sendo 3 titulares. Mas, o Flamengo não poderia contar com nenhum titular na defesa. Com isso, o treinador Jordi Guerrero, que substitui Domènec Torrent, enquanto este se recuperava da Covid 19, mandou a campo uma defesa totalmente de garotos. O goleiro Hugo Souza manteve-se no gol e o restante da defesa foi formada por Matheuzinho, Natan, Noga e Ramon. Todos da base rubro-negra. E mais uma vez os garotos da base brilharam. No primeiro tempo, o Flamengo dominou a partida e marcou dois gols, por intermédio de Lincoln aos 25 minutos e de Pedro, recebendo um passe com açúcar de Gabigol aos 30 minutos. Mas, Gabriel torceu o tornozelo e teve que sair, para a entrada de Bruno Henrique. E foi dele os dois gols do segundo tempo. O Flamengo ainda poderia ter devolvido os 5 x 0 que tomou no Equador, mas resolveu não forçar os jogadores, alguns que voltaram da quarentena. Enquanto isso, o Júnior Barranquilha perdeu de 2 x 0 para o Barcelona de Guaiaquil e o Flamengo se classificou para as oitavas de final. Agora era tentar ser o primeiro de sua chave.              
Voltando ao Campeonato Brasileiro, em 4 de outubro o Flamengo enfrentou o Athletico Paranaense no Maracanã. O time paranaense veio ao Rio de Janeiro com um time reserva, menos o goleiro Santos. O Flamengo manteve a zaga com Natan e Noga, o goleiro Hugo Souza e contou com as voltas de Isla e Filipe Luís. No ataque, Pedro, Bruno Henrique e Vitinho, que mais uma vez não jogou bem, tentaram marcar os gols. No meio, Gerson Arrascaeta e Willian Arão deram o ritmo da partida. No banco, o auxiliar Jordi Guerrero foi acometido pela Covid 19 e o time foi dirigido pelo auxiliar do auxiliar Jordi Griss. No primeiro tempo, o Flamengo não jogou bem e o time do Athletico mostrou-se melhor. Somente no final do primeiro tempo é que o Flamengo partiu para o ataque e levou algum perigo ao gol de Santos. Mas, foi no segundo tempo, com a entrada de Everton Ribeiro no lugar de Vitinho, é que o Flamengo dominou completamente a partida. As chances se sucederam até que Pedro escorou uma bola que veio do alto, driblou os zagueiros e colocou a bola na saída do goleiro. Um belo gol. Logo depois, Bruno Henrique cruzou uma bola na área, que foi cortada com o braço. Pênalti. Bruno Henrique bateu com categoria e fez 2 x 0. A partida estava dominada, mas numa cobrança de falta no lado da área, o Athletico marcou seu gol, com uma cabeçada cara a cara com Hugo Souza, que voltou a atuar muito bem. Mas, sem perder o controle do jogo, Everton Ribeiro acertou um chute de fora da área e fechou o placar. O problema agora seria a grande quantidade de jogos em pouco tempo, com dez partidas em 28 dias e a perda de Rodrigo Caio e Everton Ribeiro para a Seleção Brasileira, Isla para a Seleção do Chile e Arrascaeta para a Seleção do Uruguai para as duas partidas pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Eles desfalcariam o Flamengo por 3 rodadas. Era o Flamengo sendo mais uma vez prejudicado pelo Sr. Tite, que com certeza nem usaria os jogadores do Flamengo. E porque, como o campeonato brasileiro não seria interrompido, a seleção brasileira não utilizaria somente jogadores que jogavam no exterior, já que na Europa os campeonatos são paralisados nas datas FIFA? A resposta: prejudicar o Flamengo.
Mesmo com os desfalques, o Flamengo partiu para cima do Sport para conseguir mais uma vitória. Com a desconvocação do lateral direito Isla, o Flamengo pode contar com o jogador para esta partida. Ainda estavam fora Diego Alves e Gabriel por contusão. O treinador Domènec Torrent, de volta ao comando o time após se recuperar da Covid 19, armou o meio de campo com Willian Arão e Thiago Maia na marcação e Gerson e Diego na armação das jogadas. E Gerson fez uma grande partida. No primeiro tempo, o Flamengo não conseguiu transpor a marcação do Sport. Apenas numa cabeçada de Pedro a queima roupa e com uma grande defesa do goleiro é que o Flamengo quase marcou. Mas, o placar não se movimentou. No segundo tempo, o Flamengo voltou com fome de gols. Pedro fez um belo gol aos 5 minutos, após cruzamento de Isla e matada no peito de Bruno Henrique, que ajeitou para Pedro marcar. Aos 9 minutos, Gustavo Henrique cabeceou uma bola cruzada por Diego na cobrança de escanteio, fazendo o segundo gol. E aos 14 minutos, Pedro fez um golaço. Ele matou a bola no peito após cruzamento e tocou na saída do goleiro. A partir daí, o jogo virou um treino de luxo. Vitória que deixou o Flamengo na luta pela liderança do campeonato.
Em 10 de outubro, o Flamengo foi a São Januário enfrentar o Vasco da Gama. Enquanto o Flamengo estava lutando pela liderança do campeonato, o Vasco demitiu o treinador e vivia uma grande crise. Mas, sempre que o Vasco enfrenta o Flamengo, ele joga o que não sabe. E nesta partida não foi diferente. O Flamengo não jogou bem no primeiro tempo e o Vasco se aproveitou de uma falha de Bruno Henrique para fazer 1 x 0 logo no início da partida. Com uma marcação bem postada, o Vasco não deixou o Flamengo levar perigo ao seu gol. O treinador Domènec colocou Gerson na ponta direita e o Flamengo não conseguiu armar boas jogadas. No segundo tempo, o Flamengo empatou logo com 1 minuto. Diego cobrou muito bem uma falta na lateral da área e Léo Pereira cabeceou no canto, para empatar a partida. Com o empate, o Vasco partiu para cima e começou a levar perigo ao gol de Hugo Souza. O artilheiro do Vasco, o argentino Kano, chegou a tirar um gol certo do Vasco. Após a entrada de Michael no lugar de Diego, com Gerson indo para o meio de campo, o Flamengo melhorou. E logo depois, Thiago Maia lançou Bruno Henrique, que entrou livre. O goleiro saiu no lance e se enrolou. Bruno Henrique o driblou quase na linha da grande área e chutou. A bola bateu na trave e entrou. Virada no placar, mas longe da vitória estar assegurada. O Vasco começou a colocar atacantes no time e partiu para o tudo ou nada. Chegou a marcar um gol aos 40 minutos, mas o VAR marcou impedimento, para o alívio dos rubro-negros. O Flamengo teve pelo menos três contra ataques para acabar com o jogo, mas desperdiçou. O sufoco foi até o apito final. Com a vitória, o Flamengo obteve a marca de 16 jogos sem perder para o Vasco, fato que aconteceu em 2016, isto é, há 4 anos. A nota triste ficou para a contusão muscular de Arrascaeta, que estava com a Seleção do Uruguai. Como sempre, o clube ficou com o prejuízo.