2022

Presidente: Rodolfo Landim

Títulos:

Futebol: Copa Brasileirinho Internacional Juvenil (Sub 17)

               Copa Olaria Renovado (Troféu Romário de Souza Faria) Infanto Juvenil (Sub 16)

               Torneio Iber Cup Madrid Sub 11

Basquete: Campeão Mundial Masculino Adulto

Futebol Society: Torneio Rio São Paulo Masculino Adulto

Judô: Meeting Nacional Sub 21

Vôlei: Campeonato Brasileiro Feminino Sub 18

            Torneio Início Masculino Sub 11

Jogos Eletrônicos: Academy CBLol

 

              O ano de 2022 começa sob várias expectativas. Devido ao fato da contratação do novo técnico, agora o português Paulo Sousa, ter demorado demais, o Flamengo deixou apenas para depois da contratação do técnico a organização do elenco para este ano.

              Em 2021, a direção do Flamengo, que foi reeleita para mais um triênio, havia conseguido arrecadar 1 bilhão de reais, algo inédito para um clube brasileiro. Principalmente quando o Flamengo não tem mecenas e não é gerido por eles. Como o Palmeiras que tinha na Crefisa e na sua presidente, agora presidente também do Palmeiras, sua fonte principal de renda. Ou no Atlético Mineiro, que na figura de um grande milionário mineiro, comprou as dívidas do clube, construiu um estádio novo e comprou jogadores caríssimos para um clube que devia mais de 1 bilhão na praça. Mas, um dia, a conta iria chegar, pois ninguém dá dinheiro para ninguém de graça. Sem contar que a grande novidade deste ano ficou para a SAF, os seja, Sociedade Anônima de Futebol. O Cruzeiro, que passava pela maior crise financeira de sua história, foi comprado pelo ex jogador Ronaldo, chamado de “fenômeno”, que se tornou seu acionista majoritário. O Botafogo caminhou para o mesmo caminho. Agora, era ver se esta novidade daria certo no Brasil, ou os clubes estariam fadados a fechar suas portas.

              A torcida do Flamengo não viu, a princípio, a diretoria contratar nenhum grande reforço. Ao contrário. Jogadores como Kenedy e Bruno Viana foram devolvidos após empréstimos, Michael foi vendido para o Al Hilal da Arábia Saudita e alguns jogadores vindos da base também foram vendidos. O novo treinador começou seu trabalho botando os jogadores para treinar em tempo integral e até debaixo de um sol escaldante do verão carioca. Ele pegou pesado. Parecia que o Flamengo iria contar mesmo com os mesmos jogadores do ano anterior, que já formavam uma base que jogava junto há 3 anos.

              Em 26 de janeiro, o Flamengo estreou no Campeonato Estadual. Como no ano anterior, quando conquistou o seu sexto tricampeonato carioca, o Flamengo começou a competição jogando com seu time Sub 20. E assim seria pelas primeiras três rodadas. O time principal continuaria treinando, com alguns jogadores afastados por estarem com Covid e sem Arrascaeta, Isla, Everton Ribeiro e Gabriel, que estavam à disposição de suas seleções para a disputa de mais jogos das irritantes eliminatórias para a Copa do Mundo, que seria realizada em dezembro deste ano no Qatar. Com isso, estes jogadores perderiam parte da pré temporada com o novo treinador. Como sempre, a seleção da CBF prejudicando o Flamengo. Alguma novidade ?

              Mas, voltando ao Campeonato Estadual, o Flamengo enfrentou a Portuguesa em seu campo, na Ilha do Governador. Num primeiro tempo muito bom, fez 1 x 0 com um pênalti cobrado por Lázaro aos 5 minutos. Perdeu várias chances de gol e voltou para o segundo tempo agredindo o adversário. Lázaro marcou o segundo gol, aproveitando uma defesa parcial do goleiro. Com o passar do tempo, a Portuguesa partiu para o ataque e o Flamengo foi perdendo seu rendimento físico. A Portuguesa marcou de cabeça, após cobrança de escanteio e pressionou o Flamengo. Destaques para o goleiro Matheus Cunha, com excelentes defesas, a velocidade do atacante André Luiz, o oportunismo de Lázaro, a segurança de Noga e a força de Matheus França. Ao final, levando um pouco de sufoco, o Flamengo venceu por 2 x 1 e largou bem no Estadual, na busca pelo inédito Tetracampeonato.   

Em 29 de janeiro, a garotada rubro-negra foi a Volta Redonda enfrentar o time da cidade do aço pela segunda rodada da Taça Guanabara. Foi um jogo onde a marcação teve ampla vantagem sobre os ataques. No primeiro tempo, por exemplo, o Flamengo somente teve duas chances, de cabeça, no final do período. Chute em gol não houve de ambos os lados. No segundo tempo, os times se soltaram mais e ocorreram chances de ambos os lados. Novamente, o goleiro Matheus Cunha se destacou com uma grande defesa. Mas, as defesas mantiveram o domínio sobre os ataques. Destaque para o lateral esquerdo, Marcos Paulo, que fez um partidaço. Final de jogo e o empate foi justo. Agora, a partir da próxima partida, o Flamengo já colocaria em campo seu time principal e o treinador português Paulo Sousa faria sua estréia.     

Antes de enfrentar o Boavista pela terceira rodada do Campeonato Estadual, o Flamengo fez uma grande contratação. Marinho, aquele do mini míssel aleatório, que estava no Santos, foi contratado e com certeza deu a torcida a sensação de que seria extremamente útil ao time. E em sua estréia, já que o treinador Paulo Sousa resolveu antecipar a volta de vários titulares neste jogo, ele já deu seu cartão de visitas. Além de jogar muito bem, ainda fez o primeiro gol do Flamengo escorando um cruzamento de Vitinho, que havia roubado a bola de um adversário. Vitinho, por sinal, foi a maior figura em campo, dando todos os passes para os gols do Flamengo. O treinador português inovou ao mandar a campo o time com três zagueiros, utilizando os meninos Noga e Cleiton, que fizeram uma partida muito segura. No segundo tempo, Pedro, que já havia perdido três grandes chances, fez o segundo gol do Flamengo. Com as entradas de Gabigol, Everton Ribeiro, David Luiz e Willian Arão, o time se acertou mais em campo e acabou fazendo o terceiro gol, por intermédio de Gabigol, que também, perdeu três grandes chances de gol, duas frente a frente com o goleiro. Vitória fácil e que já deu uma pequena idéia do que o treinador Paulo Sousa pretendia fazer.   

Em 6 de fevereiro, o Flamengo enfrentou o Fluminense no Engenhão. O Tricolor vinha enfrentando uma crise, com sua torcida já vaiando o time e o técnico Abel Braga. O Flamengo vinha com o melhor que poderia colocar em campo. Não jogou com David Luís e Bruno Henrique. E como no Fla Flu existe a escrita de que o pior vence, a torcida rubro-negra já botava uma desconfiança. Até porque, nos últimos seis jogos entre os times, o Fluminense venceu 4 e na maioria das vezes jogando retrancado e  com gols no último minuto. E foi jogando retrancado que o Fluminense jogou esta partida. Só partindo na boa. Durante todo o jogo, o goleiro Hugo Souza somente fez uma defesa. Já o goleiro tricolor saiu de campo como a maior figura em campo. O árbitro marcou um pênalti para o Flamengo no primeiro tempo, que foi desmarcado pelo VAR. No segundo tempo, Gabriel escorou um escanteio e marcou o gol, que foi anulado por impedimento pelo VAR. A partida foi disputada com violência e muitas faltas, com Vitinho e Calegari sendo expulsos após trocarem socos. E aos 43 minutos, o Fluminense cobrou uma falta, cruzando a bola sobre a área. Ela foi cabeceada no segundo pau e entrou. Alguma novidade? Depois do gol, o Flamengo partiu todo para o ataque e o goleiro tricolor fez dois milagres, impedindo o empate. Vida que segue.

Em 10 de fevereiro, o Flamengo foi a Volta Redonda enfrentar o Audax Rio. O treinador Paulo Sousa fez novamente experiências táticas, levando a campo um time, no mínimo, estranho aos olhos da torcida. Isla e Filipe Luís jogaram de zagueiros numa linha defensiva com 3 zagueiros, Lázaro e posteriormente Everton Ribeiro de alas e Gabigol e Pedro juntos no ataque. O Flamengo até dominou a partida, mas permitiu que o Audax também tivesse seus lances de perigo. Houve muita dificuldade para marcar, até porque o goleiro Max estava em noite inspirada. Mas, no final do primeiro tempo, Gabigol acertou um chute (ou cruzamento) e a bola morreu no ângulo. No início do segundo tempo, Andreas Pereira, agora comprado definitivamente por 60 milhões de reais, cobrou uma falta, cruzando a bola para a área. O zagueiro Thomás se enrolou e marcou contra. Mas, para não se perder o costume, Léo Pereira matou mal uma bola e ela se ofereceu para o atacante adversário marcar. Não foi um bom jogo e o treinador português já ouviu os primeiros gritos de “burro” vindos da torcida.

Em 13 de fevereiro, dia em que o Basquete Rubro-Negro, nosso “Orgulho da Nação”, se tornou Bicampeão Mundial, o Flamengo retornou a Volta Redonda, já que o Maracanã ainda estava reformando o gramado, tão criticado no ano anterior, para enfrentar o Nova Iguaçu. O treinador português Paulo Sousa não inventou tanto assim. Ele manteve a idéia de 3 zagueiros, mas dessa vez com 3 zagueiros de ofício, casos de Gustavo Henrique, Léo Pereira e o estreante Fabrício Bruno, contratado ao Red Bull Bragantino. Rodinei começou na ala direita e Everton Ribeiro foi mantido na ala esquerda. No meio de campo, Willian Arão e João Gomes fizeram a proteção da defesa. E na frente Arrascaeta, Marinho e Gabigol ficaram encarregados do ataque. E com 3 minutos, Arrascaeta cruzou na cabeça de Gustavo Henrique que fez 1 x 0. Numa falta cobrada com grande categoria, Arrascaeta fez 2 x 0 e o primeiro tempo acabou assim. O Flamengo jogou melhor e dominou as ações. Na segunda etapa, a bola bateu na mão do zagueiro do Nova Iguaçu e o árbitro marcou pênalti. Gabriel bateu com a mesma categoria de sempre e marcou o terceiro. Com as substituições o time caiu um pouco de produção. Mas Pedro ainda marcou o quarto gol aproveitando um passe perfeito de Gabriel. No final, Diego marcou o quinto gol e deu números finais a partida. A torcida gostou, mas a preocupação estava mantida para a decisão da Super Copa do Brasil, que se aproximava.

Mas, antes da decisão da Super Copa, o Flamengo enfrentou o Madureira no estádio da Rua Conselheiro Galvão, num calor imenso no meio da tarde. E com um minuto de jogo, o Madureira fez 1 x 0. Após tomar o gol, o Flamengo com um time misto, tentou se acertar em campo e a levar perigo ao gol do tricolor suburbano. Algumas chances foram perdidas, mas o Flamengo terminou o primeiro tempo perdendo de 1 x 0. No segundo tempo, com as entradas de Willian Arão e Everton Ribeiro, o time melhorou. Após bola cruzada na área, Willian Arão cabeceou para Everton Ribeiro, que também de cabeça, marcou o gol de empate. Logo depois, Willian Arão chutou uma bola de fora da área, que morreu no canto esquerdo do goleiro, que se esticou e nada pode fazer. Até o final do jogo, o Flamengo poderia ter marcado mais gols, principalmente por intermédio de Pedro. Mas, ao final da partida, a vitória foi justa. 

Em 20 de fevereiro, Flamengo e Atlético Mineiro foram ao estádio Arena Pantanal, em Cuiabá, para decidirem a Super Copa do Brasil Está certo que o Atlético Mineiro havia sido campeão brasileiro e da Copa do Brasil em 2021 e o título da Super Copa já deveria ser deles. Mas, a CBF decidiu que o vice campeão brasileiro de 2021 iria decidir este título com o Atlético e o Flamengo era o candidato a tirar do Galo este título. Os dois times foram a campo com sua força máxima. O treinador português Paulo Souza mandou a campo o Flamengo com três zagueiros, sendo eles Fabrício Bruno, David Luiz e Filipe Luís. Rodinei e Everton Ribeiro foram os alas. O meio de campo ficou por conta de Willian Arão e João Gomes, que por sinal estava jogando demais. E na frente, o Flamengo teria Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabriel. A partida começou muito equilibrada, mas a partir de 20 minutos, o Flamengo passou a jogar melhor e perdeu três grandes chances para marcar. Já ao apagar das luzes do primeiro tempo, uma bola foi chutada de fora da área, o goleiro Hugo Souza a rebateu para frente e Nacho Fernandes marcou 1 x 0 para os mineiros. Era a bola começando a punir o Flamengo. No segundo tempo, o Flamengo veio melhor. Em grande jogada de Arrascaeta, Bruno Henrique cabeceou a queima roupa. O goleiro rebateu e Gabriel estufou as redes do Galo. Logo depois, Lázaro entrou em lugar de Everton Ribeiro. E em sua primeira participação, ele lançou Bruno Henrique. O zagueiro Godin falhou e Bruno Henrique tocou por cima do goleiro fazendo 2 x 1. A partir daí, o Atlético passou a sufocar o Flamengo e empatou com Hulk. Os times passaram a se fechar melhor, mas foi o Flamengo quem teve a bola do jogo. Lázaro perdeu um gol em cima da linha, permitindo que o zagueiro tocasse a bola para escanteio. Fim de jogo e o título seria decidido nos pênaltis. Até 5 x 5, todos marcaram. A partir daí, foi de matar torcedor do coração. O Flamengo teve simplesmente quatro chances para ser campeão. O goleiro Hugo defendia ou a bola era chutada para fora pelos jogadores do time mineiro e bastaria o Flamengo marcar para ser tricampeão da Super Copa do Brasil. Primeiro foi Willian Arão que mirou o goleiro e o acertou no meio do gol. Depois foi Matheuzinho, que atrasou a bola para o goleiro. Depois foi Fabrício Bruno, que chutou para fora. Depois foi o goleiro Hugo Souza que chutou por cima do travessão. E por fim, Vitinho bateu mal e o goleiro pegou. Tristeza imensa para a grande torcida do Flamengo que estava em muito maior número no estádio. Pode até ser que houve alguma intervenção divina, pois como foi dito anteriormente, este título já deveria ser do Atlético. Mas, cá pra nós, perder quatro chances seguidas numa decisão de pênaltis, é muita incompetência. E os incompetentes não podem se dar bem.    

Passada a dor pela perda da Super Copa do Brasil, o Flamengo se voltou para o Campeonato Estadual. O adversário foi o Botafogo, que havia voltado da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro e que acabara de ser vendido para um milionário americano, que comprou as ações da SAF(Sociedade Anônima do Futebol) do Botafogo. O Flamengo foi a campo, com Lázaro na ala esquerda no lugar de Everton Ribeiro, Andreas Pereira no meio de campo e Gabriel e Pedro jogando juntos. No primeiro tempo, a diferença foi tão grande, que se o Flamengo jogasse um pouco mais a sério, já sairia goleando. Mas, foi só 2 x 0, gols de Pedro no início da partida e de Gabriel no final da etapa inicial. Neste meio tempo, o Flamengo perdeu várias chances de gol e jogou com certo preciosismo. No segundo tempo, o Flamengo caiu um pouco de produção, dando ao Botafogo algumas poucas chances de chegar ao gol de Hugo Souza. Destaque para Lázaro, que jogou sua melhor partida com a camisa do time principal do Flamengo. Arrascaeta fez um bonito gol, onde o Flamengo ficou mais de um minuto e meio tocando a bola até o chute certeiro do uruguaio. No final, ao invés da goleada, o zagueiro Léo pereira fez um gol contra e diminuiu a vergonha do Botafogo. Mas, se o Flamengo tivesse jogado um pouco mais a sério...

Em 27 de fevereiro, domingo de carnaval, que na prática não aconteceu, ainda devido as conseqüências da Pandemia do Corona Vírus, o Flamengo foi novamente ao Engenhão, já que o Maracanã continuava a ter seu gramado reformado, agora para enfrentar o Resende. A princípio, seria mais um jogo fácil e com vitória tranquila. Mas, o que aconteceu não foi nada disso. O Flamengo dominou as ações, empilhou chances perdidas de gol e saiu perdendo por 1 x 0, graças a uma falha grotesca de Diego Alves, que voltou ao gol. No primeiro tempo, o Flamengo havia chutado 18 vezes ao gol adversário, incluindo duas bolas na trave. O Resende havia dado um chute ao gol e vencia a partida. No segundo tempo, o Flamengo continuou a perder várias chances de gol. Gabigol irritava a torcida, errando praticamente todas as jogadas que fazia. Com a entrada de Arrascaeta, o time melhorou. Mas acabou tomando mais um gol, novamente com uma falha grotesca de Diego Alves, que passou a ser vaiado todas as vezes em que tocava na bola. Aos 41 minutos, Arrascaeta chutou de fora da área e marcou o primeiro gol do Flamengo. Aos 47, Rodinei foi derrubado na área e o pênalti foi marcado. Gabriel, que também era vaiado pela torcida, marcou o gol de empate. E no último minuto, David Luiz cabeceou da pequena área, mas o goleiro pegou. Foi um dia em que quase nada deu certo. Mas, pelo menos, o Flamengo não perdeu. Com o resultado, o Fluminense praticamente assegurou o primeiro lugar e a conquista da Taça Guanabara.

Em 6 de março, o Flamengo enfrentou o Vasco da Gama no Engenhão. Na véspera, o Fluminense conquistou a Taça Guanabara. O Flamengo foi a campo completo para enfrentar um Vasco da Gama, que disputaria pela quinta vez a segunda divisão do Campeonato Brasileiro e que não havia vencido nenhum clássico neste ano. No início da partida, o Flamengo dominou as ações e o Vasco parecia extremamente nervoso, errando lances fáceis. E logo o Flamengo fez 1 x 0. Após cobrança de escanteio por Arrascaeta, Willian Arão dominou a bola e a colocou na cabeça de Filipe Luís, dentro da pequena área. Ele cabeceou e fez o primeiro gol do Flamengo. Após o gol, o Flamengo continuou dominando a posse de bola, mas não conseguiu levar perigo ao gol vascaíno. O Vasco, por sua vez, passou a levar algum perigo ao gol rubro-negro. O goleiro Hugo Souza chegou a fazer uma grande defesa, numa cabeçada, que ele mandou a córner. No segundo tempo, o Flamengo continuou a tocar a bola, enquanto o Vasco, todo fechado, esperava uma bola de contra ataque. E após um erro de Andreas Pereira, o Vasco contra atacou e empatou a partida. Andreas Pereira foi substituído por João Gomes e saiu extremamente vaiado pela torcida. O treinador português do Flamengo colocou em campo Pedro, Vitinho e Marinho, mandando o Flamengo todo para o ataque. O Vasco se fechou na defesa e passou a jogar novamente por uma bola de contra ataque. Com o domínio das ações, o Flamengo foi empurrando o Vasco para a sua defesa e começou a sufocar. Quando tudo levava a crer no empate, Arrascaeta chutou de fora da área e mandou a bola no cantinho do goleiro vascaíno. Delírio da torcida do Flamengo, que assim confirmava o segundo lugar da Taça Guanabara e contaria com a vantagem do empate na semi final do Campeonato Estadual. Agora era saber quem seria o adversário. Mas, antes ainda tinha a última partida contra o Bangu.  

Em 12 de março, após ter ficado fechado por 3 meses para a reforma do gramado, que agora teria 10 por cento de grama sintética, o Maracanã recebeu Flamengo e Bangu para a última rodada da Taça Guanabara. O jogo para o Flamengo não valia absolutamente nada, mas a Nação comprou todos os ingressos e 60 mil torcedores foram ao velho Maracanã para matar a saudade. E o Flamengo se exibiu de forma exuberante, fazendo 3 gols no primeiro tempo. O primeiro gol foi de Arrascaeta, o segundo de Gabriel e o terceiro de Léo Pereira. No segundo tempo, novamente Léo Pereira, depois Matheus França e o último gol de Gabigol, fecharam a goleada em 6 x 0. Foi uma grande apresentação, onde o treinado Paulo Sousa continuou mudando a escalação e testando sua forma de jogar com três zagueiros. Não jogaram Bruno Henrique, Willian Arão e Andreas Pereira. Os dois últimos devido ao terceiro cartão amarelo. Foi uma bela exibição, com o Maracanã lotado, mas muita gente ainda via o time com muita desconfiança. Afinal de contas, o treinador ainda estava tentando implantar uma maneira totalmente diferente de jogar. Agora, teríamos as semifinais do Estadual.

Em 16 de março, Flamengo e Vasco fizeram o primeiro jogo da semi final do Campeonato Estadual. Os dois times jogaram com suas forças máximas. Acontece que a diferença entre os times era tanta, que o treinador do Vasco mandou seu time jogar na defesa o tempo todo. Tanto que, no primeiro tempo, o Vasco não chutou nenhuma bola ao gol do Flamengo. O goleiro Hugo Souza não fez nada. Absolutamente nada. O Flamengo, por sua vez, tocava a bola de pé em pé, mas também tinha uma grande dificuldade para entrar na defesa do Vasco. Somente uma vez a bola quase entrou. Gabriel entrou pela esquerda e chutou cruzado, para uma grande defesa do goleiro. Bruno Henrique foi derrubado na área e ao cair fez uma luxação no ombro esquerdo. O árbitro não marcou, nem o VAR também. Ele não voltaria para o segundo tempo. Aos 40 minutos, Arrascaeta cobrou escanteio pela esquerda e quase fez um gol olímpico. O goleiro do Vasco mandou para escanteio no outro lado. A bola foi cruzada novamente na área, Willian Arão raspou de cabeça e a bola bateu no braço aberto do zagueiro adversário. A princípio, o árbitro não marcou o pênalti. Mas, o VAR chamou o árbitro e o pênalti foi marcado. Gabigol bateu com a categoria de sempre e fez 1 x 0 para o Flamengo. No segundo tempo, o Vasco tentou se soltar um pouco mais, mas não conseguiu levar muito perigo ao gol rubro-negro. O Flamengo continuou a tocar a bola como num coletivo e foi levando o jogo sem maior trabalho. Deu a impressão de que se o Flamengo jogasse com mais velocidade e vontade, poderia até golear o Vasco. Fim de jogo e o Flamengo levaria uma vantagem de poder perder até por um gol de diferença, que estaria classificado para a final.

Nesta semana, o Flamengo contratou o zagueiro Pablo. Mas, em seu primeiro treino, lesou um ligamento do joelho e ficaria assim, afastado dos campos por pelo menos um mês. A sorte parecia que não ajudava o Flamengo. 

Logo após a realização desta partida, uma notícia deixou a todos estarrecidos. Menos os torcedores do Flamengo, que já conhecem esta história de “outros carnavais”. Mas, antes disso, vamos retornar ao jogo entre Flamengo e Fluminense. Após o final da partida, Gabigol foi chamado de “macaco” por torcedores do Fluminense e isto foi captado por câmeras. O Flamengo denunciou ao Tribunal de Justiça Desportiva, que inicialmente não aceitou a denúncia. Mas, o Flamengo contratou peritos que confirmaram a veracidade do material. E assim, o TJD foi obrigado a aceitar a denúncia contra racismo. O que fizeram estas criaturas abomináveis: correram ao You Tube e acharam um vídeo onde a torcida do Flamengo cantava uma música para os tricolores, que foi logo taxada de “canto homofóbico”. Final da história: o Fluminense foi absolvido e o Flamengo multado. Gente baixa. Coisa nauseante. Era como se dissessem: se nos contrariar, vamos revidar em cima de vocês.

Já é público, principalmente para quem acompanha a história do Flamengo, todas as vezes ( e foram muitas) em que estes advogados fizeram de tudo para prejudicar o Flamengo. Agora, o que aconteceu? Após marcar o gol contra o Vasco na última partida, Gabigol correu em direção da linha de fundo e colocou a mão em volta do ouvido, como se mandasse a torcida do Vasco o xingar mais uma vez. Sem contar todos os objetos que foram atirados sobre ele. Um incompetente e desprovido de algo mais importante para fazer, denunciou Gabigol, que poderia pegar de 2 a 6 jogos de suspensão. Ficou evidente demais a forma tendenciosa destes senhores imprestáveis e incompetentes, que devem apenas ter este trabalho para fazer e ganhar algum dinheiro para seu sustento. Ou então, é vontade demais para querer aparecer perante a mídia. Mas, o certo é, que sempre existe a mesma vontade de prejudicar o Flamengo em momentos decisivos. Gente asquerosa.

Mas, voltando ao Campeonato Estadual, em 20 de março, Flamengo e Vasco jogaram a segunda partida da Semi Final, visando uma vaga para a grande final. O Flamengo jogou com a vantagem de poder perder até por 1 gol de diferença. O Vasco precisava ganhar por 2 gols de diferença para se classificar. O Flamengo não contou com Bruno Henrique, que sofreu luxação no ombro esquerdo na partida anterior, onde sofreu pênalti e o árbitro não marcou. O treinador Paulo Sousa colocou em campo Lázaro como ala esquerda e Pedro ao lado de Gabigol. O Vasco começou a partida indo para cima e obrigou o goleiro Hugo Souza a fazer boas defesas. O Flamengo tocava como sempre e equilibrou a partida a partir do 25 minutos. Pedro perdeu uma grande oportunidade ao chutar para grande defesa do goleiro vascaíno. Na sobra, a bola foi chutada para o gol, mas foi salva no meio do caminho. Em outra grande jogada, Arrascaeta foi ao fundo e cruzou. Gabriel chutou de voleio, mas a bola saiu por cima do gol. No segundo tempo, o Vasco veio para o tudo ou nada. Hugo fez outra grande defesa, mas aos 7 minutos, Arrascaeta cruzou a bola para o segundo pau. Lázaro escorou a bola, que acabou sobrando para Willian Arão a empurrar para as redes. Festa no Maracanã, que recebeu 60 mil torcedores, sendo alguns poucos vascaínos. Até o final da partida, o Flamengo teve vários contra ataques e os desperdiçou um a um. Num deles, Gabigol entrou livre e ao tentar encobrir o goleiro, chutou a bola rente a trave. Vitória justa e merecida, mas o torcedor do Flamengo se perguntava: por que o Flamengo perde tantas chances de gol? E por que toca demasiadamente a bola e não é mais incisivo no ataque, vencendo quase sempre por placares magros? Agora era esperar pelo adversário da final, que poderia ser Fluminense ou Botafogo.  

O adversário acabou sendo o Fluminense, que conseguiu a vaga mesmo perdendo por 2 x 1 para o Botafogo, com um gol salvador no último minuto, num jogo cheio de polêmicas de arbitragem. Em 30 de março, a torcida do Flamengo invadiu o Maracanã, ficando os tricolores com um terço do estádio. Como Arrascaeta somente chegou ao Rio de Janeiro poucas horas antes do jogo, após ter jogado pela seleção uruguaia no dia anterior, ele acabou ficando no banco. Bruno Henrique voltando de contusão, também ficou no banco. Assim, o treinador Paulo Sousa mandou a campo Vitinho, Marinho e Gabriel na frente, com Everton Ribeiro na ala esquerda, Matheuzinho na ala direita e Willian Arão e João Gomes no meio. Para completar os três zagueiros: David Luiz, Fabrício Bruno e Filipe Luís. O Fluminense, como já é de costume, jogou todo fechado na defesa, terminando o primeiro tempo sem dar um chute a gol. O Flamengo teve o domínio da bola, mas encontrou grandes dificuldades para chegar ao gol tricolor. Vitinho acabou se contundindo e Bruno Henrique o substituiu. Apenas por três vezes o Flamengo quase marcou. No segundo tempo, Arrascaeta entrou aos 10 minutos e o Flamengo passou a dar um sufoco no Fluminense. Mas, nada da bola entrar. Nos últimos Fla-Flus, a situação foi sempre a mesma. Isto é, o Flamengo dominando o jogo, o Fluminense jogando completamente retrancado, por uma bola ou erro do Flamengo. E sempre aconteceu que o Fluminense, sempre no finalzinho das partidas, conseguia marcar um gol e vencer o Flamengo. E dessa vez, não foi diferente. Fabrício Bruno saiu de campo com câimbras e foi substituído por Léo Pereira. E na primeira jogada sua, ele falhou de forma bisonha e o Fluminense armou um contra ataque mortal, marcando 1 x 0. Sempre desse jeito. Mas, dessa vez foi pior. Três minutos após, com o Flamengo completamente desarrumado em campo, o Fluminense teve outro contra ataque, em nova falha de Léo Pereira e no placar ficou Fluminense 2 x 0. Derrota que expôs todas as falhas do sistema de jogo que o treinador português Paulo Sousa tentava implantar no Flamengo e que até então, parecia que não se encaixava. Jogadores importantes estavam jogando abaixo de suas possibilidades. Bruno Henrique, Everton Ribeiro, Pedro(principalmente depois de toda a pressão da imprensa, que tentava convencê-lo a se transferir para o Palmeiras) e Gabriel, entre outros, estavam como que acomodados e não demonstravam a mesma força e velocidade de outros tempos. A torcida do Flamengo esperava por um milagre para ver o time conquistar o inédito Tetracampeonato Estadual.

Em meio de várias acusações feitas na imprensa, de que o treinador Paulo Sousa não tinha o vestiário nas mãos e que os jogadores estavam fazendo “corpo mole” para tirarem o treinador, ocorreram reuniões e promessas de que tudo fariam para conquistar o título. E para quem esperava ver o Fluminense acuado, jogando na defesa e segurando o resultado da primeira partida, o que se viu foi tudo ao contrário. O Flamengo não contou com o zagueiro Fabrício Bruno, que não se recuperou de contusão. Em seu lugar jogou Gustavo Henrique. Também jogou sem Willian Arão, barrado. Em seu lugar entrou Andreas Pereira. De cara, o Fluminense partiu pra cima do Flamengo e passou a dominar a posse de bola e o próprio jogo. O Flamengo, como um bando dentro de campo, não conseguia sair do toque de bola tricolor. O meio de campo do Flamengo não dava combate, deixando os tricolores com total liberdade para armar as jogadas. Definitivamente Andreas Pereira não se mostrou a altura para jogar no Flamengo. João Gomes fazia o que podia, mas sozinho ficou difícil. Foi quando o goleiro Hugo Souza chutou a bola para o ataque. Bruno Henrique deu um leve toque com a cabeça e a bola foi ao peito de Arrascaeta. Ele girou em cima do marcador, levou a bola até a lateral da área e cruzou na medida para Gabigol escorar e marcar 1 x 0 para o Flamengo. Explosão no Maracanã e esperanças renovadas. Mas, o Fluminense continuou melhor. Até que, após vários toques, a bola sobrou para Cano empatar. Uma ducha fria na torcida. Logo no início do segundo tempo, David Luiz perde uma bola e só não foi expulso, porque o árbitro não deu o segundo cartão amarelo. Logo depois, pênalti para o Fluminense, após a bola bater na mão de Filipe Luís. Cano bateu e Hugo defendeu. E exatamente como um bando dentro de campo, o Flamengo tentou atacar, até porque o Fluminense resolveu recuar e defender o resultado. Fim de jogo e frustração total da torcida. E não deu nem pra dizer que foi injusto o resultado.

Com a derrota e após os vestiários, ficou claro que havia um racha enorme dentro do elenco. Jogadores como Diego, Diego Alves e outros medalhões, que não estavam sendo aproveitados pelo treinador Paulo Sousa, estavam criando um clima ruim contra o treinador. E sem contar que vários jogadores titulares não aprovaram os métodos e o jeito de jogar imposto por Paulo Sousa. Chegaram até a discutir asperamente com o treinador, que aos poucos ia deixando de lado exatamente aqueles jogadores que ele não contaria para a temporada, tentando “limpar” o elenco daqueles que tentavam exercer uma liderança negativa. E foi assim, em estado de guerra, que o Flamengo viajou no dia seguinte para Lima, no Peru, para estrear na Libertadores.

Em 5 de abril, o Flamengo foi ao estádio Nacional de Lima enfrentar o Sporting Cristal. O treinador Paulo Sousa mandou a campo o time no sistema 4-4-2, surpreendendo a todos. Seria uma influência ou pedido dos jogadores para acabar com o 3-5-2, que parecia não estar dando certo? O time não contou com Arrascaeta e Fabrício Bruno, se recuperando de contusões. David Luiz e Gustavo Henrique formaram a dupla de zaga, Thiago Maia e Andreas Pereira jogaram no meio de campo, juntamente com Willian Arão e o ataque ficou por conta de Gabigol e Bruno Henrique. O adversário, desde o início, se mostrou muito fraco, mas mesmo assim, o Flamengo apresentou dificuldades para, furar a defesa peruana. Aos 23 minutos, após saída errada da defesa do time de Lima, Willian Arão tocou para Matheuzinho, que cruzou de uma ponta a outra, encontrando Bruno Henrique, que escorou para o gol, marcando 1 x 0. E foi só. O time tocava muito a bola, mas como de costume, não agredia o adversário. No segundo tempo, o panorama piorou, pois, o Flamengo somente tentava tocar a bola, mas sem objetividade. O Sporting Cristal se estusiasmou e por duas oportunidades, não empatou a partida. Somente no final do jogo, Lázaro lançou Matheuzinho pela direita. Ele invadiu a área e chutou cruzado para marcar o segundo gol da vitória ruibro-negra. A vitória foi muito boa, mas o futebol apresentado estava muito longe do ideal. Os piores em campo foram Thiago Maia, Léo Pereira(que entrou para fazer a lateral esquerda na saída de Filipe Luís), Andreas Pereira e Gabigol, que não pegou na bola. Bruno Henrique foi o melhor em campo.

A crise tinha sua continuidade. Na Gávea, a panela de pressão estava prestes a explodir. Uns diziam que o treinador Paulo Sousa iria ser demitido e que seria substituído por Jorge Jesus. Outros davam como certo o afastamento de Marcos Braz da vice presidência de futebol. E o presidente Landim de férias na Europa. Jogadores insatisfeitos e fazendo corpo mole. Era um Flamengo que há muito o torcedor não via. Tanto, que na véspera da estréia no Campeonato Brasileiro, torcedores cercaram a entrada do Ninho do Urubu e protestaram com os jogadores, batendo em seus carros e os xingando. Apenas Arrascaeta e João Gomes foram poupados. E para piorar as coisas, Rodinei foi flagrado em festa na madrugada e ainda fez sinais indecorosos para o torcedor que o filmou. Mas, em meio a confusão, o Flamengo apresentou o lateral esquerdo Ayrton Lucas e o goleiro Santos, que era do Athlético Paranaense. Assim como o zagueiro Bruno, que se contundiu no primeiro treino, o lateral Ayrton Lucas já veio machucado e ficaria de fora até se recuperar. Ao mesmo tempo, o Flamengo emprestou o zagueiro Noga para o Atlético Goianiense e o lateral esquerdo Ramon para o Bragantino.

Em 9 de abril, o Flamengo estreou no Campeonato Brasileiro, jogando em Goiânia, contra o Atlético Goianiense. O time não poderia contar com Fabrício Bruno que estava machucado e durante o aquecimento para o jogo, Gustavo Henrique sentiu a coxa. Como não tinha outro zagueiro, o treinador Paulo Sousa colocou Willian Arão na zaga, juntamente com David Luiz e Léo Pereira, na esquerda. O time jogou com três zagueiros e três cabeças de área, com Andreas Pereira, João Gomes e Thiago Maia, que mais uma vez não jogou nada. O time continuou torto em campo e com dificuldades para armar as jogadas. Logo aos 2 minutos, o Atlético marcou, mas o VAR marcou impedimento e o gol foi anulado. O Flamengo até criou duas boas oportunidades para marcar, mas o Atlético foi muito perigoso. Hugo Souza chegou a fazer defesas difíceis. No segundo tempo, o Flamengo tomou um gol, em contra ataque, após erro de lançamento de Andreas Pereira, que mais uma vez não criou nada. Após cobrança de escanteio de Arrascaeta, Bruno Henrique cabeceou, a bola bateu no travessão, na trave e entrou. E no final, Pedro acertou o travessão. Mas, para deixar a torcida com o coração na mão, o Atlético ainda mandou uma bola na trave. Final de jogo e o empate acabou sendo muito criticado pelos torcedores, que não viam nenhuma evolução no time.

Em 12 de abril, o Flamengo voltou ao maracanã para enfrentar o Talleres de Córdoba, Argentina, pela segunda rodada da Libertadores. Com vários desfalques na defesa, o treinador Paulo Sousa formou a defesa com David Luiz, Willian Arão e Filipe Luís, com João Gomes e Thiago Maia no meio e as alas com Matheuzinho e Everton Ribeiro, que acabou fazendo uma de suas melhores atuações nos últimos tempos. Na frente jogaram Arrascaeta, Gabriel e Brunmo Henrique. O goleiro Santos fez sua estréia no gol do Flamengo. O time argentino começou a partida tentando impor um toque de bola e não deixava o Flamengo chegar com perigo ao seu gol. Acontece que Arrascaeta dez uma grande jogada e foi derrubado na área. O árbitro marcou pênalti. Lembrar que na primeira fase da Libertadoresnão há VAR. O que é um grande absurdo. Gabriel, com sua categoria habitual, bateu e marcou 1 x 0 para o Flamengo. Não demorou muito e a bola foi cruzada na entrada da área por Bruno Henrique. Ela passou pelas costas de Arrascaeta, mas encontrou Everton Ribeiro, que chutou meio prensado. A bola foi rasteira e entrou no cantinho direito do goleiro argentino. Com 2 x 0 no placar, o Flamengo foi controlando o jogo e ainda perdeu pelo menos, duas boas chances de marcar. Mas, no final do primeiro tempo, o time argentino fez seu gol. No segundo tempo, o Flamengo manteve seu toque de bola e manteve o jogo sob controle. O time argentino, por sua vez, tentou dar mais velocidade ao jogo e tentou chegar ao gol de Santos com mais velocidade. Quando o jogo parecia que iria ficar perigoso, Bruno Henrique acertou um passe sensacional para Everton Ribeiro, que chutou cruzado e marcou 3 x 1 para o Flamengo. O goleiro Santos ainda salvou uma grande chance do Talleres. Até o final da partida, o Flamengo teve várias chances de fazer o quarto gol, mas desperdiçou todas elas. Inclusive Pedro, que teve duas grandes chances, mas a fase não era de gols. Boa vitória, que manteve o Flamengo na liderança isolada do grupo H da Libertadores. E mostrou algum progresso na atuação do time.

Em 17 de abril, o maracanã ficou lotado para ver a melhor apresentação do Flamengo sob o comando de Paulo Sousa. O Flamengo enfrentou o São Paulo e fez uma partida brilhante. A única peça que não esteve a altura do time foi Rodinei, que acabou sendo substituído por Isla no segundo tempo. João Gomes dominou o meio de campo, Thiago Maia apresentou melhoras, Lázaro fez uma grande partida na ala esquerda e Everton Ribeiro mostrou seu futebol de velhos tempos. Arrascaeta e Gabigol fizeram uma grande partida e ainda deixaram seus gols. A grande ausência foi Bruno Henrique, machucado. No primeiro tempo, o Flamengo dominou amplamente a partida. De cara, Everton Ribeiro e Gabriel perderam duas grandes chances, defendidas milagrosamente pelo goleiro Jandrei do São Paulo. Mas, não demorou muito e Lázaro deixou Gabigol cara a cara com o goleiro. Ele tocou na sua saída para marcar o primeiro gol e sair para comemorar com os quase sessenta mil torcedores. O São Paulo Não deu um chute ao gol do Flamengo e foi completamente dominado. Mas, aos 43 minutos, Rafinha, ex lateral do Flamengo cruzou a bola na área. O centro avante Calleri subiu e marcou de cabeça um empate que o São Paulo não fez por merecer. Rodinei não conseguiu marcar o centro avante sãopaulino. No segundo tempo, o Flamengo colocou Isla no lugar do vaiado Rodinei e Marinho no lugar de Lázaro. Após 15 minutos de um certo equilíbrio, o Flamengo voltou a dominar a partida. Aos 23 minutos, João Gomes fez um lançamento primoroso para Isla. Ele driblou seu marcador e de perna esquerda chutou cruzado, fazendo um golaço. Três minutos depois, Marinho cruzou na cabeça de Arrascaeta, que colocou a bola fora do alcance do goleiro. Festa no Maracanã e uma grande vitória, que poderia ser maior. Parecia que o treinador Paulo Sousa começava a viver uma lua de mel com a torcida do Flamengo ( e com o time também).    

Em 20 de abril, o Flamengo retornou ao Maracanã, que recebeu 70 mil pessoas, para enfrentar o Palmeiras. Foi um grande jogo, onde no primeiro tempo, tanto o Flamengo quanto o Palmeiras tiveram chances de gol. Gabigol chegou a marcar, mas estava em impedimento. O Palmeiras teve duas grandes chances de fazer um gol. Numa delas, o goleiro Hugo Souza fez uma grande defesa já no final do primeiro tempo. O Flamengo, por sua vez teve uma grande chance, quando Lázaro fez uma grande jogada pelo meio, tocou para Gabigol na esquerda, que cruzou na medida para Arrascaeta. Ela chegou dividindo a bola com o goleiro e acabou chutando rente a trave, mas para fora. Em outra o oportunidade, Arrascaeta chutou de fora da área e a bola foi na trave esquerda do gol do Palmeiras. No segundo tempo, o Flamengo dominou a partida. O Palmeiras foi recuando e jogou para não tomar o gol. O Flamengo teve chances, mas acabou não conseguindo marcar. No final da partida, Willian Arão acertou um grande chute. A bola foi no ângulo, mas o goleiro palmeirense fez grande defesa. Final de jogo e a impressão que ficou foi de um grande jogo, mas com o Flamengo melhor e merecendo a vitória. O time do Flamengo mostrava evolução.

Em 23 de abril, o Flamengo foi a Curitiba enfrentar o Athlético Paranaense, na Arena da Baixada. O treinador Paulo Sousa deixou de fora do jogo David Luiz, Filipe Luís, Everton Ribeiro e Gabriel, que foram poupados. Pedro e Marinho começaram a partida, com Léo Pereira fazendo o terceiro homem da zaga. No primeiro tempo, o Flamengo começou bem a partida, com maior posse de bola e, mesmo sem muita objetividade, tentava chegar ao gol adversário. Com o passar do tempo, o time paranaense foi equilibrando a partida, mas também sem levar grande perigo ao gol de Hugo Souza. De repente, ocorreu o lance que definiu a partida. Marcelo Cirino invadiu a área pela direita e Isla foi na marcação. Marcelo Cirino deixou um pé um pouco mais para trás e se jogou na área. O péssimo árbitro Rafael Klaus, tido como o melhor árbitro do Brasil, marcou o pênalti. E não foi ao VAR para ver a besteira que acabara de fazer. Lembrar que no ano anterior, o VAR desmarcou um pênalti a favor do Flamengo e fez o árbitro cancelar uma expulsão do jogador Kaiser do Athlético, que acabou até marcando um gol e tirou a vitória do Flamengo, que lutava pelo título brasileiro. A arbitragem brasileira continuava um lixo. Gol do Athlético. Na segunda etapa, o Flamengo colocou em campo Gabigol e Everton Ribeiro, na tentativa de melhorar o time. Pedro, que ficou evidente na mídia pelo fato de sua mãe ter chorado por não ter visto ele em campo no jogo contra o Palmeiras, não fez absolutamente nada e o time também não conseguiu dar uma pressão para tentar o empate. Jogo muito ruim, decidido por um erro grotesco da arbitragem do Sr. Rafael Klaus. E voltaram as críticas ao técnico português.          

Em 28 de abril, o Flamengo foi a Santiago do Chile, para enfrentar a Universidad Católica pela Libertadores. Jogo difícil, onde o Flamengo nunca conseguiu uma vitória. O treinador Paulo Sousa não contou com David Luiz, Fabrício Bruno e Matheuzinho, entregues ao Departamento Médico. Bruno Henrique voltava ao time titular após ter ficado sob tratamento de contusão no joelho. O Flamengo se impôs desde o início e acabou conseguindo seu primeiro gol aos 7 minutos. Após roubada de bola no meio de campo, a bola foi lançada para Gabigol, que entrou na área e chutou cruzado. Mas, o que parecia ser um jogo tranqüilo e o início de uma goleada, logo se mostrou um jogo difícil. Aos 15 minutos, o time chileno empatou a partida. O meio de campo e o ataque do Flamengo jogavam muito bem, mas a defesa deu alguns sustos. Após perder algumas boas chances, o Flamengo puxou um contra ataque, onde Bruno Henrique cruzou na medida para Gabigol empurrar a bola para o fundo do gol. Desempate e fim de primeiro tempo. No segundo tempo, o Flamengo poderia até ter marcado outros gols, mas o time chileno começou a chegar com muito perigo. Até bola na trave mandou. Mas, num contra ataque rápido, Lázaro foi lançado e chutou no ângulo. Com 3 x 1, tudo levava a crer que a vitória estava garantida, mas o Flamengo sofreu o segundo gol no final da partida e como o tempo já era curto, foi só segurar o resultado e se manter cem por cento na Libertadores.  

Deixando a Libertadores e o Campeonato Brasileiro, o Flamengo foi a Teresina enfrentar o Altos em Teresina, pela Copa do Brasil. E a recepção da torcida do Flamengo foi simplesmente sensacional. O Flamengo deixou no Rio vários jogadores titulares, mas mesmo assim, a torcida do Flamengo lotou o estádio. Os únicos titulares em campo foram David Luiz e Bruno Henrique. O restante do time foi composto de reservas e alguns garotos vindos da base, como Marcos Paulo, Daniel Cabral, Igor Jesus e Vítor Hugo. Também houve a estréia de Ayrton Lucas. No primeiro tempo, o Flamengo não conseguiu entrar na defesa do Altos, que se fechou e tentou jogar no contra ataque. E num deles, a bola foi chutada no travessão. O goleiro adversário não fez grandes defesas. No segundo tempo, com as entradas de Lázaro e João Gomes, se esperava que o Flamengo melhorasse. Mas, não foi isto que aconteceu. E para complicar, o Altos fez um golaço. A bola foi alçada na área, Bruno Henrique tirou a bola das mãos do goleiro Santos e Manuel marcou de bicicleta. Mal deu a saída e Bruno Henrique roubou uma bola na lateral da área e cruzou na medida para Pedro empatar. O Flamengo passou a tentar dar uma pressão, mas o desempate somente saiu após cobrança de falta de David Luiz. A bola foi na trave, cruzou a linha de gol e no outro lado, foi tocada por João Gomes, para desempatar a partida. O Flamengo ainda tentou marcar o terceiro gol, mas não foi possível. Vitória, mas com uma apresentação ruim.       

 

              O Basquete conquistou o bicampeonato Mundial da FIBA. Como foi campeão da Champions League das Américas no ano anterior, o Flamengo se classificou para disputar o mundial disputado no Cairo, Egito. Em 2014, o Flamengo foi campeão mundial pela primeira vez. Em 2019, foi vice campeão. E em 2022, conquistou novamente o mundial. Na primeira partida, o Flamengo derrotou o time norte americano do Lakeland Magic, filial do Orlando Magic por 94 x 71.  Na grande final, em 13 de fevereiro, o Flamengo derrotou o espanhol e vencedor da Liga dos Campeões da Europa, o San Pablo Burgo, por 75 x 62. O elenco campeão mundial foi formado por Yago Santos, Franco Balbi, Luke Martinez, Vítor Faverani, JP Batista, Dar Tuker, Rafa Mineiro, Brandon Robinson, Matheus Leoni, Túlio da Silva, Rafael Rachel e Olivinha. Todos capitaneados pelo treinador Gustavo de Conti.